segunda-feira, 30 de outubro de 2017

RESENHA DO LEITOR: VINTE MIL LÉGUAS SUBMARINAS

SINOPSE: Clássico de ficção científica, em "Vinte Mil Léguas Submarinas", estranhas aparições nos mares preocupam as autoridades da Europa e da América. Seria uma alucinação? Um monstro colossal? Um engenho ultramoderno de navegação submarina? Nesta obra, o Capitão Nemo, por ter profundo desprezo do mundo civilizado e desejoso de vingança contra os países dominadores, rompe os laços com a sociedade e viaja todos os mares da terra colecionando tesouros e protegendo a natureza e as pessoas. Em seu caminho, ele encontrará o professor Aronnax, que juntos embarcarão em uma intensa aventura pelos mares do planeta. Lançados ao mar, o professor Aronnax, o fiel Conselho e o exímio arpoador Ned Land foram resgatados e feitos prisioneiros pelo enigmático capitão Nemo, dono, líder e principal habitante do prodigioso submarino Náutilus.


IMPRESSÕES PESSOAIS: Olá, leitores! Sou Felipe Maranhão, e escolhi para resenhar desta vez, o livro "Vinte Mil Léguas Submarinas". Sempre achei que este livro se classificava apenas como uma obra infanto-juvenil e julgava-o pela "capa". Entretanto, ao imergir nesta aventura clássica vi o quanto esta obra vai além de uma obra de aventura, porque a mesma aborda questões sensíveis, com personagens complexos com maravilhas e encantamentos. Vi o quanto Júlio Verne sabe escrever, desenvolver e divertir o leitor.


O Capitão Nemo, personagem encantador e misterioso, rompeu laços com o continente e no seu navio viajou por todos os mares da Terra. Por desejar viver anonimamente e ansiando vingança junto com profundo desprezo pelo chamado mundo civilizado ele criou um submarino, a fim de concretizar sua vingança contra os países dominadores e viver isolado da sociedade. Vale ressaltar que por meio deste clássico, Júlio Verne anteviu a criação do submarino. Revelando o enorme conhecimento científico deste ator, que agiu como um "profeta bíblico por prever o futuro." E reforça o quanto esta narrativa, apresenta uma série de novos conhecimentos científicos para a época. E o mais interessante, é que esta antevisão é apresentada ao leitor de uma forma convincente e que aguça a curiosidade daquelas que estudam ciência. O autor preocupa-se em dar embasamento científico aos fatos narrados, fazendo uso das descobertas de seu tempo e aventurando-se em campos que seriam ainda seriam desbravados pelas descobertas científicas.


A narrativa apresenta também uma riqueza história por mencionar a lógica política do século XIX de alguns países dominadores, que subjugaram e oprimiram muitos povos. E como o Capitão Nemo usa sua invenção marítima e os tesouros que ele encontra nos mares  para ajudar os oprimidos. Feito que cativa o leitor. A histórica fica muito interessante quando o Arronax, Conselho e Ned Land vão parar encima do submarino, após se perderem em uma aventura que visava descobrir o que era este "monstro" que intrigava as pessoas comuns e pesquisadores.


Para preservar sua sigilosa existência o Capitão Nemo decide manter os três a bordo do submarino, negando-lhes a possibilidade de voltarem à terra. A partir de então inicia-se uma grande aventura pelos mares do planeta. Partindo do oceano Pacífico nas costas do Japão, o Náutilo navega ainda pelo Índico, Mar Vermelho, Mediterrâneo, Atlântico, os mares austrais e boreais, percorrendo um total de 20 mil léguas. Chegam até mesmo ao Pólo Sul. A princípio esses novos tripulantes aceitam viajar com Nemo. Mas,  com o passar do tempo estes três prisioneiros buscam fugir da prisão, ao perceberem que o Capitão Nemo não nunca permitirá a saída deles. Será que eles conseguirão fugir do poderoso submarino? Será que Nemo conseguiu sua tão almejada vingança contra os países dominadores?


Garanto para vocês que este livro tem um final surpreendente capaz de "tirar o fôlego do leitor." Com capítulos, sempre curtos, invariavelmente terminam no clímax e encadeiam-se com o seguinte. A técnica é eficiente para manter o leitor "preso" do começo ao fim da narrativa.

BIOGRAFIA DO AUTOR: Júlio Verne nasceu em Nantes, na França, em 8 de fevereiro de 1828. Fugiu de casa com 11 anos para ser marinheiro. Localizado e recuperado, retornou ao lar paterno. Em um furioso ataque de vergonha por sua breve e efêmera aventura, jurou solenemente não voltar a viajar senão em sua imaginação e através de sua fantasia. Promessa que manteve em mais de oitenta livros. Foi um dos primeiros escritores a praticar uma literatura na linha da moderna ficção científica. Verne previu, entre outros inúmeros inventos como a televisão, o helicóptero o cinema falado, e tantos outros. Estudou Direito para agradar ao pai, mas jamais exerceu a profissão. Trabalhou como secretário do Teatro Lírico entre 1852 e 1854 e, depois, tornou-se corretor de bens públicos. Entretanto, fez carreira mesmo foi na literatura como um dos maiores escritores de todos os tempos. Suas obras foram premiadas pela Academia Francesa de Letras. Júlio Verne faleceu em Amiens, França, no dia 24 de março de 1905.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: FELIPE MARANHÃO
21 anos. Graduando do 5° período de Letras da Universidade Federal do Tocantins, e leitor voraz de literatura estrangeira.

5 comentários:

  1. Sou apaixonada por Júlio Verne. Ótima resenha! Aguçou minha curiosidade.

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  2. O que posso dizer sobre meu muso inspirador, Júlio Verne...
    Simplesmente fantástico em todos os âmbitos, com uma narrativa empolgante que prende o leitor do inicio ao fim da leitura e também trazer dentro da ficção fatos históricos que norteiam a ambientação da narrativa, além de muito mais que se eu fosse listar escreveria uma tese de doutorado.
    Meus parabéns ao resenhista, por está resenha de qualidade (Fala de um apaixonado pela escrita de Verne), por saber dosar e aguçar a curiosidade de outros leitores para esse mestre da ficção.
    Gostaria de ver mais resenhas de outras obras de meu caríssimo Júlio Verne! :)

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    1. Jherllison, obrigado pelas palavras sinceras. Tu sabes que essa leitura foi por pura influência da sua parte. Obrigado por essa e tantas outras boas indicações literárias.

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  3. Felipe, são resenhas são ótimas. Você consegue oscilar entre uma linguagem formal e uma informal. Com isso o texto não fica chato de ler. Pisa menos na oposição!

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