sábado, 20 de janeiro de 2018

ENTREVISTA COM GUSTAVO LOPES, AUTOR DE O INOMINÁVEL

SINOPSE: Um grupo de amigos, estudantes do ensino médio, encontram um livro, jamais visto até então na biblioteca de sua escola, e resolvem provar a veracidade de seu conteúdo, instruções para um ritual aparentemente inofensivo e extremamente tentador. Motivados por um histórico de bullying e a promessa de um fim definitivo para os seus problemas, Andreia, Augusto “Bolinha”, Davi e Thalita partem em uma jornada sem retorno, rumo à escuridão inominável que habita em seus corações.


Como surgiu a ideia de escrever “O Inominável”? A ideia surgiu de uma sinopse que escrevi para um concurso literário, algo que fiz sem compromisso na época. Em menos de um mês eu já tinha as linhas gerais do livro, os temas que gostaria de abordar, os personagens e o formato que gostaria de experimentar com a narrativa.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Em torno de três meses, desde a concepção até a publicação. Dentro desse período, pelo menos um mês escrevendo, produzindo apenas algumas páginas do livro por dia, bem abaixo da minha média produtiva, e um mês revisando em conjunto com uma grande amiga e leitora ávida.

O que o leitor pode esperar de “O Inominável”? Uma leitura rápida e fluida, um relato para se ler em poucas horas. A história é baseada em fatos, adequados para o universo ficcional que criei para minhas obras. Aborda assuntos nostálgicos para quem já saiu da escola e atuais para os que ainda estudam, mas mantendo um tom mais adulto na narração. Aos amantes de um bom rock, reservo algumas referências musicais.

Qual autor ou autora é seu preferido? Autor favorito é algo que está sempre em constante mudança para mim. Difícil falar apenas um. Não significa que os outros que já mencionei em outros momentos como favoritos deixaram de ser, mas em minha referência atual, os autores são William Hjortsberg, Walter Tevis, Thomas Harris, Chuck Palahniuk, M.R.Terci e Aislan Coulter.

Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Sim, cada um deles me inspiram a escrever de diferentes formas, mas a qualidade da escrita sem dúvida é um ponto comum entre eles.

Se “O Inominável” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? O Inominável é carregado de referências musicais diretas e indiretas, uma por capítulo pelo menos. Mas citando a mais intensa delas, Pink Floyd - Eclipse, do álbum Dark Side of the Moon.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Hoje atuo na área de TI. Gostaria de viver apenas da escrita, mas este ainda é um longo caminho.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Convido todos que chegaram até o fim desta entrevista a ler o relato de Thalita em "O Inominável". O livro está disponível gratuitamente nas plataformas Wattpad, Luvbook e Sweek, além de um PDF que pode ser baixado em meu site: https://www.gustavolopes.net.br Espero que gostem e um grande abraço!

Gustavo Lopes tem 28 anos e mora em São Bernardo do Campo - SP.

Links do livro:

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

RESENHA DO LEITOR: AMOR DE PERDIÇÃO

SINOPSE: Camilo Castelo Branco conquistou fama com a novela passional Amor de Perdição. Bem ao gosto romântico, a característica principal da novela passional é o seu tom trágico. As personagens estão sempre em luta contra terríveis obstáculos para alcançar a felicidade no amor.


"Escrevi este romance em quinze dias, os mais atormentados de minha vida. Tão horrorizada tenho em memória, que nunca mais abrirei o Amor de Perdição, nem lhe passarei a lima sobre os defeitos nas edições futuras, se é que não saiu tolhiço incorrigível na primeira. Não sei se lá digo que meu tio Simão chorava, e menos sei se o leitor chorou com ele..." (página 13)

Já li livros tristes! Lucíola e Helena são bons exemplos. Ambos me tocaram profundamente, me fizeram chorar, mas nenhum deles sequer chegou perto de Amor de Perdição. Um livro que me deixou angustiada e triste. Este é, até hoje, o livro mais trágico, dramático e claustrofóbico que já li. Principalmente pela ciência de que esta é uma história real. Pois bem, lágrimas à parte, em Amor de Perdição podemos esperar uma tragédia a cada capítulo, a propósito, o livro possui vinte. Narrado em terceira pessoa esta obra camiliana possui um texto rebuscado, mas de fácil entendimento. Nos prende a atenção tanto pelo enredo trágico, quanto pela poesia em que se permeia a escrita do autor. É a obra mais romântica e passional de Camilo Castelo Branco, seus capítulos seguem uma ordem cronológica rigorosa e se passa, na maior parte, entre Viseu e Porto, em Portugal.


Apesar dos diversos núcleos de personagens, a história gira basicamente em torno do triângulo amoroso formado por Simão, Teresa e Mariana, sendo esta última, a meu ver, a mais interessante personagem, já que do início ao fim tudo sofre por amor, sem nada pedir em troca, não é à toa que é descrita como "bela e triste". Amor de Perdição foi escrito em 15 dias, após vasta pesquisa em arquivos públicos e entrevistas com contemporâneos de Simão Botelho, nosso protagonista. A título de curiosidade, Simão Botelho era tio paterno do autor e o romance, além de homenagem, é uma espécie de biografia. Simão nasceu em 1784, seu pai era fidalgo de linhagem de Vila Real de Trás-os-Montes e sua mãe, dama e aia da Rainha D. Maria I. Seus pais sempre pertenceram a nobreza, daí seu comportamento altivo e orgulhoso.


Sobre a mãe de Simão, D. Rita Teresa, diziam:
"Sabíamos que era ela dama da Senhora D. Maria I; porém, da soberba com que nos tratou ficamos pensando que seria ela a própria rainha." (pág. 21)

Simão cresceu com temperamento violento e revolucionário,o que mudou drasticamente ao conhecer Teresa Albuquerque, que a época tinha 15 anos e por quem se apaixonou perdidamente, sendo correspondido igualmente. Acontece que suas famílias eram inimigas (as razões para tal inimizade constam no livro) e ao ser descoberto o amor que unia os jovens, seus pais providenciaram de imediato formas de os separar. O pai de Teresa providencia seu casamento com um sobrinho, Baltazar Coutinho e os pais de Simão o enviam para Lisboa. Dito isto e nada mais podendo dizer (seria spoiler), os acontecimentos seguintes cruzam os caminhos de Simão e Mariana, que a partir de então será seu anjo da guarda. Amor de Perdição envolve uma temática passional, com amores proibidos, platônicos, inflexibilidade familiar e social, considerando a intransigência dos pais de Simão e Teresa (seja por temor à má reputação, vaidade ou autoafirmação) e por fim, sacrifício: De Mariana com seu amor incondicional por Simão; de Simão e Teresa, que enfrentam família e sociedade para ficarem juntos. O final da obra comove, choca e nos leva a uma reflexão: Vale tudo em nome do amor?


"A desgraça afervora ou quebranta o amor." (pág. 106)

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

RESENHA: MUDANÇA DE PLANOS

SINOPSE: Allie, uma bela e bem-sucedida fotógrafa de uma agência de modas, leva uma vida regada de caprichos e muito luxo. Apesar de esnobe, sempre teve tudo o que sempre quis: um namorado perfeito, amigos leais e muito dinheiro para poder se divertir. Porém, tudo muda quando ela recebe a notícia de que seu pai morreu e que seu último desejo é que volte para a fazenda, o único lugar que nunca imaginou retornar. Mesmo contra sua vontade, Allie decide fazer a última vontade de Anthony, mesmo que isso signifique ter que conviver no mesmo lugar que o afilhado do seu pai: Andrew Scott. Ele é um homem lindo, arrogante e misterioso, que mesmo fazendo de tudo para transformar sua estadia num verdadeiro inferno, não consegue negar a forte atração que sente, cada vez que ele está por perto. Em uma briga constante, onde os dois lados tentam desesperadamente vencer, ambos acabam descobrindo que existe muito da vida um do outro que não tinham conhecimento e isso acaba desencadeando sentimentos que nunca pensaram que seriam capazes de sentir um pelo o outro.


Conhecemos nesse livro a Allisson Thomas, uma mulher mimada que sempre teve tudo na vida, mas que perdeu o pai (cuja convivência era quase nula) e teve que cumprir um último desejo seu, escrito em testamento, se quisesse ter direito a tudo o que havia herdado. E esse desejo era que ela fosse morar por um ano no lugar onde nasceu (uma fazenda numa cidadezinha bem pequena e pacata). Só que pra isso acontecer, Allie teria que largar tudo o que tinha onde morava em Nova Iork: Carreira, casa luxuosa, vida luxuosa, amigos e até um namorado. Num lugar cheio de lembranças de seu pai, ela tem que se manter firme para não desistir de tudo e voltar pra casa, missão que se torna quase impossível quando ela reencontra Andrew, o cara que foi adotado por Anthony (pai da Allie) quando ainda era criança e que vai fazer de tudo pra que ela desista de cumprir o pedido do velho e abra mão da fazenda. Ela ainda vai ter que lidar com seu passado muitas vezes, visto que Margareth (sua mãe, uma mulher interesseira que só mantém um relacionamento por interesse) volta de sua lua de mel com o marido rico e joga uma bomba nas mãos de Allie, fazendo sua vida virar de cabeça para baixo.


Passado confuso, coração confuso, possíveis novos amores, reaparecimento de ex-namorados e redescoberta da própria vida envolvem essa trama que te prende e te surpreende a cada capítulo. O que você faria se descobrisse que tudo o que conheceu e viveu foi uma mentira? Será que a Allie vai conseguir lidar com tudo isso sem surtar? Olha, eu já tinha surtado viu... kkkk Antes de dizer o que eu achei desse livro, quero lembrar a vocês que quem escreveu ele foi a Bhetys Oliveira, autora famosa por ser bem cruel com suas histórias. Então se você está esperando um romance tipo “Contos da Disney”, pode ir tirando a carruagem da chuva porque não vai ser isso que vai encontrar aqui não... Tá, agora que já esclarecemos isso, podemos seguir com minhas impressões da leitura. Quando eu comecei o livro, confesso que imaginei que seria mais uma daquelas histórias onde a mocinha da capital acaba se apaixonando pelo caipira da roça e vivem felizes para sempre – tipo uma versão “roceira” de Tarzan e Jane – mas logo me lembrei quem foi que escreveu o livro, então eu deitei na cama (aliás, melhor posição para ler com o Kindle, já experimentaram?) e fiquei bem confortável, pois já previa algumas horas mergulhada na história. DITO E FEITO. Fiquei uma boa quantidade de tempo lendo ininterruptamente, até que eu cheguei na metade do livro, e resolvi escrever essa resenha, para não dar spoilers pra vocês.


O que eu acho mais interessante dos livros da Bhetys é que ela junta o casal principal logo na metade do livro... É como se ela dissesse: “Vocês querem um casal feliz como nos finais de filmes românticos, leitores? Então toma o casal feliz na METADE do livro! Lidem com isso e me deixem terminar de escrever meu romance em paz, com muito sofrimento e coração partido (de vocês, lógico), do jeito que eu gosto!” (kkkkk eu juro que imaginei a cena, a Bhetys dizendo essas palavras enquanto escrevia! Sorry, tenho imaginação bem fértil). Esse é um livro cheio de reviravoltas: a história começa a ficar boa, daí fica MUITO CRUEL pra depois TALVEZ (só talvez) ter um final feliz... O que faz você querer acelerar ainda mais a leitura pra saber o que acontece no final, porque se no meio do livro eles já estão se declarando um pro outro é que alguma coisa não tão boa vai acontecer mais lá na frente... Aliás, obrigada por sair do padrão óbvio dos livros de romance, Cruela! Ah, e você vai AMAR alguns personagens e ODIAR (nível “desejar que aconteça algo muito ruim”) outros... Isso quando você não começa odiando alguém mas essa pessoa te cativa mais na frente... Olha, preciso dizer que esse livro meio que mexe um pouco com seus sentimentos... Pera, um pouco? Estou sendo modesta... Mexe MUITO com seus sentimentos! Kkkkk Bom, agora vou ali continuar minha leitura, tenho certeza que vai ter TIRO ATRÁS DE TIRO ainda nessa história e eu não quero perder nada! Mas antes de ir, quero dizer que se vocês gostam de mergulhar na história como se fizessem parte dela, DEVERIAM ler “Mudança de Planos”!


Obs.: Vim do futuro só pra dizer que acabei de ler o livro inteiro e MEUDEUSDOCÉU ME SOCORRE! Geeeente QUE TIRO FOI ESSE? Só LEIAM ESSE LIVRO, sério! Ele vai te surpreender a cada capítulo!!!

PARA COMPRAR "MUDANÇA DE PLANOS" CLIQUE AQUI!

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: JAMILLY LEIMAN
25 anos, uma paraense que foi criada no interior da Bahia. Coração dividido entre a música e os livros, é cantora e apaixonada desde criancinha pela leitura.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

RESENHA DO LEITOR: A FILHA DA FEITICEIRA

SINOPSE: 'A Filha da Feiticeira' é uma história repleta de magia e feitiçaria. Após a morte de toda sua família em 1628, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade.


Alô pessoalzinho, aqui quem fala é Pedro de Roche (@PedrodeRoche) para mais uma matéria do VITAMINA LIVROS! Eu sei que tenho estado um pouco longe e que a maioria de vocês mal sabia que eu existia, mas eu estou aqui, vivo e feliz hoje para mais uma resenha de um livro que eu simplesmente adorei ler, ler não, eu devorei o livro em cerca de uma semana já que o tema dele me prendeu do começo ao fim. O livro se chama “A Filha da Feiticeira” da autora Paula Brackston (Paola Bracho de A Usurpadora haha), é um livro de ficção cientifica com um tom de romance histórico e tematizado na iniciação para a bruxaria, não sei dizer se especificamente em Wicca, mas sim feitiçaria.


O livro retrata o caminho de uma garota de 15 anos chamada Elizabeth que foi criada junto à família, sua mãe era uma feiticeira e como a história era habituada no tempo da Santa Inquisição, ela precisava se ocultar para não ser morta na fogueira como muitas mulheres foram. Mas com o passar do tempo, Elizabeth e a família foram acometidos pela peste negra que assolou a Europa durante vários anos, e na tentativa de sobreviver, Elizabeth vai atrás de um velho que mora no meio da floresta, Gideon Masters, ele a ensina de tudo e seu objetivo é inicia-la na feitiçaria para que a mesma praga que matou todos os seus familiares, não leve também a sua vida.


Enfim, a história conta com dois tipos de narração: Em primeira pessoa já que ao descobrir os segredos da magia e se ligar a ela, Elizabeth se torna imortal, por isso o livro ganha a visão dela nos tempos atuais, e também em terceira pessoa que funciona como um flashback do caminho que ela trilhou sozinha desde os anos 1600 enquanto fugia de Gideon. Eu acredito que a história é complexa, adorei os cenários, os personagens transpiravam realismo e a cima de tudo, a história era congruente, eu – Criterioso e crítico como sou, não encontrei qualquer erro de concordância. Elizabeth também faz o favor de escrever, relatar todas as suas vivencias em diários pessoais dela para que o leitor ocupe o “ócio” da leitura.


Os pontos altos do livro obviamente foram os cenários, como disse, Elizabeth vagou pela terra durante 400 anos, nesse período ela mudou de nome, casa, personalidade, aparência centenas de vezes para que não fosse descoberta por Gideon, então o leitor pode se inteirar aos múltiplos cenários, Inglaterra, Estados Unidos, França, tem até algumas passagens incríveis pelos campos de batalha na primeira guerra mundial. Além de que conta também com ensinamentos acerca da magia, eu sou simplesmente um fanático pelo tema, bruxas, feitiçaria, magia são muito atraentes justamente porque poucas pessoas se interessam, é um tema misterioso e fascinante, se você ler o livro vai descobrir o que estou falando.


Quando aos pontos negativos... narração em terceira pessoa, algumas vezes eu cheguei a bugar no meio do livro porque não sabia onde eu estava com a personagem, melhor, onde ela estava, alternar entre o passado e o presente é um tanto difícil mas compreensível visto que se a narração fosse toda em primeira pessoa o livro seria dez vezes maior, ele conta com apenas 340 páginas, algo a se considerar também haha. Enfim, eu recomendo muito o livro se você for:
Fanático por bruxas bem escritas.
Cenários e personagens atraentes.
Uma história regrada a tramas e poucos momentos realmente felizes.
400 anos de história contada sobre
duas visões.
Bom pessoal, é isso, eu sou Pedro de Roche direto para o Vitamina Livros.

VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: PEDRO ALVES PEREIRA (PEDRO DE ROCHE).
19 anos, nasceu em São Paulo, cursa TI e é autor de 10 livros independentes.
“Meu maior sonho, é que todos conheçam a verdade antes de questiona-la”.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

RESENHA DO DIA: OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA

SINOPSE: Maior fenômeno de poesia dos EUA na última década, há mais de 40 semanas no topo das listas de best-sellers. “Outros jeitos de usar a boca” é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.


LIVRO: Outros Jeitos de Usar a Boca
AUTOR (A): Rupi Kaur
NACIONALIDADE: Estrangeiro
QTD PÁGINAS: 206
LANÇAMENTO: 2017
EDITORA: Planeta do Brasil

Você fala demais
Ele sussurra no meu ouvido
Conheço melhores jeitos de usar essa boca
- Rupi Kaur -

E eis um livro muito polêmico, onde só o titulo deixam as pessoas fazendo caras e bocas, umas na malícia, outras com aversão, outras caras curiosas, outras com repugnância. Há pouco tempo atrás, eu e alguns amigos, com os mesmo gostos para leitura, combinamos de nos presentear ou emprestar livros, pois, assim como eu, eles não se desfazem tão fácil dos seus livros (rsrs), e num desses empréstimos consegui este livro tão comentado por Youtubers e várias mulheres nas redes sociais. Mas e então? Sobre o que fala este livro?


“[...] ele foi o primeiro menino
a ensinar que meu corpo foi
feito para dar aos que quisessem
que eu me sentisse qualquer coisa
menos que inteira...” – Rupi Kaur

As pessoas que se confundiram com o nome e a imagem da capa, pensando que o mesmo traria uma história erótica daquelas, está muito enganado. A autora Rupi Kaur é uma indiana que vive em Toronto, Canadá, e se expressa de diversas formas, seja por escrita, desenhos, fotos e vídeos, aliás, toda a arte do livro é de autoria da própria escritora! O máximo, não é?! O livro é super curto e vem dividido em quatro partes que juntas conseguem transmitir tudo o que prometem: A dor, O amor, A ruptura e A cura.

“se já tivesse visto
a segurança de perto
eu teria passado menos
tempo caindo em braços
que não era” – Rupi Kaur


“você pode não ter sido meu primeiro amor,
mas foi o amor que tornou
todos os outros amores
irrelevantes” – Rupi Kaur

Cada poesia te toca no fundo e sinto que todas as mulheres, sem exceção vão sentir cada palavra, cada lágrima e cada sorriso expresso em todas essas páginas magnificas. É um livro para se reconhecer e aprender a se amar apesar de todas as coisas, dos defeitos, das dores, dos traumas, das cicatrizes profundas... Dos amores impossíveis, e dos que já se foram, dos relacionamentos abusivos e daqueles impossíveis de esquecer... Das mágoas da vida, dos prazeres possíveis, dos sonhos ainda não conquistados...

“eu sou um museu cheio de quadros,
mas você estava de olhos fechados” – Rupi Kaur


“você precisa começar um relacionamento
consigo mesma
antes de mais ninguém.” – Rupi Kaur

Me senti maravilhada com cada palavra, cada desenho, cada ponto e vírgula deste livro. É algo extremamente delicado de se ler, é algo para realmente apreciar e essa leitura não é só exclusiva para mulheres não, senhor! Os homens mais do que nunca devem sim, apreciar essa obra de arte moderna e aprender um pouco mais e amar cada vez mais as mulheres do mundo, e aquela, principalmente aquela que divide a vida ao seu lado, dando sempre o máximo de si por vocês! Recomendadíssimo! É um livro encantador para ler em um só dia.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

RESENHA DO LEITOR: A CAMINHO DE ANCHIETA

SINOPSE: Os primeiros momentos daquele feriado de Corpus Christi, antes mesmo de sair do prédio onde moro, já me surpreendiam. “Surpresas” pode ser, por sua vez, a palavra que resume todo o feriado depois disso. Os acontecimentos externos não saíram tanto do esperado, deu tudo certo graças a Deus, mas os fatos inesperados e estranhamentos maiores advieram do meu olhar para dentro de mim. Entender um pouco mais de mim mesma, dos meus limites, defeitos e qualidades, perceber como isso afeta minha relação com o outro e ver, de uma maneira bem peculiar, o agir de Deus quando já não me garantia com minhas próprias forças fizeram de “Os Passos de Anchieta 2016” um marco histórico em minha vida, ao passo que o meu objetivo inicial ampliou-se e transcendeu para além do município de Anchieta.


“APROVEITE o tempo mau para se preparar e o dia bom para se divertir, e não gaste o tempo de um com o outro”.

Hoje nossa conversa será um pouco diferente... Não teremos bem uma resenha, será mais um conversa, okay? Conheci a Autora de “A Caminho de Anchieta”, por meio do Amigo Livro ES. Alice é uma pessoa linda e encantadora. Quando ela me presenteou com seu livro, de cara fiquei querendo saber sobre a história. Achei que era um livro sobre uma história fictícia que se passou no feriado de Corpus Christi, mas não. O livro é formado de reflexões e considerações que Alice viveu durante os 4 dias em que passou realizando os Passos de Anchieta.


Vamos com calma. Vou explicar o que são os Passos de Anchieta. De acordo com a ABAPA - Associação Brasileira Amigos dos Passos de Anchieta podemos explicar o movimento como: “roteiro que reconstitui a trilha habitualmente percorrida pelo Padre Anchieta nos seus deslocamentos da Vila de Rerigtiba, atual cidade de Anchieta, à Vila de Nossa Senhora da Vitória onde cuidava do Colégio de São Tiago, em caminhadas quinzenais que ele empreendia nos últimos anos de sua vida quando preferiu recolher-se à vila indígena nas costas do Espírito Santo que tanto lhe evocava a sua San Cristoban de Laguna, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde nasceu”. O livro é composto por 60 páginas, tem uma diagramação boa. Adorei ter imagens no livro.


Cada capítulo a autora conta algo que viveu durante sua aventura. E no começo de cada um ela deixa um pensamento. Gostei muito de dois em especial – um o que coloquei no começo do texto e outro é o que irei finalizar nossa conversa. Gostaria de primeiramente pedir desculpas a Alice, por demorar a fazer esse texto e também por não fazer um texto mais longo. Mas realmente, “A Caminho de Anchieta” é um livro no qual a leitura é muito pessoal. A narrativa da autora é linda e tocante... Me vi emocionada em muito momentos da narrativa. Alice, obrigada por me proporcionar uma leitura tão linda, tocante e singela. Encerro o texto de hoje com o seguinte pensamento da autora: “Ninguém além de mim poderá percorrer o meu caminho”.

PARA COMPRAR A VERSÃO IMPRESSA DE A CAMINHO DE ANCHIETA: Livraria da faculdade Multivix

PARA COMPRAR O E-BOOK DE A CAMINHO DE ANCHIETA CLIQUE AQUI!

PARA VISITAR O FACEBOOK DA AUTORA CLIQUE AQUI!

PARA VISITAR O INSTAGRAM DA AUTORA CLIQUE AQUI!

RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

RESENHA DO LEITOR: COISAS DA VIDA

SINOPSE: Após o sucesso de Montanha-russa (L, 2003), que ficou em segundo lugar no Prêmio Jabuti/Categoria Contos e Crônicas, chega às livrarias o novo livro de crônicas de Martha Medeiros – uma das colunistas brasileiras de maior sucesso da atualidade. Coisas da vida reúne textos publicados nos jornais Zero Hora e O Globo, entre setembro de 2003 e setembro de 2005. Há mais de 10 anos, Martha Medeiros iniciou-se na arte da crônica (até então dedicara-se quase que exclusivamente à poesia), e, desde então, vem analisando e descrevendo as manias, as delícias, sofreguidões e anseios de homens e mulheres urbanos e modernos, fazendo um verdadeiro retrato de nossa época. Com a franqueza e com o texto dinâmico que lhe são característicos, relata e explica grande parte das taras, neuras e outros produtos mais e menos louváveis de nossa sociedade consumista e, por vezes, conformista – tudo sempre visto de dentro, pois ela nunca se exclui de suas considerações. Nas crônicas de Martha Medeiros há espaço para todas as normalidades e todas as “esquisitices” que caracterizam o Homo sapiens modernus: o sentimento de frustração, o tic-tac do relógio biológico feminino, a necessidade de dinheiro versus a necessidade de sossego, mulheres que decidem não ter filhos, o progressivo apagamento das fronteiras entre um e outro sexo, máquinas de provocar orgasmos, choros, filmes, livros e músicas, a delícia e a tragédia de amar duas pessoas ao mesmo tempo, a delícia e a tragédia de não amar ninguém e tantas outras coisas da vida.


Brilhante! Inteligente! Antenada! Culta! Poderia ficar o dia inteiro atribuindo adjetivos a ela. Aprendo muito com seus escritos, em todos os sentidos, mas o que mais agrada são as dicas de livros e filmes que ela sempre deixa em seus textos. Martha Medeiros é dessas escritoras que viciam, porque parece que escrevem diretamente para nós. Ela tem o poder de ler a alma humana, suas dores, frustrações, utopias, desejos. Não há quem não se identifique com o que ela escreve, seja nos romances, nos contos, nas crônicas, nas poesias. “Coisas da Vida” é uma coletânea de crônicas, escritas entre 2003 e 2005, para os jornais Zero Hora e O Globo. São 107 crônicas, que vão desde os assuntos mais banais do dia a dia, até os mais filosóficos. 


Entre as crônicas que me chamaram a atenção, estão: Perder a Viagem, Os Lúcidos, O Permanente e o Provisório, Ferramentas de Busca, Interrompendo as Buscas, A Minha Felicidade Não é a Sua, O Brasil Noite, Cardápio da Alma, O Sentido da Vida, O Salva Vidas, Explosões, Atalhos, Maturidade. As outras também são ótimas, é que com essas houve uma identificação, entende? Pois bem, não bastasse tudo isso, vem as dicas de livros, filmes, e eu que não sou boba nem nada, já fiz a lista, claro que essas citações não estão avulsas no livro, estão perfeitamente inseridas no contexto de cada crônica. 
Filmes: Crimes e Pecados; Igual a tudo na Vida; Hannah e Suas Irmãs; Zelig; Maridos e Esposas, todos de Woody Allen; O Barato de Grace e Garotas do Calendário (Nigel Cole); Encontros e Desencontros; Invasões Bárbaras; O Declínio do Império Americano.
Livros: 101 Experiências de filosofia Cotidiana (Roger Pol-Droit); Viver Para Contar (Biografia de García Márquez); A Montanha Mágica (Thomas Mann); A Casa dos Budas Ditosos (João Ubaldo).
Sempre que termino de ler os livros de Martha, sinto que cresci um pouco mais como pessoa, ela tem esse dom. #Recomendo


 “Estão perdendo a viagem aqueles que, em vez de tratarem de viver, ficam patrulhando a existência alheia, decretando o que é certo e errado para os outros, não tolerando formas de vida que não sejam padronizadas, gastando suas bocas com fofocas e seus olhos, com voyeurismo, sem dedicar o mesmo empenho e tempo para si mesmos.” (Crônica Perder a Viagem).

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

RESENHA DO LEITOR: O REI LEAR

SINOPSE: Ao chegar à velhice, Lear, rei da Bretanha, se vê obrigado a dividir seu reino. A maior desgraça para um monarca atingira-o: para protegê-lo e garantir sua sucessão, nenhum filho varão, apenas três filhas mulheres, Goneril, Regana e Cordélia. As duas primeiras são casadas, respectivamente, com o Duque da Albânia e com o Duque da Cornualha, olhos cobiçosos por sobre as terras bretãs, enquanto que Cordélia recusa-se a casar, para permanecer ao lado do pai. Mas o assédio de estranhos pelo reino não é o mal maior do qual padece o rei. A progressiva dificuldade de discernir as atitudes e os discursos daqueles que o cercam, o embotamente da percepção da sinceridade e da falsidade humana e a suspeita errônea de onde viria a traição são os males fatais para o outrora grande monarca.


“O tempo há de revelar o que se esconde nas dobras da perfídia. Aos que disfarçam sua Peçonha, ele, no fim, sempre expõe a vergonha”.

Mais uma tragédia de Shakespeare! Escrita entre 1603 e 1606, essa peça baseia-se em uma lenda celta. Conta o declínio do Rei Lear, um homem envelhecido e cansado, que acaba enlouquecendo, diante das adversidades provocadas por sua família e súditos. Suas três filhas: Goneril, Regana e Cordélia, herdeiras naturais, deveriam dividir o reino em três partes, para que o pai pudesse descansar sua velhice. Entre as três irmãs surge um jogo de interesses, ambição e traição. Goneril e Regana, dissimuladas e usando de muita persuasão, ganham os favores do pai, já Cordélia, a caçula, honesta e sincera, acaba por ser deserdada. A partir daí outras personagens entram em cena e os jogos de poder, dissimulação e traição continuam.


O Conde de Glócester possui dois filhos: Edgar e Edmundo (filho ilegítimo). Edmundo, trama contra o irmão, numa série de eventos que culminam com a perseguição do conde à Edgar. No entanto, as casualidades da vida acabam por fazer justiça e o desenrolar da história é fascinante. O final é típico de Shakespeare, cheio de reviravoltas, justiça, arrependimento, perdão, despedidas, mortes e, claro, muitas lágrimas. Um livro que retrata de forma realista a natureza humana, com seus vícios, pecados e imperfeições, mas também exalta a inocência, a honestidade, integridade e o apreço pela verdade. Sempre que termino de ler Shakespeare me sinto um pouco mais capaz de conhecer e entender o comportamento humano. Recomendo!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.