sexta-feira, 29 de setembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: MANCHAS NA NEVE

SINOPSE: Por conta de uma experiência passada, o adolescente Halexander Holdefer e sua família se diferenciam do resto da humanidade. Denominados Pensantes, eles têm a capacidade de controlar a matéria e a energia usando nada mais do que a mente. Poderes extraordinários podem parecer maravilhosos, mas eles também podem ser perigosos. Em busca de uma cura para seus poderes, Halexander e seus dois irmãos se mudam temporariamente para Sunfall, uma cidadezinha escondida nas florestas secas da Carolina do Sul. Mas nem todos querem a cura, Lyandra, a irmã do meio, odeia os humanos mais do que tudo. E ela fará de tudo para impedir que a cura seja descoberta. Halexander, então, se vê diante da difícil missão de proteger sua família e também a humana por quem ele se apaixona. Ele vai ter que escolher entre salvar sua família e os humanos.


Oi minha gente! Mais uma semana de Primeiras Impressões e hoje é do Livro: Manchas na Neve, o primeiro da Trilogia – Sombras do Passado. O autor Harclisson Magno deu uma entrevista para o blog e você pode conferir clicando aqui! O livro tem um prólogo digamos que tenso. Iniciando a história em 1915, Dr. Carlos, um famoso cientista está buscando a cura para a doença de sua filha, que desde o nascimento vem sofrendo com crises de convulsões, alucinações e até o aparecimento de diferentes anomalias. Carlos trabalha em um tradicional laboratório e infelizmente não teve o apoio de todos os cientistas para fazer a pesquisa da cura de sua filha ali.


Depois de muitas tentativas, solitário em seu laboratório em casa, Carlos conseguiu enfim, fazer um remédio que parecia ser a cura para sua filha após fazer todo o procedimento sozinho em seu laboratório. Maria, sua filha, ficou alguns dias desacordada, e o pai ali ao seu lado, esperançosos para que essa doença tenha ido para bem longe de sua única filha, e também seu elo mais precioso com a esposa, que já faleceu. Após acordar do “coma”, sua filha parecia ter se recuperado da sua doença, não houveram mais alucinações, convulsões e nem o aparecimento de nada anormal, até que... Em uma noite de lua cheia, Maria descobriu que estava com poderes especiais, tipo, levitar. Deixou o pai muito assustado que logo já iniciou uma sessão de exames com a filha, além de estar preocupado com ela, o que o laboratório em que ele trabalha iria pensar?


Carolina do Sul, estamos no ano é de 2016. Voltando ao prólogo tenso. Os irmãos Lyandra, Gabriel e Halexander, estão em casa. Lyandra e Halexander tem uma conversa quase que brigando. Lyandra, pelo que me parece tem o espírito livre e sempre sai e volta de casa, sem dar muita satisfação, sua mãe claro, quer o seu respeito, mas não parece tão “autoritária” quanto ao comportamento da filha rebelde. Os irmãos possuem poderes especiais e a cada aniversário, aliás, no dia de completar a nova idade, é como se esses poderes fossem elevados a potência máxima, provocando muitos acontecimentos negativos ao redor deles. Alexandre teme muito por esses acidentes. Lyandra, pelo contrário, não se preocupa com o que pode acontecer, ela adora ter estes poderes e ser bem diferente dos outros seres humanos. Gostaria de ter o poder de ler a mente como estes irmãos, mas pensando bem, não seria uma ideia tão boa assim...rs


Agora que a família do rapaz está em uma nova cidade, ele está prestes a encarar seu primeiro dia em outra escola novamente, repetindo isso pela terceira vez. Como é seu primeiro dia de aula em uma escola onde praticamente todo mundo se conhece, há todo o constrangimento e o medo da rejeição de seus colegas, ele sabe que é diferente e sabe que as pessoas também acreditam nisso. No meio de seu caminho (literalmente) está ela, Kaila, como ele descreve como a personificação da perfeição. Uma linda garota. Ele não consegue tirar os olhos dela, se sente paralisado pelo que ela o faz sentir. Os dois, logo são conectados por uma energia inexplicável. Na verdade, há uma identificação pelos dois se sentirem diferentes excluídos naquele meio social.


Kaila se oferece para mostrar a pequena cidade a Halexander, que acaba aceitando o convite da garota, mesmo sabendo que não deveria ser amigo de ninguém onde estiver. Aí começa uma grande aventura e acontecimentos sobrenaturais. Gostei muito do tipo de narrativa, a leitura é muito agradável e corrente. A descrição do ambiente e dos personagens é muito detalhada, literalmente faz você viajar por este mundo e imaginar nitidamente como e onde tudo está acontecendo. Acredito que não tenha muita alteração de ambiente, nem de personagens. A trama parece ser muito boa e não é cansativa. Resta a curiosidade em juntar ou não às histórias, ou melhor, os poderes que estes personagens tem.


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RESENHA ESCRITA POR: GREISI SILVA
28 anos, administradora e artesã nas horas vagas, apaixonada por leitura e artes, não vivo sem música, poesia e cinema. Descobri que viajar é preciso e comer pipoca é fundamental para se ter boas ideias.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: 50 TONS DE CINZA

SINOPSE: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos. 'Cinquenta tons de cinza' é o primeiro volume da trilogia.


Alô pessoas da terra e do além, aqui quem fala é Pedro de Roche, sei que vocês não me conhecem, então vou me apresentar. Eu sou um escritor de São Paulo, a minha área é a de ficção científica, mas às vezes me arrisco a escrever um romance (o que estou escrevendo atualmente) e até algumas Fantasy que nunca saem do papel por serem universos imensos demais para serem descritos haha. Pois bem, sou o novo estagiário do Blog Vitamina Livros e o meu objetivo é dar luz e vida às letras, apresentando aí para vocês fatos que podem incentivá-los a ler os livros aqui resenhados ou simplesmente pesquisar por outros (sinceridade à parte).


Pois bem, como primeiro trabalho eu decidi resenhar o livro 50 Tons de Cinza da escritora americana E L James que parece ser uma mulher bastante criativa para imaginar um homem tipo Christian Grey e uma mulher como Anastásia Steele – O protótipo da mulher perfeita para alguns, tímida, centrada, inteligente e, sobretudo inocente e moldável. Primeiro vou falar sobre o que gostei e não gostei do livro.


Eu considero o primeiro livro o melhor (estou no meio do segundo, entende porque gosto do primeiro?), mas uma amiga minha já havia falado que o terceiro tem o retorno daquela fantasia que vimos no primeiro, com Ana descobrindo coisas sobre o poderoso Christian Grey que desde o primeiro momento se apresenta como um homem rígido, mandão, mas que sabe ser justo e romântico quando quer. Para quem leu o livro, sabe que a nossa PP, Anastásia é uma mulher forte, mesmo que isso esteja escondido atrás de cinquenta quilos de cabelo e muitas páginas de livro como ela mesma mencionou gostar de ler. Ela é uma personagem profunda e realista, quase sempre tem uma opinião sobre tudo, então recebe da sua amiga Kate Kavanagh uma missão que poderia mudar a sua vida, a de ir entrevistar o Senhor Cinza em seu local de trabalho, já que ela estava doente no dia e precisou de muito caldo de galinha para ficar boa, ou pelo menos o suficiente para se levantar da cama.


Aí entra a minha crítica. A personagem é tão bem escrita que todos nos perguntamos em algum momento, como E L escreveu uma personagem tão delicada e ao mesmo tempo tão durona? Em vários momentos vimos como ela resistiu às investidas do misterioso Senhor Grey, que é assolado pelo passado obscuro que o levou a fazer coisas ruins para ele mesmo e para as pessoas que estavam ao seu redor, e depois de muito tempo cedeu e olha que foi um verdadeiro sacrifício para “resolver o problema” que ela tinha, além de ser inocente, ainda era virgem, o que contrariava os padrões de Grey. O que gosto nela, é que ela representa muito o tipo de mulher que eu gostaria de ter, uma mulher que não abaixa a cabeça, mas que ao mesmo tempo consegue fazer as vontades do seu homem sem reclamar, mas eu não gostei apenas de uma coisa: A demora para eles irem para cama! Passa uma grande parte (talvez umas 100 páginas) para que role o primeiro beijo e depois até eles irem para cama, além de que o livro possui quase 500 páginas! Dava para cortar alguns diálogos, algumas cenas que julgo serem desnecessárias para encaixar outras que fossem mais significativas, como... o que ela sentia, o que gostaria de expressar em palavras já que a maioria foram apenas pensamentos e depois ações e fazer um flashback rápido sobre o Christian mesmo que apenas em uma passagem básica como foi no começo do filme Cinquenta Tons Mais Escuros onde ele aparece sendo agredido pelo padrasto.


Enfim, é um livro que vale apena o seu tempo se:
a)    Você gostar de um bilionário de 27 anos que controla a sua vida.
b)    Estar disposta a se entregar totalmente a ele (me refiro ao livro, seus mente poluída!).
c)    Gostar de cenas picantes e bem detalhadas sobre os momentos íntimos.
d)    Não chorar quando as cenas mais importantes começam a se desenrolar (falo dos momentos finais).


Um comentário pessoal que quero adicionar é que os filmes (já vi o primeiro e o segundo) foram muito bem feitos e dirigidos, vejo uma fidelidade bem grande entre um e outro e melhora ainda mais quando temos os personagens bem representados por Jamie Dornan e Dakota Johnson já vistos em outros títulos populares que eu nunca assisti, mas que conheço haha. É isso, espero que tenham gostado, pois eu gostei muito, comentem, deixem suas críticas sejam elas construtivas ou destrutivas sobre mim, sobre a resenha e sobre os livros da poderosa, valeu até a próxima.
VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: PEDRO A. PEREIRA (PEDRO DE ROCHE)
Pedro tem 19 anos, atualmente mora em São Paulo - SP, Escritor, técnico de informática e futuro diretor de tecnologias, é apaixonado por livros de sci-fi e séries.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: A SEREIA

SINOPSE: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar - pois a voz da sereia é fatal -, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.


Fugindo um pouco dos contos de fadas habituais, em A Sereia, Kiera Cass recria um pouco os mitos das serias da Grécia antiga. Misteriosamente salvas por uma entidade tão antiga e poderosa quanto o tempo, um grupo de garotas vive em silencio. Sua voz mortal é capaz de levar navios inteiros a naufrágios e enlouquecer um humano. Kahlen nunca se preocupou com o que tinha que fazer para pagar a dívida de sua vida. Ela sempre cantou com empenho e afundou todos os navios necessários para satisfazer os desejos da Água. Parecia um preço mais do que justo a pagar pela imortalidade que ela possuía.


— O que você daria para continuar viva?
— Qualquer coisa.

Kahlen se adaptou bem ao mundo das sereias, ela aprendeu a língua de sinais para substituir a voz que não deveria usar fora do mar, se dedicou a aprender sempre um pouco mais no tempo que tinha e acima de tudo ela aprendeu a amar a Água. Uma figura materna um tanto abusiva, a Água é um personagem poderoso do livro. Ela alega pedir apenas o necessário, mas isso não quer dizer que ela não peça muito. Ciumenta e possessiva ela faz de tudo para manter as sereias o mais próximo possível, assim como tenta manter todos os outros longe. Para a Água, Kahlen é sua filha mais amada e dedicada e apesar do pacto de libertar as sereias após cem anos de serviço ela não pretende deixar Kahlen ir a lugar algum. Sem saber das intenções da “mãe”, Kahlen conta os dias para que seus últimos dezenove anos de serviço cheguem ao fim.


Pude ouvir mais uma vez a água me chamar de volta. Eu estava a algumas centenas de metros do mar. Mesmo assim era longe de mais para ela me encontrar.
— Onde você está? Suas irmãs estão preocupadas. Volte, Kahlen. Volte.

Quando decide voltar para a faculdade, Kahlen conhece Akinli que parece ser a personificação de todos os seus sonhos. Ele não se deixa intimidar pelo silêncio dela, se esforça para aprender a língua de sinais e sempre se mantém por perto. Apesar de saber que a Água jamais permitiria tal tipo de relacionamento, Kahlen se deixa levar pouco a pouco pelos encantos do garoto. Ela se afasta cada vez mais da Água e de suas irmãs para manter seu romance em segredo. Em determinado momento, depois de um naufrágio enorme que ela foi obrigada a provocar, Kahlen foge e se refugia em um lugar distante com Akinli. Como nem tudo são flores depois de um deslize, ela acaba encantando o garoto. Como todo ser humano que escuta a voz de uma sereia que pertence a Água, Akinli vai em direção a entidade pronto para aceitar sua morte. Desesperada para salvá-lo Kahlen concorda com um novo pacto. 


— Entendo. Então o que acontece agora? Ela refletiu em busca de uma alternativa mais viável.
— Mais cinquenta anos. Acrescentarei mais cinquenta anos do seu tempo.
— Não! Implorei. —Você não pode fazer isso! Por favor, não. Não me faça viver mais setenta anos sem ele. 

Resignada com um destino do qual não pode fugir, Kahlen começa lentamente a definhar. Suas irmãs estão preocupadas com sua saúde, mas não há nada que possam fazer. Sereias não adoecem. E mesmo assim a garota parece cada vez mais próxima de um fim que ninguém poderá evitar. Quando se é uma sereia e existe um mar entre você e o garoto de seus sonhos, só a Água poderá conceder o maior desejo do seu coração. 


— Você vai ficar bem? Perguntei.
— Tenho que ficar. Vá, minha querida. Isso é tudo o que posso te dar. Você finalmente compreenderá o quanto amo você.

Eu nunca espero nada muito profundo e impressionante da Kiera Cass, por isso não me decepcionei com A Sereia. É um romance leve, leve mesmo, com poucas cenas que revelam uma paixão forte e incessante entre os personagens principais. Kahlen perde para America e Eadlyn da série A Seleção, em personalidade e vivacidade. A verdade é que não sabemos como ela se parece a não ser que é bonita e tem cabelo ondulado. A Água é uma personagem mais interessante, mais complexa e com personalidade bipolar. É uma história tranquila, engraçada em alguns pontos e fofa em outros, mais infantil do que juvenil para falar verdade, mas a mitologia é bem explorada e a historia em si é muito bem escrita. Apesar do material poder ser melhor trabalhado, a historia é cheia de pontos fortes que te impedem de largar o livro.


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 20 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

ENTREVISTA COM CORA FÉLIX, AUTORA DE CINCO PRAZERES

SINOPSE: Ao completar vinte anos, Pietra entra em seu apartamento e descobre que ganhara um presente peculiar de suas amigas. Infelizmente, aceitá-lo era o mesmo que quebrar todas as barreiras de sua personalidade e convicções. Era assumir que a virgindade de uma mulher era apenas um obstáculo e que nenhuma delas precisava guardá-la para alguém especial. O presente estava em seu quarto, possuía um olhar intenso, características escolhidas a dedo e uma postura que apenas um homem seguro de si poderia carregar. Perfeito, perfeito para os parâmetros de Pietra. Ele era uma encomenda, e sorriu ao vê-la pela primeira vez. "Boa noite, sou Diego, estou aqui para lhe dar prazer".


Como surgiu a ideia de escrever “Cinco Prazeres”? Estava vendo uma série de guerreiros, foi quando gladiadores apareceram em um salão, sendo leiloados para os donos dos ludus. Eu, como uma boa apreciadora, pensei "gostaria de ganhar um desses como presente". Foi aí que a ideia central de Cinco Prazeres surgiu. E se uma mulher ganhasse de presente um homem? Eu precisei de um pouco de tempo para moldar essa ideia sem que eu colocasse o homem como objeto, porque não gosto muito desse tipo de sintonia.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Um pouco, talvez um ano para escrever um conto de 60 páginas. Sou uma pessoa muito perfeccionista, e Cinco Prazeres foi minha primeira história original, visto que só escrevia fanfics desde 2010. Como todos sabem, a dinâmica da escrita original é mais densa, então precisei de um tempo longo para me adaptar e fazer algo com que me orgulhasse ao ler tudo no final.

O que o leitor pode esperar de "Cinco Prazeres”? Um livro erótico, mas com conteúdo. Isso existe? Sim, isso existe. Não queria escrever apenas sexo, apesar de ser a temática central do conto. Pietra é uma mulher virgem e Diego é um garoto de programa, coloquei algumas questões sobre esses assuntos no conto, sem contar o relacionamento que os dois desenvolvem no pouco tempo que estão juntos.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? É engraçado eu responder essa pergunta porque, mesmo sendo escritora de livros eróticos e romances, meus autores preferidos são, em sua quase totalidade, de fantasia. Tolkien, J. K. Rowling, Martin, Anne Rice, Diana Gabaldon... São meus preferidos, porque são meticulosos e detalhistas, duas características que eu possuo. Diana tem uma linha de pensamento parecida com a minha: escreva para si mesma, e depois publique!

Se "Cinco Prazeres" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Eu prefiro que meus leitores escolham a trilha sonora particular para minhas histórias, mas se eu pudesse escolher uma música para a história de Diego e Pietra, seria "Hold Back The River", do James Bay. Quem ler o conto e, em um futuro próximo, ler a continuação, vai entender a referência.
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou ilustradora, e então eu sempre mesclo essas duas profissões. Não consigo mais separá-las. Meu campo é criaturas fantásticas e hibridismo, então nada mais natural que eu abandone, aos poucos, os romances, e vá me aventurar pela fantasia, com pitadas eróticas, claro!

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Eu espero de coração que a história de Pietra e Diego fascine vocês! Tenho muito carinho por esses dois! Lembrando que quem adquirir o e-book na Amazon e deixar uma avaliação ganhará marcadores exclusivos da história, e estará automaticamente participando de um sorteio, com brindes!

Cora Félix tem 28 anos e mora em Belo Horizonte - MG.

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: UM ANO SABÁTICO

SINOPSE: Quando os sonhos de Rafaela, uma jovem fisioterapeuta, se transformam em pesadelos, ela é diagnosticada com Síndrome de Burnout. De repente, nada mais em sua vida parece fazer sentido, e na busca de si mesma e da felicidade perdida ela precisará ter coragem para recomeçar do zero. No seu ano sabático, um tempo de descanso, aprendizado e recomeços, ela se redescobrirá, encontrando coisas que se perderam com o tempo e tentará resgatar a simplicidade dos valores importantes da vida. No meio dessa encruzilhada, que definirá o rumo do seu destino, ela conhecerá o amor verdadeiro. Tudo isso serão pilares fundamentais para sua recuperação e, quem sabe, para encontrar a verdadeira felicidade.


Olá pessoal! Hoje trazemos para vocês as Primeiras Impressões do lançamento do dia da Amazon “Um Ano Sabático”, da autora Renata Corrêa. Quem nunca viveu com mil coisas para fazer em um dia de apenas 24h? Muitas vezes (quase sempre) estou assim... E a leitura de hoje está me fazendo refletir – muito, sobre toda essa agitação da vida. Borá lá?


Em “Um Ano sabático”, conhecemos Rafaela, uma jovem que saiu de uma cidade do interior e veio para a cidade grande, pois iria cursar a faculdade de fisioterapia. O tempo passou e Rafaela – Rafa, já está formada e trabalhando em clinica voltada para sua área. Mas, o que ela não esperava era que todo o acúmulo de trabalho somado ao seu defeito de não saber negar as coisas fosse lhe causar tanto mal.


Já falei do Bruno? Então, ele é o namorado da Rafa... Só que o Bruno anda meio querendo coisas (casar e filhos) que a Rafa não está muito afim no momento... Tá bom ou quer mais? Isso tudo já é mais que suficiente para uma pessoa ficar meio saturada, né? Certo dia, Rafa está no trabalho quando é pega por uma crise de nervos. Assim, Rafa é obrigada a viver seu ano sabático... É isso ai! Ela foi obrigada a “pisar no freio” da vida.


Adorei a narração do livro – em primeira pessoa. Rafa vai nos mostrando tudo que sente! Pessoalmente, gosto mais quando um livro é em primeira pessoa, pois me sinto mais próxima da leitura.  Até onde li gostei muito, o tema do livro é pouco trabalhando nas literaturas não teóricas. Renata Corrêa se superou! Acredito que “Um Ano Sabático” é o melhor livro da autora até agora. Vou me despedindo por aqui... Prometo que semana que vem terá resenha completa!


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RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: DOMINADORES - AS TRÊS DIVISAS

SINOPSE: Você conseguiria imaginar se todas as histórias de horror, monstros e guerras que sempre te contaram fossem verdade? Você consegue imaginar nascer humana e um dia acordar dominadora? Grace sempre acreditou que era humana, até o dia em que o primeiro monstro a encontrou. Todas as histórias que seu avô contava sobre os dominadores agora eram reais, e ela não estava mais segura ao seu lado. Agora ela deve partir para as três divisas, o lugar mais seguro para os jovens que se encontram em transição do mundo humano para o mundo caótico a que pertencem. Mas será que é tão seguro quanto dizem? Será que Grace pode confiar naqueles ao seu redor?


Fala galera! Hoje vamos falar das minhas Primeiras Impressões sobre o livro “Dominadores – As Três Divisas” da autora Bianca Ribeiro e lançado pela Editora Arwen. A autora nos deu uma entrevista falando sobre o livro e você pode conferir clicando aqui! O que começar a dizer sobre esse livro que mal conheço e já considero pacas?


Bem, vamos lá! O livro conta a história de Grace Ann Evans, ou simplesmente, Grace, como ela prefere ser chamada. Ela está prestes a completar 19 anos e vive com seu avô na fazendo, numa vida pacata e feliz. Ela e o avô, Tom, tem um bela relação de amizade, cumplicidade, carinho e honestidade. Essa última caraterística é a que deixa Grace mais feliz, já que não gosta de mentiras e ser a última a saber das coisas. Na fazenda, ela ainda tem um melhor amigo, Oscar, que os ajudava nas suas tarefas domésticas rotineiras, como cortar a grama e colher girassóis.


Os pais de Grace morreram quando ela era criança. Ela não chegou a conhecê-los. A única lembrança que tem de seu pai é uma foto dele mais jovem e da sua mãe ela não tem absolutamente nada, o que a deixa intrigada, principalmente por seu avô parecer ressentido e amargurado quando ela toca no assunto. Na véspera de seu aniversário, seu avô lhe entrega um embrulho, uma velharia de família, coisa que Grace adorava, mas pede que ela só abra quando for o dia do seu aniversário e quando chegar a hora.


E essa hora chega mais rápido do que esperamos. Ao acordar, Grace se vê sendo atacada por uma criatura. Ela não sabe onde seu avô está, seus gritos e pedidos de socorro são em vão. Ela tenta de formas fugir e lutar contra o terrível monstro. Até que vê o embrulho que guardava uma espada e a utiliza para cravar na criatura que se transforma em um pó negro e desaparece. E aí seu avô aparece calmamente e feliz pelo que acabara de acontecer, o que a deixa um tanto possessa de raiva por ele não ter interferido nem a ajudado. Pode isso Arnaldo?


Tom então explica para Grace que todas as histórias que contava sobre os Absques eram reais e que ela era uma Dominadora. O que significa isso? Seguinte: Os três Absques separaram o mundo entre os Humanos e os dominadores. Eles eram diferentes entre si e eram chamados chamamos de Primeiro, Segundo e Terceiro Absques porque não tinham nomes específicos. Os três primitivos ergueram uma barreira fazendo com que os Humanos não pudessem alcançar o o mundo dos Dominadores, sentir, ver e ouvir o que eles presenciam. Normalmente eles deixam os humanos em paz e nós não podemos ver o que eles veem. Então os Absques e Dominadores, vivem em um mundo perigoso devastado por monstros, enquanto nós humanos não fazemos ideia do que acontece ou que existe isso. 


E o que os Absques tem a ver com os Dominadores? Lá vai: Os três Absques resolveram se separar por causa de seus domínios. O Primeiro deles era mágico, uma magia muito forte. O segundo era um pouco mais rebelde efoi ele quem criou os monstros, para servi-lo. O outro era o mais indiferente, seguia seu próprio rumo, era um guerreiro de muitas batalhas e mantinha os outros dois afastados, pois eram os que mais gostavam se causar intrigas. Eles não ficavam perto um do outro, era perigoso e podiam destruir o que haviam criado. Confuso? Pode parecer um pouco, mas na escrita da autora e durante a leitura todo esse novo mundo aos poucos mais ficando mais claro e fazendo sentindo.


O primeiro Absque deu parte de seu sangue àqueles que o seguiram, que mais tarde foram chamados de Donistas, pessoas humanas que tendiam de sua magia e bondade. O segundo Absque também deu parte de seu sangue aos que o seguiam, por inveja ao seu rival, é claro que os fez como ele, inclinados a serem maus e invocarem monstros, tanto para proteção, quanto para matar. Muitas vezes eles conseguem se controlar, às vezes não. O terceiro Absque se viu sem opções, depois de ver como as coisas pioraram com a criação dos descendentes dos outros dois, criou sua própria linhagem, os Indiferentes, guerreiros sensatos e corajosos que tinham como função manter os outros em paz. Os três decidiram chamar os descendentes de Dominadores. Dizem que algumas pessoas não reagiram muito bem ao sangue do segundo Absque e se tornaram monstros horrendos. Os Absques estão mortos, mas também dizem que é possível invoca-los.


E o que isso tem a ver com nossa heroína? Ela é filha de uma Donista (magia) com um Invocador (que cria os monstros). Grace acredita e espera que seu pai seja um bom homem e não tenha sido corrompido pelo lado negro da força! Agora ela precisa partir para as Três Divisas para ser treinada e descobrir a qual Divisa pertence: Donistas, Invocadores ou Indiferentes e aprender a controlar seus poderes para se livrar dos monstros que estão espalhados por aí para matá-la.


Seu avô a leva para Detroit e lá eles atravessam uma espécie de portal que a leva para Três Divisas. Lá ele encontra vários jovens sendo treinados, conhece seu Conselheiro responsável, Jayden que é bem jovem também. Ps: Senti um clima entre os dois, me corrija se estiver engando Bianca! E já shippo, pronto, falei! Ela ainda conhece Archie Levesque, Conselheiro da Divisa Um e que conheceu seus pais e avô e que pode ter as respostas que ela procura sobre sua família e o passado deles. Então Grace descobre sua designação que é... Não sei porque os capítulos acabaram aqui e estou doido para descobrir!


O livro tem uma leitura muito dinâmica, fluida e envolvente. Você se conecta com a história rapidamente e torce pela personagem principal. Tenho alguns palpites sobre um possível triângulo amoroso entre Jayden – Grace e Oscar, mas é só um palpite mesmo! Também lembro de ter lido algo que as Divisas opostas não podem se relacionar, se não me engando, o que geraria um empecilho para o casal Graden (Grace + Jayden)... Mas vamos aguardar! Preciso urgentemente de saber o que acontece depois e o do livro inteiro! Parabéns para a autora por desenvolver uma história com tanta maestria, um misto de Cidade dos Ossos com Divergente e isso é elogio porque amo essas sagas! Super recomendo!


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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MATÉRIA ESPECIAL: DIFERENÇAS E CURIOSIDADES SOBRE O LIVRO E OS FILMES IT – A COISA

SINOPSE: Nesse romance o mestre do terror nos leva de volta ao tempo em que acreditávamos mais em nossa imaginação, em nossos sonhos e também em nossos pesadelos... Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Um tempo em que vão descobrir o doce sabor da amizade, do amor, da união. época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças. Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa.


Autor: Stephen King
Número de páginas: 1104
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror

Fala galera! Hoje vamos falar sobre algumas curiosidades sobre o livro It – A Coisa, de Stephen King e faremos alguns comparativos entre os filmes e o livro! Para começarmos é necessário dizer que o livro foi lançado em 1986, época em que o autor estava lutando contra as drogas, principalmente bebidas e até mesmo cocaína. Costumava sujar a máquina de escrever com sangue que pingava do nariz, e foi nessa loucura que o livro foi escrito, o que explica bastante coisa. Ele ficava sóbrio por aproximadamente 3 horas por dia nessa época. Sua esposa se acostumou a encontrá-lo desmaiado em poças de vômito. E foi nesse estado que King escreveu IT, Misery, Christine, Pet Sematary, Cujo e os primeiros volumes de A Torre Negra, entre outros best-sellers. Existe até livros que ele não lembra de ter escrito, tamanha a sua confusão. King já declarou, por exemplo, que não se lembra de ter escrito Cujo.


CURIOSIDADES SOBRE O LIVRO X FILMES

No livro It, a trama se passa em dois períodos – o primeiro entre 1957 e 1958 e depois entre 1984 e 1985. No segundo filme do remake de IT: A Coisa veremos os personagens principais adultos e como suas vidas mudaram dentro e fora de Derry em pleno 2016. No primeiro filme, com eles ainda crianças, a história se passa em 1989, época em que Batman e Máquina Mortífera 2 estão em cartaz no cinema de rua. Já no livro, filmes dos anos 50 são citados como A Múmia e I Was A Teenage Werewolf. Pennywise muda sua forma de acordo com o medo de suas vítimas. Com a mudança na cronologia, algumas formas apresentadas pelo palhaço para as crianças foram modificadas no filme. No livro, Ben vê uma múmia parecida com as que podiam ser vistas no filme de Boris Karloff que estava em cartaz na década de 50; em IT: A Coisa, o garoto vê uma pessoa de aparência monstruosa, consequência da explosão na Siderúrgica de Derry décadas atrás. Já Richie, ao invés de ser atormentado pelo lobisomem de I Was A Teenage Werewolf, que também estava em cartaz na época em que a trama se passava no livro, acaba se vendo dentro de uma sala cheia de esculturas de palhaços e o próprio Pennywise. 



Na cena do quarto dos palhaços, quando o claustrofóbico Richie Tozier (Finn Wolfhard) tem que enfrentar seus medos, há um boneco com a aparência do Pennywise de Tim Curry no ambiente. Finn Wolfhard realmente tem medo de palhaços, como seu personagem. Mike no livro vê um pássaro gigante enquanto no filme, vive o pesadelo da morte dos pais. As cenas da Beverly no banheiro e a aparição do Pennywise para Eddie no filme foram mais fiéis ao livro. E enquanto o longa dirigido por Andy Muschietti foca na história enquanto os personagens são ainda jovens e só no segundo filme mostrará eles adultos, no livro (e no telefilme de 1990) as duas épocas se intercalam ao longo da narrativa (jovens e adultos). 



O maior choque do livro It é que, em seus primeiros dois terços, ele é totalmente urbano e aí, no final, vira outra coisa. Sim, nós sabemos que a Coisa é sobrenatural, afinal ela é capaz de mudar sua forma de acordo com o que suas vítimas mais temem. Mas, ao longo do livro, a Coisa parece estar delimitada por regras bem mundanas: ela vive nos esgotos, sai deles em pontos específicos e só ataca crianças quando elas estão sozinhas. Também sabemos, devido às investigações de Mike Hanlon, que a Coisa já mora em Derry há muitos anos e que seu ciclo de violência se repete a cada 27 anos (aproximadamente) pelo menos desde o século 18. Tudo isso sinaliza uma espécie de ordem no caos que é a Coisa. Isso induz ao leitor a pensar que há algum fundamento pouco fantasioso no monstro. Seria um palhaço que morreu de forma terrível e virou essa criatura? Seria um demônio conjurado pelos cidadãos preocupados de Derry? 



A explicação do livro revelada quando os garotos inalam fumaça para ter visões. Dois deles têm um flashback de Derry na pré-história e testemunham a Coisa caindo do espaço em uma bola de fogo. Ela veio de algo chamado macroverso e passou milênios esperando os humanos colonizarem a cidade para poder, enfim, começar seu ciclo de violência. Quando as crianças descem ao esgoto para confrontar a Coisa, o monstro não é a única coisa que encontram lá. Também existe uma tartaruga cósmica, Maturim, cuja origem não é explicada, que se mantém quieta e retraída em seu casco. Essa tartaruga é nada menos que a criadora do mundo – nosso universo foi vomitado por ela em uma crise de dor de barriga. Ah, e ainda existe uma terceira entidade, que criou a tartaruga. Todos esses elementos são simplesmente jogados em IT e, para entendê-los, é preciso ir além no universo de Stephen King.


A tartaruga é um personagem importante em A Torre Negra, onde é explicado que ela criou todo o universo em que se passam os livros do autor. É uma história meio viajada, mas que faz sentido dentro do contexto de fantasia de A Torre Negra. No entanto, para um livro como IT, que se passa quase todo em cenários urbanos e apresenta problemas nada fantasiosos como bullying, pais negligentes e abuso infantil, o salto entre uma coisa e outra causa espanto. Na obra literária, é a Tartaruga quem informa ao jovem Bill como se defender do Pennywise. King faz da Coisa, no livro, uma entidade cósmica contrária a tudo que a tartaruga representa, ou seja, se a Tartaruga é a criação, a Coisa é a destruição. No filme, apenas easter eggs foram apresentados e muito provavelmente foram notados por quem leu o livro – há uma rápida menção a tartarugas no lago em que os garotos tomam banho e também uma tartaruga feita de LEGO no quarto do Georgie ou quando as crianças encontram uma tartaruga enquanto tomam banho no rio.  Há ainda uma teoria dos fãs que a Tartaruga estaria presente numa das primeiras cenas do filme – que também está presente no trailer – em que o irmão de Bill corre atrás do barquinho de papel.


Uma das mudanças mais gritantes do filme é quando as crianças desistem de perseguir a Coisa, porém acabam mudando de ideia quando Bev é pega pela criatura e elas partem ao seu resgate. Muita coisa muda nessa cena, incluindo o fato de que Pennywise se mantem na forma de palhaço (um grande alívio para os aracnofóbicos). Bev também protagoniza uma cena que faz referência a uma do futuro no livro, quando a esposa de Bill é capturada e fica flutuando. Nesse caso, Bev assume o papel. A Coisa é uma criatura que pode assumir diversas formas. No entanto, sua aparência original é muito perturbadora para a mente humana, fazendo com que nós só enxerguemos algo parecido com uma aranha.


No livro, há uma cena de orgia entre a garotada com a justificativa de mantê-los unidos para conseguir sair do esgoto. Na obra original, após lutarem com Pennywise as crianças enfraquecem seus dons - cada um possuía uma habilidade interessante, como por exemplo uma grande noção de rastreamento - e acabam perdidos em meio a um local que vai desmoronar. A solução encontrada por Bev foi reacender a ligação entre eles e a única maneira que ela conseguiu pensar foi fazendo sexo… com todos eles! Tanto no telefilme da década de 90 quanto no It: A Coisa de 2017 a cena não foi gravada; no filme, para sair do esgoto, eles tiveram de travar a batalha final com o Pennywise. 



Stephen King já falou em entrevistas que sabe o quanto o assunto é sensível, que há debates sobre isso hoje em dia – diferente daquela época – e que certamente se o livro fosse escrito nos dias atuais essa cena talvez não fizesse sentido estar ali escrita: “Eu não estava pensando muito no aspecto sexual do ato. O livro lida com infância e vida adulta – 1958 e Crescidos. Os adultos não se lembram de sua infância. Nenhum de nós se lembra do que nós fizemos quando éramos crianças – achamos que lembramos, mas não nos lembramos do jeito que realmente aconteceu. Intuitivamente, os Otários sabiam que precisavam se unir novamente. O ato sexual conecta a infância e a vida adulta. É outra versão do túnel de vidro que conecta as bibliotecas infantil e adulta de Derry. Os tempos mudaram desde que eu escrevi essa cena e hoje há mais sensibilidade em relação a essas questões”. Um outro exemplo nunca adaptado, assim como a orgia, é quando Henry Bowers e seus comparsas estão acendendo seus peidos com chamas de isqueiro e um deles começa a masturbar Henry. 


Na obra literária It, Mike continua morando em Derry e vira bibliotecário e um historiador da cidade. Ele cataloga todos os incidentes na cidade e cria o livro “Derry: A Look Through Hell’s Backdoor”. No filme, o livro já existe e na verdade quem é o único atento aos acontecimentos estranhos da cidade é Ben, que o procura na biblioteca para estudar mais afundo a história de Derry. Enquanto no telefilme de 1990 o pacto de sangue nunca existiu – eles apenas dão as mãos e prometem voltar a Derry caso a Coisa retorne – no filme a cena foi bastante fiel ao livro, exceto por uma pequena diferença; em It: A Coisa, vemos Bill pegar um pedaço de vidro e cortar as mãos de cada membro do Clube dos Perdedores para fazer o juramento, enquanto no livro quem pega o pedaço de vidro e faz todo o procedimento é Stanley (ironicamente, o único que após adulto não retorna para Derry para combater a Coisa novamente). No livro, quando George é atacado por Pennywise, seu braço é arrancado e o menino é encontrado morto, com metade para dentro e metade para fora do bueiro, pelo policial Adam. Isso serve para o policial ficar obcecado e reparar na familiaridade dos eventos 27 anos depois. Já no filme, o garoto desce pelo bueiro e Adam não existe. Inclusive, isso abre uma brecha para Bill acreditar que o irmão ainda está vivo.


A mudança de época do filme acarretou em outras mudanças ao longo da trama e uma delas foi a “atualizada” do álbum de foto para slides. A cena, que inclusive aparece nos trailers, ficou boa, mas há um terror maior em uma foto que se mexe e corta o dedo das crianças. Enquanto no livro Patrick é o último a se juntar à gangue de Henry e tem seu comportamento bem explorado, no filme ele aparece logo de cara apenas para morrer em sua segunda cena. Ele morre na obra de Stephen King, mas só depois de mostrar sua psicose. Patrick era um maníaco, que chegou a matar o irmão mais novo quando tinha apenas 4 anos e agora estava matando animais de toda a vizinhança. Talvez por conta da censura, o roteiro do longa não explora tão bem os preconceitos como a obra original. Enquanto King não tem medo de ousar e colocar pais batendo abertamente nos filhos, crianças cometendo atos horríveis de violência e chamando Mike de Crioulo quando o persegue apenas pela sua cor, o filme acaba cortando boa parte desses preconceitos. A trama ainda se foca nisso, mas fica bem ameno. Por sinal, Henry não quebra o braço de Eddie, ele quebra ao cair do segundo andar de uma casa onde são atacados.


Por incrível que pareça, Henry (Nicholas Hamilton) é ainda mais cruel na literatura. Além da perseguição racista a Mike (Chosen Jacobs) e dos cortes em Ben (Jeremy Ray Taylor), ele envenena o cachorro do primeiro, quebra o braço de Eddie (Jack Dylan Grazer) e agride Stanley (Wyatt Oleff). O relacionamento com o parceiro sociopata Patrick Hockstetter (Owen Teague) tem um lado sexual e seu pai também não é policial e sim um ex-militar racista e psicótico que agride a esposa. A queda de Henry no poço é outra novidade. No livro ele é preso ainda em 1958 pela série de mortes em Derry e foge em 1985 obcecado em assassinar todos os Otários, sob forte influência maligna de Pennywise. Eddie o mata em legítima defesa. No filme, vemos como Pennywise manipula Henry Bowers em matar e perseguir o Clube dos Perdedores. No entanto, no livro, ele assume a forma da Lua para instigar a matança de Henry. Na versão impressa, podemos entender também que a criatura pode assumir formas familiares aos personagens para manipulá-los, ou prometendo desejos e até através de influência subliminar. Em um trecho do livro, Pennywise ameaça até causar câncer em um personagem.


O livro narra as duas ocasiões em que o Clube dos Otários enfrentou a Coisa: em 1958, quando eram crianças, e em 1985, já adultos. Em ambas, o grupo usa o mesmo recurso para enfrentar o monstro: o Ritual de Chüd. Trata-se de um ritual nativo-americano em que é preciso morder a língua da Coisa e fazê-la rir. No livro, esse ritual não é interpretado literalmente, e sim figurativamente: assim como a Coisa se alimenta do medo das crianças, a arma para vencê-la é usar a criatividade. Efetivamente, quando as crianças passam a imaginar que podem ferir a Coisa, elas conseguem. Isso não impede, porém, que a batalha seja psíquica, com Bill se vendo em um plano universal e prendendo a língua da Coisa com sua própria boca. Para vencer, ele repete o treino que usa para vencer a gagueira – “Ele soca postes de montão e insiste que vê assombração”. Dá certo nas duas vezes: em 1958, eles machucam a Coisa, que foge. Em 1985, eles finalmente a matam.


No confronto final com a Coisa em 1985, os garotos, agora crescidos, voltam ao lar do monstro e encontram ovos. São os filhos da Coisa, ou algo assim. Não se sabe quanto tempo eles levariam para se desenvolver e nem o que eles se tornariam exatamente. Mas não há tempo para descobrir: Ben os pisoteia com violência e o monstro sente os golpes. No final, além de derrotar a Coisa, também somos certificados de que todos os ovos foram exterminados. Ou será que não? Há indícios de que a Coisa ainda esteja viva ou então, algum de seus filhos. 


No livro Dreamcatcher, que também se passa em Derry, o vilão é o alienígena Mr. Gray. Ele deseja colocar esporos no sistema de água da cidade para infectar o município com o vírus alienígena e, posteriormente, o mundo. Ele deseja saber onde está a caixa d’água da cidade, mas o protagonista do livro, Jonesy, diz a ele que ela foi destruída em 1985 (nos eventos narrados no final de It). A certo ponto, Mr. Gray encontra uma placa que diz: “A todos aqueles perdidos na tempestade / 31 de maio de 1985 / E para as crianças, todas as crianças / De Bill, Ben, Bev, Eddie, Richie, Stan e Mike, com amor / O Clube dos Otários”. E embaixo da placa, escrito em grafite vermelho, há o seguinte dizer: “PENNYWISE VIVE”. Além disso, em A Torre Negra, há um personagem chamado Dandelo que se alimenta das emoções dos outros. Muitos fãs acreditam que Dandelo e a Coisa sejam a mesma criatura ou, então, da mesma espécie. Como a Coisa botou ovos no final de It e Derry meio que serve como um portal para a Torre, não é absurda a possibilidade de Dandelo ser um dos filhos da Coisa.


CURIOSIDADES SOBRE O REMAKE DE 2017

The Duffer Brothers foram considerados para assumir a direção de It – A Coisa, mas não assumiram a função por não serem ainda reconhecidos o suficiente. Então, eles criaram a magnífica Stranger Things (2016), uma série baseada no universo infantil bastante similar aos trabalhos de Stephen King. O autor Stephen King viu o filme seis meses atrás, no primeiro tratamento, e disse que os realizadores fizeram um excelente trabalho. Recentemente, fez questão de vê-lo novamente, satisfeito pela adaptação que ele considerou genuína.


27 é um número mágico para a produção. O longa está sendo lançado 27 anos depois da minissérie, e a Coisa costuma hibernar por essa quantidade de anos até voltar a saciar sua fome. O ator Jonathan Brandis, que fez o papel de Bill na minissérie de 1990, morreu aos 27 anos. Adivinha quantos anos tem o ator que interpreta o novo Pennywise, Bill Skarsgard? Como foi feito com Tim CurryBill Skarsgard se manteve afastado do elenco mirim até sua aparição oficial nas filmagens para causar o desconforto necessário. Alguns dos pequenos chegaram a chorar nos bastidores com medo do palhaço, o que fez o ator até pedir desculpas. No entanto, Sophia Lillis (que interpreta a jovem Beverly) deu risada na primeira vez que viu Skarsgard caracterizado como o vilão.


A cidade de Derry, onde o filme acontece, existe e fica nos EUA. O local é cenário de várias outras histórias de Stephen King, como "O Corpo", "O Apanhador de Sonhos" e "Janela Secreta". Os fãs do original sugeriram que o elenco adulto fosse composto por aqueles que atuaram como criança na minissérie – à exceção, claro, do falecido Jonathan Brandis. É uma ideia que está sendo estudada, sendo que alguns atores já demonstraram interesse em reprisar o papel, cerca de 27 anos depois. Em 2009, quando o projeto começou a ser discutido, Chloe Grace Moretz foi considerada para o papel de Beverly. Quando as filmagens começaram, a atriz havia acabado de completar 19 anos, e a acabou sendo substituída por Sophia Lillis. Depois ela faria o remake de Carrie, também de King.


Assim que Cary Fukunaga desistiu de dirigir It – A Coisa, o cineasta Mike Flanagan (de Ouija: A Origem do Mal, 2016) demonstrou muito interesse em assumir a cadeira, chegando a telefonar para os realizadores pela possibilidade. Quando Andy Muschietti (de Mama, 2013) assinou a direção, ele pretendia seguir o roteiro inicial, que estava nas mãos de Cary Fukunaga. Contudo, resolveu fazer algumas mudanças estruturais para torná-la mais adequada ao público, como a retirada da cena em que Henry Bowers fazia sexo com uma ovelha e ejaculava sobre um bolo de aniversário, e a tentativa de estupro do pai de Beverly. Também incluiu mais referências ao livro original, tirando apenas a cena em que Mike e Richie imaginam a chegada da Coisa à Terra, devido à necessidade de efeitos especiais mais caros, e trocou a guerra de fogos de artifício pela de pedras. A cena da “orgia de crianças” também foi ignorada para evitar uma censura mais alta e o incômodo dos atores mirins.


Foi opção do diretor substituir as versões da Múmia e Lobisomem, de It, para outras criaturas, a fim de surpreender os leitores do livro. No roteiro que Cary Fukunaga iria dirigir, os nomes dos personagens haviam sido todos trocados: Bill Denbrough seria Willy Denbrough; Henry Bowers se transformaria em Travis Bowers; ‘Belch’ Huggins passaria a ser ‘Snatch’ Huggins; Patrick Hockstetter teria o nome Patrick Hockstettler; Will Hanlon se chamaria Leroy Hanlon e Greta Bowie para Gretta Bowie. Andy Muschietti voltou a usar os nomes originais, mantendo apenas ‘Leroy‘ e ‘Gretta‘. Antes de Skarsgard assumir o papel de Pennywise, vários outros foram considerados: Johnny Depp, Tilda Swinton e Channing Tatum. A produtora Barbara Muschietti está seriamente considerando a atriz Jessica Chastain para o papel de Beverly, tendo, inclusive, sido aprovada pela Sophia Lillis, que a interpretou como criança nessa refilmagem. Os demais atores mirins, em entrevista, também apontaram quem eles acham que deveria assumir a sua versão adulta: Finn Wolfhard (Richie Tozier) imaginou Bill Hader; Chosen Jacobs (Mike Hanlon) sugeriu Chadwick Boseman; Jack Dylan Grazer (Eddie Kaspbrak) pensou em Jake Gyllenhaal; Wyatt Oleff (Stanley Uris) queria Joseph Gordon-Levitt; Jeremy Ray Taylor (Ben Hanscom) sonhou com Chris Pratt; e Jaeden Lieberher (Bill Denbrough) gostaria de ver Christian Bale. Tim Curry foi realmente convidado para voltar a assumir o papel de Pennywise na refilmagem. Mas, devido a saúde debilitada do ator, os realizadores tiveram que fazer audições para a escolha.



Entre as diversas formas da Coisa, ela afirma que seu nome é "Robert Gray". Além disso, no livro, existem capítulos específicos que nos mostram seu ponto de vista e motivações. Os ciclos quando A Coisa acorda são normalmente representados por violência extrema. No entanto, as pessoas tendem a esquecer isso graças à influência da criatura na cidade de Derry. O diretor Andy Muschietti, no entanto, já confirmou que a versão amadurecida de Mike será um bibliotecário, indo de encontro às palavras de King. Único a ficar na cidade assombrada, o órfão será não apenas o guardião do conhecimento em relação às ações de Pennywise, como também o responsável por tentar encontrar uma maneira de derrotá-lo. Mais sombrio, o personagem terá sérios problemas com drogas na Parte 2, algo que não está na história original.


E você? Leu o livro? Viu o filme de 1990 ou o de 2017? Conta  pra gente nos comentários!