sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ENTREVISTA COM KATE WILLIANS, AUTORA DE DEBAIXO DAS MINHAS ASAS

SINOPSE: Abby Disilva foi o anjo escolhido pelo Criador para proteger e guardar Alex Le Justice por toda a vida. Teimosa, rebelde e impulsiva, Abby já quebrou muitas regras e perdeu muitas vidas inocentes que poderiam ter sido poupadas, se sua conduta não os tivesse levado para caminhos obscuros. Alex é sua última chance de provar que merece o título de guardiã e finalmente garantir seu lugar aos céus. Mas o que fazer quando após assisti-lo crescer e se transformar num homem honesto e corajoso, Abby se vê perdidamente apaixonada por seu protegido? O que fazer quando a luta pelo amor verdadeiro transforma amigos em inimigos e últimas chances em oportunidades extintas? Uma aventura intensa e conflitante, romântica e sensível que levará o leitor ao paraíso, só para então puxá-lo para as labaredas flamejantes do inferno. Afinal, em meio ao caos, você optaria por salvar quem ama ou por salvar a própria pele?


Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Cerca de um ano.

O que o leitor pode esperar do “Debaixo Das Minhas Asas”? Uma história que vai além do romance, que foca na construção de vida das personagens de modo sensível, puro e honesto. Uma obra que passa importantes mensagens de valor aos seus leitores.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Carol Sabar e Carina Rissi, com certeza. Não a escrever, mas sim a querer ser como elas; divas charmosas que arrasam sempre.

Se “Debaixo Das Minhas Asas” pudesse ter uma trilha sonora, qual música você escolheria? Na verdade, eu criei uma trilha sonora hahaha vocês podem ouvi-la no Youtube! Acho que uma música essencial seria Iris do Goo Goo Dolls.
Você segue outra carreira além da de escritor? Sim! Estou estudando para ser professora de português, meu objetivo é me aprofundar na literatura e um dia conseguir abrir um curso de escrita criativa.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Agradeço imensamente a oportunidade, foi o máximo estar aqui e responder a cada uma das perguntas hahaha.

Kate Willians tem 22 anos e mora em São José dos Campos, interior de SP.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: POR QUE FAZEMOS O QUE FAZEMOS?

SINOPSE: Bateu aquela preguiça de ir para o escritório na segunda-feira? A falta de tempo virou uma constante? A rotina está tirando o prazer no dia a dia? Anda em dúvida sobre qual é o real objetivo de sua vida? O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda em Por que fazemos o que fazemos? as principais preocupações com relação ao trabalho. Dividido em vinte capítulos, ele aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade - a si e ao seu emprego. O livro é um verdadeiro manual para todo mundo que tem uma carreira, mas vive se questionando sobre o presente e o futuro. Recheado de ensinamentos como "Paciência na turbulência, sabedoria na travessia", é uma obra fundamental para quem sonha com realização profissional sem abrir mão da vida pessoal.


"Há três caminhos para o fracasso: Não ensinar o que se sabe; não praticar o que se ensina; não perguntar o que se ignora." (Beda, o Venerável, pág. 173)

Mário Sérgio Cortella, filósofo e escritor, sabe como poucos usar as palavras. Nesta obra, Cortella reúne aos seus conhecimentos, citações e teorias de grandes personalidades da história antiga e contemporânea, um livro que nos leva a refletir sobre os maiores questionamentos do homem moderno. Rotina, monotonia, falta de tempo, propósito profissional, objetivo de vida, valores, ética, estes e outros temas são analisados sob a ótica de Cortella e de grandes estudiosos como Hegel, Marx, Durkheim, Benjamin Franklin, entre outros.


Já na introdução somos levados a refletir sobre o que nos move e o que, de fato, acontece internamente, o que nos motiva e inquieta. Cortella analisa o "propósito de vida humano", que foi surgindo gradativamente, graças as transformações ocorridas nos níveis sociais e laborais. O texto analisa a mudança de comportamento do homem contemporâneo diante do fenômeno da individualização. Nos primórdios da história o desafio era a sobrevivência do grupo, hoje, com todos os avanços tecnológicos e sociais, superou-se a luta pela sobrevivência e busca-se entender e refletir as questões filosóficas, sociais e comportamentais.


Hoje, trabalha-se com mais consciência do que se quer e do que se faz. Cortella discorre sobre a divisão de trabalho e como esta se dá na sociedade moderna, discorre também sobre o acúmulo de funções, suas vantagens e prejuízos no âmbito profissional e no processo de desenvolvimento pessoal. "[...] rotina não é sinônimo de monotonia". Esta é uma das frases mais marcantes do Capítulo 4. Aqui, reflete-se sobre a diferença entre "rotina" e "monotonia", suas implicâncias e perigos. "A monotonia é a morte da motivação" (pág. 40). Outro assunto abordado na obra é a necessidade do indivíduo se reconhecer naquilo que faz. É preciso que haja sentido e propósito em seu trabalho, não basta mais o salário, faz-se necessário o pertencimento e a autoria nas atividades profissionais.


"[...] O propósito da minha vida é ter consciência de que não sou descartável."

Outra abordagem interessante é sobre a diferença entre "motivação" e "estímulo". Conceitos de alta relevância para quem vive no mundo dos negócios ou simplesmente busca conhecer melhor a psicologia do ser humano. Para Cortella é fundamental que se tenha clareza daquilo que se pretende. O indivíduo deve saber o propósito maior daquilo que faz: Dinheiro? Poder? Status? Filantropia? Luta social? Outro tema importante é a relação de fidelidade entre funcionário e empresa. O texto propõe uma análise do que torna um funcionário motivado e fiel a sua empresa e ao seu empregador. Aqui temos um livro de leitura simples e rápida. Uma obra imprescindível para os que buscam se encontrar na área pessoal e profissional. Conhecimentos básicos que podem fazer a diferença na vida de cada um.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O MULATO

SINOPSE: O romance "O Mulato" (1881), do escritor maranhense Aluísio Azevedo, inaugurou um novo estilo literário no Brasil: O Naturalismo. É uma narrativa inspirada essencialmente na vida maranhense da época. Narra a história do amor impossível entre Raimundo e Ana Rosa. Que tiveram fortes sentimentos marcados por devaneios e loucuras, mas também capazes de serem esquecidos em nome da paz social e do mascaramento de preconceitos raciais e sociais, instituídos para separar a classe dominante dos dominados. A obra foi escrita como instrumento de denúncia social: pois Aluísio questiona os alicerces da sociedade - visando combater a escravidão e as horríveis condições preconceituosas em que viviam os mestiços e negros no Brasil.


Impressões Pessoais: Desde a minha leitura de "O Cortiço", notei que Aluísio de Azevedo gosta do detalhismo cruel, do retrato da vida cotidiana e agitação popular. E por ser um autor realista-naturalista, o ambiente passou a exercer forte influência sobre essas situações dramáticas. Onde o homem traz em si o caráter patológico típico do Naturalismo: o homem é sempre conduzido por seus instintos mais primários e apresenta uma tendência natural para as perversões. E essa história se passa no século XIX, na Província do Maranhão, lugar que era atrasado do ponto de vista cultural e dos costumes, com ideologias muito retrógradas, como a não-libertação dos escravos. Vale ressaltar que a escravidão tinha o apoio da Igreja, que também promovia o preconceito racial. E que o Aluísio Azevedo, chamado de "Satanás da Cidade" no Maranhão, também por meio dessa obra denunciou a hipocrisia da Burguesia.


A trama central é de um amor impossível entre dois primos chamados de Raimundo e Ana Rosa. Ele, ainda criança se tornou órfão e foi criado por seus tios. Quando adulto vai para Lisboa, em Portugal, se afastando de sua mãe. Ali passou anos de sua vida e se formou em Direito. Mais tarde, resolveu retornar ao Brasil e vai morar no Rio de Janeiro. Decidido a encontrar seu tio Manuel Pescada e saber da sua infância e origem ele vai morar na Província do Maranhão. Ele acaba reencontrando Ana Rosa e se apaixonando por ela. O chamado "desafio social" entre eles, é o fato de Raimundo ser filho de uma escrava com um português. O próprio Raimundo por ser mulato e ter traços europeus não desconfiava da verdadeira história da sua ascendência, pois ele ficou órfão muito cedo e seus tios, e pais de Ana Rosa, não revelavam o seu passado. Ana Rosa era de família branca, e tanto o seu pai, Manuel Pescada, quanto sua avó materna, Maria Bárbara, consideravam que o casamento entre Ana Rosa e Raimundo seria "sujar o sangue da família". Mas, não era apenas os familiares de Ana Rosa que pensavam assim, toda a Província maranhense era imensamente preconceituosa. Nessa narrativa, o racismo da sociedade brasileira permeia a história de amor deles. Mesmo tendo boas condições financeiras e excelente educação, Raimundo se vê impedido de casar-se com o seu grande amor, sem saber que o motivo deste impedimento está no fato de ser filho de uma escrava e um branco. Além disso, a corrupção do clero também é denunciada pelo Aluísio Azevedo.


Na trama, há um Cônego chamado Diogo, amigo da família de Ana Rosa, que apoiava a escravidão e colocava ideias erradas e preconceituosas na cabeça de Manuel Pescada. Acho interessante que um dos aspectos que mais se destaca em "O Mulato", seja essa denúncia que o Azevedo faz. Uma crítica ao clero, focada justamente em um personagem da alta patente clerical. Estabelecendo um paralelo com a obra "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós. Mostrando também a coragem do Azevedo em enfrentar a Igreja tão idolatrada pela sociedade provinciana no século XIX. E esse Cônego é capaz de atitudes horríveis, como: ser maquiavélico, ardiloso, racista e até assassino. Não vou dar spoiler, mas o Cônego Diogo será capaz de cometer adultério, de acobertar um assassinato e incentivar fortemente o assassinato de um dos personagens principais da história, que eu não revelarei qual é esse personagem. E por causa da má influência de Diogo e do preconceito racial é que Manuel não concedeu a Raimundo a mão de Ana Rosa. Gerando assim muitas intrigas e conflitos, que eu os incentivo a apreciarem à medida que lerem essa obra. Vocês verão as inúmeras intrigas promovidas pelo cônego Diogo - personagem responsável por boa parte das reviravoltas da narrativa. E que eu tanto gostei. A obra também é enriquecida pelas descrições detalhadas dos festejos da sociedade maranhense do final do século XIX e pelo retrato minucioso de cada personagem, revelando seus defeitos e manias.


Acho importante mencionar que apesar do livro se encaixar no Naturalismo, enquanto corrente literária, Raimundo tem uma postura de herói romântico, principalmente pela sua coragem, ousadia e determinação. Já Ana Rosa tem uma espécie de amor mais voltado para o devaneio, loucura revelando a sua imaturidade juvenil. Garanto para vocês que esse livro é excelente! Principalmente, para quem gosta de mencionar que a nossa literatura clássica brasileira é ruim. O final dessa trama se distancia dos moldes clássicos, pois a infelicidade das pessoas permeia por toda a obra. Deixo para vocês descobrirem as demais surpresas de "O Mulato". Por exemplo, será que Ana Rosa e Raimundo ficaram juntos ou preferiram ajustar-se à pressão social? Será que Raimundo descobriu a verdade sobre o seu passado? Qual personagem o Cônego Diogo "assassinou"? Qual terá sido o fim desse vilão tão cruel? Deixo essas perguntas para vocês descobrirem à medida que lerem essa pérola da literatura clássica brasileira. Lembrando que como crítica social, "O Mulato" faz-se muito atual, tendo em vista os inúmeros comportamentos preconceituosos da sociedade em que vivemos.


Separei para vocês as partes de "O Mulato" que eu mais apreciei:
•O preconceito de Maria Bárbara, avó de Ana Rosa, que chamava os negros de sujos e os mulatos de cabras; 
•O descaso para com o jovem português Manuelzinho; 
•Quitéria, esposa de José Pedro da Silva, açoita Domingas, escrava e amante do seu marido, por raspar-lhe a cabeça, deixá-la completamente nua e queimar as partes genitais a ferro em brasa, na frente do filho Raimundo; 
•Adultério do Cônego Diogo com Quitéria; 
•Tramas de Diogo para separar Ana Rosa e Raimundo;
•Planos de fuga entre Ana Rosa e Raimundo.


Sobre o autor: Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís (Maranhão), em 14 de abril de 1857 e morreu em Buenos Aires (Argentina) em 21 de janeiro de 1913. Desde cedo, a união de seus pais era vista como um grande escândalo social, pois a sua mãe, Emília Amália Pinto de Magalhães, já havia sido casada e separou-se do primeiro marido, vivendo sem a aprovação da Igreja, com David Gonçalves de Azevedo. Com o grande talento para o desenho, o jovem Aluísio foi para o Rio de Janeiro em 1876 para estudar Belas-Artes e passou a colaborar com alguns jornais e revistas como caricaturista. Escreveu obras, como: "Uma Lágrima de Mulher" (1880), "Casa de Pensão" (1884), e "O Cortiço" (1890). 


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: OS OPOSTOS SE DISTRAEM

SINOPSE: A vida de Amanda nunca foi um mar de rosas. Aos 27 anos, recém-formada em jornalismo e atuando como blogueira na região sul do Brasil, ela recebe o convite de casamento da melhor amiga de infância e com ele, a oportunidade de resgatar amizades e memórias do passado. O que Amanda nem imagina é que durante essa viagem, além de reencontrar as pessoas que foi forçada a deixar para trás, terá a chance de viver uma história de amor. E confusão!


Apesar de a narrativa ter toda uma premissa clichê do Cowboy e da mocinha, eu gostei muito do pouco que li deste livro. A autora Day Fernandes conseguiu juntar humor e sensualidade em seus diálogos, como nos pensamentos da protagonista Amanda, que após retornar a sua cidade natal para o casamento da sua melhor amiga de infância se depara com o sempre amor da sua vida... E como em muitos casos, ela só não queria aceitar que era AQUELE o cara.


“Sentia-me como os condenados à cadeira elétrica caminhando exatamente na direção de sua sentença. Certo, talvez eu estivesse sendo um pouco dramática, mas a questão é que ser madrinha de casamento fazendo par com o homem pelo qual você foi apaixonada durante toda a adolescência também não é nenhum paraíso!”

Esse livro parece um daqueles filmes que você não liga de assistir aos finais de semana quando está sozinha (o) e estirada (o) no sofá tomando um vinho, uma cerveja ou só mesmo no sorvete e acaba que você considera o filme tão divertido e rápido que quer mais uma dose dele. Recomendo muito para quem quer se distrair com uma leitura leve e bem descontraída e para quem ama um romance com Cowboys! E é isso! Até a próxima!


“Os opostos só dão certo porque existe uma conexão ainda mais forte entre eles. Seus pólos não apenas se atraem, mas, principalmente, se distraem.”


RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O INIMIGO ÍNTIMO

SINOPSE: Será que todos temos um inimigo íntimo? Neste relato trágico, mas cheio de humor, acompanhamos as confissões de Guilherme, um viajante da memória que registra os terrores e as alegrias de ser criança. Enxergamos as cenas mais íntimas da sua passagem pela adolescência e refletimos sobre as incertezas do início da vida adulta. Um livro delicado e violento, onde os prazeres e problemas universais do ser humano são transmitidos com rara coragem.


Encantada! Depois de "Querido Jaime" não poderia esperar nada diferente. Um livro gostoso de ler, fácil de sentir e impossível de não nos remeter à nossas próprias reflexões pessoais. Aqui, Eduardo Lages mostra que seu estilo literário está cada vez mais maduro e definido. Narrado em primeira pessoa, o texto se desenvolve de forma clara, às vezes chocante, forte e detalhista, mas sempre com uma pitada de bom humor. Guilherme, o protagonista, relata episódios marcantes de sua infância, adolescência e juventude, memórias de experiências que o levaram a ser o adulto que se tornou.


Como leitora, pude visualizar cada cena, cada situação, e sentir junto com Guilherme as angústias, dúvidas, medos, traumas e indecisões pelas quais passou. Um livro com o qual muitos se identificarão. Memórias que poderiam ser de qualquer um de nós e que nos levam a refletir se no lugar de Guilherme agiríamos ou reagiríamos da mesma forma. O que nos move? O que determina quem somos e o que seremos? Nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos. Delicado e violento, forte e emocional. Assim o defino! #Recomendo


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: SEGREDOS

SINOPSE: Richard, Kai e Bárbara são pacatos estudantes de Direito da Universidade de Cárs, a maior do país. Em uma noite qualquer, o grupo conhece Sarah, uma bela garota que rapidamente mexe com Richard e o remete diretamente ao seu sombrio passado, embora não saiba o porquê. Depois, descobrem a existência de um estranho e maligno ritual chamado “Ritual das Mil Almas”, que pretende reviver um antigo ser diabólico para ter em suas mãos o poder de controlar o tempo. E, por algum motivo, Sarah é o cerne principal do ritual. “Segredos” é o primeiro livro da trilogia “O Mundo dos Fragmentos Fractais”, uma aventura inigualável, onde os heróis deverão atravessar o espaço-tempo fragmentado em pequenos pedaços, enquanto conhecemos culturas diferenciadas, tempos diferentes, monstros inimagináveis e magias poderosas.


Uma fantasia/ficção repleta de mistérios, profecias, personagens enigmáticos, ação e suspense. A trama se passa em 2048 e se inicia com uma antiga profecia, que determinará o futuro do planeta e da humanidade. Uma profecia milenar que para ser cumprida envolverá nosso protagonista e todas as personagens que o rodeiam. Algo tão sinistro que instiga a curiosidade do leitor. Richard Gotten é o protagonista, personagem através do qual se desenrolarão os eventos centrais da trama. Órfão, vive na mansão herdada após a morte dos pais. Jarbas, seu criado e amigo, lhe serve de companhia. Richard é dono de uma escola de Shekan (arte marcial que une outros tipos de luta à luta com espadas), na qual também é professor. É estudante de Direito da Universidade de Cárs (UVC).


Genrai, Ammy, Bárbara, Kai, David, são parte do elenco em torno de Richard. Personagens que podem não ser o que demonstram, pelo menos alguns deles, e podem esconder segredos essenciais para o cumprimento da profecia. Qual o papel de Richard no cumprimento da profecia? Quem é Genrai e porque, ao longo de 10 anos manteve-se afastado de Richard? Que mistério esconde Ammy e o que pretende? São questões que os três primeiros capítulos deixam no ar. Sem dúvida é uma história interessante desde o início. De escrita simples e fluida, a leitura corre rápida e a cada página o leitor se vê instigado a seguir em frente, em busca de mais revelações e do desenrolar de tantos mistérios. "Segredos" é daqueles livros que o leitor devora em um ou dois dias, tendo em vista sua trama eletrizante, repleta de suspense e mistérios.


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RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE

SINOPSE: É inverno e o Expresso do Oriente parte da Síria. Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve para o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Ratchett, um americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot, um dos maiores detetives do mundo, para tentar mantê-lo fora de cena, mas ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.


Impressões Pessoais: Olá, leitores! Que prazer poder resenhar sobre a minha releitura de "Assassinato no Expresso do Oriente". Saibam que para mim esse livro é de longe um dos maiores clássicos da literatura policial. Quem me conhece sabe da minha grande admiração pela Agatha Christie, a Rainha do Crime. Pois sabemos o quanto a escrita dela contribui para o processo contínuo na formação de leitores. Tive a oportunidade de reler esse livro, a fim de discutir com outros admiradores da Agatha Christie, em um grupo de WhatsApp de incentivo à leitura intitulado "Amor Literário". Essa leitura coletiva visou o compartilhamento de diálogos, ideias, impressões e olhares entre os participantes do grupo, justamente no dia 30/11, data de estreia do filme homônimo aqui no Brasil.


Quando Agatha Christie morreu, em 1976, com 85 anos de idade, ela era a autora mais conhecida do mundo, com seus livros ultrapassando os dois bilhões de cópias vendidas e traduzidos em mais de cem países. Além disso, Christie alcançou o que se julgava impossível - a partir de 1920, publicou mais de um romance por ano: cada publicação um best-seller. Normalmente, os livros da Agatha Christie seguem na seguinte lógica: apresentação dos personagens, crimes (conflitos), investigação e solução final.


Nessa história detetivesca, Agatha Christie quebra vários paradigmas dos romances policiais. E essa ruptura é possível ser percebida desde o ambiente em que ocorre o assassinato de Ratchett, o motivo do crime, as circunstâncias que contribuíram para que o homicídio ocorresse, mas principalmente a revelação do assassino. Esses viés são capazes de deixar o leitor em um verdadeiro estado de ansiedade e perplexidade. Nessa obra Agatha leva seu detetive Poirot para uma viagem, partindo do oriente médio para Londres, e coloca um crime dentro de um trem de luxo, quebrando o estereótipo de local da época.


Tendo que voltar para a Inglaterra, o detetive Poirot consegue uma carona no trem Expresso do Oriente, companhia pertencente a um antigo conhecido do detetive, chamado Bouc que é diretor da companhia e admirador da polícia inglesa. Esse personagem será de grande ajuda para ajudar Poirot a usar suas células cinzentas na resolução do crime. Mal imaginava Hercule Poirot que os próximos dias seriam minados de inconveniências, ficando preso em um trem numa tempestade de neve, isolado do mundo, enquanto é obrigado a esclarecer um misterioso assassinato.


Um das maiores habilidades da Agatha Christie é a legibilidade. Como ponto básico, isso é a capacidade de fazer com que os leitores continuem a ler o livro até o fim e depois fazê-los ler outros livros que ela escreveu. Com capítulos curtos e envolventes, onde um vai sendo amarrado ao outro, a prosa de Agatha Christie, que é única em inúmeros sentidos, flui com facilidade, com personagens distintos e grande parte dos seus romances são em forma de diálogo. E o interessante é que não há explicações científicas ou descrições verborrágicas sobre pessoas ou lugares, detalhes que poderiam cansar "as vistas" e a paciência do público.


E é interessante como cada capítulo, vai levando a história para a solução e um clímax cuidadosamente preparado. Em "Assassinato no Expresso do Oriente", a autora mostra-se especialista em fornecer aos leitores as pistas necessárias para a solução do crime. Ela prova que a solução mais óbvia, apesar de uma aparente impossibilidade inicial, demonstra ser a correta. Ela tem a habilidade de fazer com que "o leitor se perda sozinho", em meio há tanto mistérios e provas.


Assim na minha concepção como admirador da Agatha é que a sua escrita é sensacional e peculiar em todas as suas obras, e em todos os sentidos. Desde o fato de ela ser inglesa e ter criado seu personagem mais famoso como um estrangeiro, ou belga. Em nível de produtividade, legibilidade, trama e justiça não há ninguém que a supere. Ela tem a habilidade de levar o leitor até o final da história e vai fazendo com que ele se perca sozinho no meio de tantos suspeitos, provas, verdades e inverdades. Ela envolve o leitor até o desfecho da narrativa. Super recomendo esse clássico da literatura policial. 

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal. 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: MACUNAÍMA

SINOPSE: “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter" é um marco sobre a discussão acerca da identidade brasileira, discussão ainda fundamental no presente. Além disso, as inovações estéticas presentes nessa rapsódia e o conhecimento sobre a cultura brasileira dão a esse livro um lugar de destaque entre os clássicos da literatura brasileira.


Um livro de difícil leitura (para mim), pelo vocabulário e neologismos da época (1928) em que foi escrito. A palavra "Macunaíma", segundo Haroldo de Campos, parece conter como parte essencial "Maku", que significa: Mau; e o sufixo "Ima", que significa: Grande. Macunaíma significaria, portanto, "O Grande Mau". Nosso herói sem caráter, como define o próprio Mário de Andrade, seria uma ambiguidade, com poderes de criação e transformação, mas também malicioso e pérfido.


O texto não segue uma ordem cronológica ou geográfica (espaço-tempo), já que o herói perfaz caminhos por todo o território brasileiro, bem como por diferentes situações que nos remetem a épocas distintas. O tempo, neste caso, é totalmente subvertido. Geograficamente, Macunaíma vai de São Paulo ao Rio de Janeiro, de Mato Grosso ao Amazonas, de Pernambuco a Minas Gerais. Cronologicamente, dialoga com personagens do século XVI (João Ramalho); com os holandeses (século XVII); com Hércule Florence (século XIX); e com Delmiro Gouveia (século XIX).


Ao misturar culturas, regionalismos e tradições das diferentes partes do Brasil, Mário de Andrade revoluciona a literatura da época. Macunaíma resulta de anos de pesquisa dos mitos e lendas indígenas, bem como do folclore nacional. É uma rapsódia (termo usado pelos gregos para definir obras que contém as tradições folclóricas de um povo), bem como a Ilíada e Odisseia (de Homero). Não, não é fácil ler Macunaíma, diria que é desafiador. No entanto, essencial para o engrandecimento do vocabulário e do conhecimento de tantas riquezas nacionais. #Recomendo


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.