sexta-feira, 2 de junho de 2017

RESENHA DO LEITOR: O NATAL DE POIROT

SINOPSE: Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho…


Namastê! “Quem jamais poderia imaginar que aquele velho guardasse tanto sangue dentro de si” e assim a Rainha do Crime inicia a trama, fazendo uma citação da obra Macbeth do dramaturgo William Shakespeare de forma que a autora passe a estimular o lado curioso do leitor. Simeon Lee, um velho mesquinho, que sua exclusiva diversão é atormentar seus filhos, com o poder bancário que possui. Sempre usando aqueles que o rodeia, como fantoches. Inclusive seu único filho, que ainda mora com o velho, o fiel Alfred Lee. Com a chegada do Natal, o velho Simeon Lee, decide com intenções maldosas, reunir todos seus filhos e noras, inclusive sua única neta – Pilas Estravados.


Após a chegada de todos os filhos, Simeon, ordena que todos fossem até seu quarto, para uma breve reunião de família, essa que o velho usa para jogar todo seu veneno e aumentar a raiva dos filhos sobre o próprio Pai, mas qual deles será o assassino? A autora não poupa esforços para a construção dos personagens, cheio de vidas e cada um com sua singularidade, detalhando motivos claros, do porquê de cada um deles querer o Pai morto. Harry Lee, um homem aventureiro que vive às custas do Pai, solteiro e que está há anos fora de casa, David Lee, que culpa o pai pela a morte da Mãe, George Lee, tão rude quanto o Pai, que espera ansiosamente pelo o testamento do velho.



Agatha cria entrelaces incríveis, com os demais personagens e um história por trás dos mesmos introduzidos na obra, cada detalhe solto pelo o livro é um ponto essencial para desvendar e também entender como foi realizado crime. A genialidade da autora para o desenrolar da trama, é algo inexplicável. Confesso que o final me deixou perplexa, a forma como a autora conduziu, cada diálogo, cada sentimento dos personagens, nos leva para junto da história, nos leva para querer ser como, Hercule Poirot, ou ao menos, seu acompanhante nas jornadas.



VITAMINAS:




RESENHA ESCRITA POR: CAMILLA CARLA
Paranaense, 18 anos, artesã, apaixonada por livros, séries e filmes, encantada por músicas clássicas, fascinada por artes marciais e apreciadora de café.

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