quinta-feira, 30 de novembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O SEGREDO DOS BECKER

SINOPSE: Sarah sempre acreditou que os pais mantinham Michael isolado do mundo para o seu próprio bem. Até que estranhos acontecimentos começam a perturbá-la e mostrar evidências que a levam a descobrir um passado sombrio, envolvendo seus pais e a verdadeira história por trás do sequestro de Mike. Com a ajuda das únicas pessoas em quem pode confiar, ela embarcará em uma investigação perigosa e cheia de mistérios. Em O Segredo dos Becker, nada é o que parece e somos levados a uma trama complexa, onde cada passo em falso pode resultar em uma queda brusca. E você, está preparado para desvendar esse segredo?


“Qual o motivo de acreditarmos que certas pessoas não podem ser cruéis? Por qual razão pensamos que somos tão espertos a ponto de adivinhar o próximo passo de alguém?”

QUE LIVRO É ESSE?! CADÊ A CONTINUAÇÃO????? Sei que parece muito drama da minha parte, mas tenho que ser mais que sincera com vocês e MEU DEUUUS!!!!! QUE LIVRO! Eu acabei de terminar o livro e ainda não sei se rio; se choro, ou se fico em transe pelo resto da semana mesmo sabendo que não posso fazer isso ou não leio mais nada por alguns meses. E preciso para ontem saber onde vende esse livro físico e quero já a continuação, porque sim, vai ter uma continuação dessa tortura e lhes digo, não é pouca não!


“Então, um dia, percebi que eles não escondiam a verdade apenas das outras pessoas. Eles a escondiam de mim também.”

A autora Alane Brito soube muito bem escrever esse livro, tanto pela sua leitura ser fluida mesmo nos momentos que eu achei mais clichês até nos momentos mais sombrios e cabulosos (partes que até digo que fiquei com receio de ler, pois me sinto muito agoniada ouvindo, vendo ou lendo partes expostas do corpo, cortes e suturas), tanto pelo desenvolvimento da trama, que eu achei maravilhosa. O livro é dividido em duas partes, o que ajuda na dramatização. Nos primeiros cinco capítulos você começa a ficar louco tentando resolver todo o impasse por trás dessa trama, você pensa e repensa possibilidades de aquilo tudo ter um motivo convincente e até monta quebra-cabeças complexos e acha que já resolveu todo o mistério, principalmente quando a autora começa na parte do romance de colegial e aquela coisa toda clichê que estamos cansados de ler em séries de livros de romance adolescente e é ai que todo mundo se engana, até os próprios personagens!


“Fechar aquela porta com ele lá dentro era como abandoná-lo um pouquinho toda vez. Deveria já estar acostumada, mas isso me deprimia sempre. Nunca me habituaria porque, por mais que fosse algo comum em minha vida, jamais pude aceitar como sendo normal. Ansiava por um fim e estava totalmente convencida de que seria eu quem o daria...”

A protagonista Sarah tem que conviver sabendo que Mike tem que se manter isolado na casa de seus pais, pois ninguém pode saber que ele está vivendo ali, pois temem levarem ele de lá por seus pais biológicos e insanos, já que é contada uma história triste e com possivelmente final feliz para ela. Com o aumento de acidentes de Mike, causado por de alguém “descuidado” e por não ter um dos dedos em um pé, Sarah tem certeza absoluta que ele sofre de alguma doença crônica que o faz perder sempre o equilíbrio e se machucar muito.


Preocupada com a amiga que está sempre “fora do ar”, Florence a convence de algo está errado e ela precisa desabafar, mas não imaginava o que se passava na vida de sua amiga e seus segredos, o que até ai não é nada demais. Com a chegada de um amigo de Florence, Noah também acaba sabendo, não por meio de Sarah, o que há de tão sério que ela sempre esteja preocupada e acha que essa história de doença e manter alguém prisioneiro para seu próprio bem está mais do que mal contada e é a vez de Sarah abrir mais sua mente e começar a duvidar da triste historinha que seus pais a vem contando durante anos. Existe romance sim nesse livro, mas a autora sabe muito bem, que para se ter o amor verdadeiro, nós precisamos ser capaz de fazer os maiores sacrifícios, dentro ou fora do possível. Algo que também achei interessante foi à abordagem da fé, até mesmo quem não acredita em um deus será capaz de ver que em determinados momentos da vida de uma pessoa, a fé é a sua última esperança em meio ao caos.


“— Não encontrei nenhuma garantia na Bíblia que afirme que acreditar em Deus isente alguém de sofrer. Se visse os exemplos que têm lá, talvez não estivesse questionando isso.
— Então é tipo uma condição? Quer dizer... “Creia em Deus e sofra as consequências”? — perguntei num tom irônico.
— É claro que não. O que entendo é que o sofrimento vem acompanhado pela condição de estar vivo, e pode ou não sobrevir. Bom, não que me conformar signifique que eu goste, claro.”

A autora está mais de que de parabéns por conseguir construir um enredo tão cheio de drama, mistérios e detalhes. Detalhes imprescindíveis a cada parágrafo, só basta você estar mais que atento e perceber que ela própria está enganando você. A trama é espetacular!


“Algumas pessoas não mudam quando passam por uma experiência ruim, elas mostram quem realmente são.”

Ao todo, dos dias em que conseguir pegar para ler, foram três dias de leitura e creio que se eu tivesse com o livro físico eu o tinha devorado em menos de dois, mas não me impediu de comentar com amigos e namorado sobre minha indignação com os fatos e eu querer saber até onde toda aquela história iria me levar. É um livro de arregalar os olhos e ficar com o choro entalado na garganta! Não tenho melhor descrição, sinceramente, em tempos não pegava um livro tão angustiante e tão tenso (e mórbido) igual a esse! Sem mais palavras! Apenas leiam, porque com toda certeza vou reler para ver se ainda deixei algo escapar. Até a próxima!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: UTÓPICO

SINOPSE: Daniel Reis é um médico curitibano com uma carreira em ascensão e um futuro brilhante, mas que esconde um passado sombrio. Atormentado pelo assassinato que cometera e que nunca viera à tona, sua sede por sangue se alia à sua revolta para com o mundo ao seu redor. A extração de órgãos é apenas o começo de uma nova vida sem volta para o doutor Daniel e, nesta jornada obscura e gananciosa, dinheiro, morte e amor o forçam a enfrentar seu pior inimigo: ele mesmo. O leitor deve estar preparado para se surpreender a cada página neste thriller que marca a estreia de André Mafra no mundo dos livros.


Olá pessoas. Hoje eu vim falar sobre o livro Utópico de André Mafra. Antes de mais nada preciso dizer que sou apaixonada por livros, sempre fui, mas tenho TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), então se um livro não me prender logo no início eu acabo abandonando. Não foi o caso de Utópico que me ganhou já no prólogo. Logo no início um mistério. Três crianças estão desaparecidas e são encontradas pelos pais próximas a um lago, ao lado de uma caixa térmica vermelha e dentro alguns objetos como bisturis, tesouras, pinças e outros instrumentos cirúrgicos. Essa cena não é explicada nesse momento tive que acalmar a ansiedade, não foi fácil... Então vamos a outro cenário. Conhecemos os detetives Carlos Brandão e o novato Luis Ortega investigando o desaparecimento de Ariel, filho de Marta e namorado de Loana.


— Mãe? — Betina chamou Marga, com a mão sobre o ombro da idosa mulher.
— Oi, querida — Marga respondeu, acordando com um susto. — Tive um sonho estranho...
— Mãe, onde estão as crianças?
Margarete olhou para frente. O gramado estava ali. As árvores estavam ali. 
O Sol estava ali. Mas as crianças haviam sumido.

E então um salto de 7 anos e conhecemos melhor a personagem Loana, uma mulher forte que apesar de todo sofrimento do passado não se deixou abater. Loana tem uma filha, Ísis, uma linda garotinha loira que nasceu com Síndrome de Down. O médico responsável pela Ísis é o Dr Daniel ReisDaniel cometeu um assassinato no passado, não foi descoberto na época então aparentemente tinha saído ileso da situação. Um pouco mais a frente descobrimos que Loana e Daniel já se conheciam, foram namorados no passado, mas não tinham contato a muito tempo.


Fica claro que Daniel ainda tem sentimentos por ela, então quando eles ficam juntos parecia que tudo estava perfeito, mas só parecia. Daniel se envolve com várias coisas ilegais como tráfico de órgãos e começa a ser atormentado pelos fantasmas do passado, ouvindo vozes e sendo perseguido por coisas das quais ele não pode fugir, coisas que estão dentro da sua mente doente. Utópico me tirou o ar por diversas vezes. Literalmente eu tinha que me lembrar de respirar (eu tenho familiares em Curitiba e algumas vezes tive vontade de ligar pra eles e dizer: Tomem muito cuidado tem um psicopata muito louco andando por aí kkkk).


Super recomendo, não achei nenhum ponto negativo nele. A escrita do André Mafra é incrível, com certeza vou acompanhar de perto a partir de agora, ansiosa pelas próximas maravilhas. Não consegui comprar esse livro físico mas adoraria tê-lo enfeitando minha estante ao lado dos outros favoritos.


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KELLY GONÇALVES
28 anos, paulistana, casada, apaixonada pelos livros, futura técnica em radiologia. Apenas uma mãe tentando por em dia as suas séries favoritas.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: LIBERTAÇÃO

SINOPSE: Problemas na vida, quem não tem? E na adolescência é quando um turbilhão deles desabam nas costas. Isso é o que enfrentam três amigos do 2º ano do ensino médio. Marta é uma novata que chega à escola Sant’Ana despertando olhares e até mesmo desejo. Tímida, mas muito inteligente conseguiu a amizade mais que leal de Renan e Bethy, dois super amigos que enfrentam em suas famílias problemas reais da vida de muitos jovens. Unidos e fortes vão bater de frente com cada um que os importunam, que os fazem chorar, que os deixam desolados. Uma história cheia de crises, tormentos, injúrias, desamor, mas com uma força de vencer que rebaterá tudo isso com um elo fortíssimo. Os três personagens principais têm sérios problemas em suas famílias onde se manifestam no psicológico deles, querendo cada um ter um sonho de libertação. Isso se propaga na escola, onde viverão situações constrangedoras.


Olá, leitores! Hoje, vamos para mais uma resenha de um autor que parece ter um futuro brilhante pela frente, chamado Igor Aguiar. Eu tive a oportunidade de ler os primeiros cinco capítulos do seu livro "Libertação". Primeiramente, eu gostaria de parabenizá-lo pela boa escrita criativa desenvolvida em nesse livro. Congratulações dadas, vamos às impressões pessoais!  A narrativa se concentra na vida de três jovens amigos, chamados: Marta, Renan e Bethy. Os últimos já eram amigos há bastante tempo por estudarem juntos na mesma escola de Ensino Médio. Já Marta os conheceu ao ingressar nessa escola, sendo portanto novata na instituição.


Marta tinha 16 anos e era uma adolescente um pouco tímida, mas muito determinada e inteligente. Adorava as artes e a literatura. Possuía um diário que sempre anotava o que acontecia no seu dia a dia, principalmente seus segredos que nunca contara a ninguém. Não possuía muitas amigas, pois a achavam exibida pelo fato de ser inteligente - na verdade ela sempre foi uma menina sagaz e modesta. Ela era órfã de pai, pois ele havia morrido em um grave acidente de carro. E é muito interessante, o fato de que a Marta tornou-se o alicerce emocional da sua mãe, Helena. O que Marta não imaginava é que a vida lhe reservava mais uma triste surpresa. Sua mãe foi diagnosticada com uma grave doença e ela procurará esconder isso da sua filha. No seu primeiro dia na nova escola, Marta se apaixona por Christian, que é muito educado, simpático e é considerado o jovem mais bonito e paquerado da escola. Entretanto, essa relação provoca fúria em Rebeca, que também ama Christian, e não permitirá que os dois fiquem juntos. Além disso, Marta terá que lidar com o assédio do seu professor de Matemática, Raul, que é descrito levemente como tendo um mau caráter.


Renan, logo se afeiçoou a novata, Marta. Ele é descrito como um menino diferente dos demais por não se interessar por "coisas" de garoto, como futebol. E sim por moda, roupas ou tendências do mundo fashion. E por isso, ele precisará lidar com as crueldades verbais do pai, que o critica por ele não se interessar por nenhuma menina e ter traços afeminados. Renan, se tornou um jovem emocionalmente frágil e recatado por ter que conviver com os insultos do pai, Jorge, que é um verdadeiro crápula, rude, grosseiro, machista e adúltero. Muito tocante o fato de Renan sofrer tanto com a rudeza e grosseria do seu pai, justamente no período da vida em que sua personalidade e sexualidade estão se definindo. Momento em que ele estava amadurecendo e descobrindo sua identidade. E a opinião do seu pai afetava muito sua autoestima. Isso para ele era arrasador, porque eram críticas extremamente maldosas com o objetivo de humilhá-lo e ridicularizá-lo. Muito elogiável o autor tocar em uma questão tão sensível quanto essa. 


Além disso tudo, Renan precisava lidar com as provocações de Duke, um colega de classe insuportável, que o insultava com bilhetes como "sua Barbie ingênua fique espertinha, é melhor você começar a ser macho, se não a chapa vai esquentar”. Muito oportuno o livro abordar essa questão porque bullying é um assunto sério. Recentemente uma pesquisa na Grã-Bretanha revelou que o bullying aparentemente contribuiu para mais de 40% dos suicídios de jovens que a mídia noticiou nesse país. E os jovens com baixa autoestima e os solitários, como o Renan, são vítimas fáceis de agressores. Porque os intimidadores percebem quando alguém não tem muita autoconfiança. Assim esses jovens costumam ser os alvos mais fáceis, pois é pouco provável que reajam ao bullying. E alguns que praticam o bullying tem práticas assim, porque isso os faz se sentir populares e no controle. Considero o Renan um personagem muito bem construído por ser humanizado, sensível e profundo, vivendo em torno de problemáticas muito interessantes que perpassam pelo nosso cotidiano.


Uma outra personagem que vocês conhecerão será a jovem Bethy. Seus pais eram Arthur e Silvia, que nunca foram pais presentes na vida de sua filha, Bethy. Ela acabou tendo uma infância prejudicada, pois não possuía amigos e ficava em casa sozinha, às vezes com uma ou outra empregada que seus pais contratavam. Começou a adolescência debilitada, porque o apoio familiar quase não existia e as transformações do corpo e da mente nessa fase foram restringidas somente a ela. O diálogo de Bethy com os pais sempre fora rápido e sem muitos detalhes. E ela se tornou bastante fechada com os pais e outras pessoas, a não ser com Renan, que já conhecia há algum tempo. Ela amadureceu rapidamente e parecia uma  adulta na tomada de decisões.  E por ter somente Renan como amigo, ela expressou o ciúme e autenticidade quando ele se aproximou de Marta. Entretanto os três colegas logo formaram um trio de amigos e dedicados estudantes que juntos prometem ajudar e proteger uns ao outros a lidarem com os problemas da vida e conflitos familiares.


Fiquei muito curioso para ler a continuação dessa história e saber o que acontecerá com Helena, mãe de Marta, como Renan passou a lidar com as mudanças da sua vida e as reações do seu pai, e saber detalhes do transtorno que Bethy sofria com a ausência dos pais. Na edição em que eu li há alguns erros gramaticais ou de digitação, como: expressões repetidas, ausência de vírgulas em frases que estão no vocativo e alguns pontos na narrativa um pouco evidentes. Mas esses são "detalhes técnicos" que não tiram o brilho da obra que aborda questões tão sensíveis, como: amor, amizade, o poder da gentileza, superação, bullying, conflitos familiares, e tantos outros temas interessantes e envolventes. Cheio de temáticas tão presentes no nosso cotidiano. Incentivo vocês a conhecerem essa obra e a apreciarem sem moderação, porque a fruição é garantida. 


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RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

RESENHA: IT - A COISA

SINOPSE: Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa.


"Garotos mortos na Torre de Água. Sangue que só crianças conseguem ver, adultos não. Palhaços andando no canal. Balões que voam contra o vento. Múmias. Leprosos debaixo de varandas... (pág. 418)


Esse é o clima e alguns dos acontecimentos que marcam esta obra incrível de King. 7 crianças, 7 improváveis amigos que nas férias de verão de 1958, em uma pequena cidade do Maine descobririam que a vida pode ser cruel, misteriosa e cheia de desafios. Férias de verão que mostrariam o valor da amizade, das primeiras descobertas amorosas e sexuais, e o quanto a família, em especial as mais problemáticas, pode influenciar a vida de suas crianças. It é daqueles livros que nos arrebatam à sua paisagem e atmosfera. Nos vemos nos anos 50, em seguida estamos nos anos 80. King tem a capacidade de levar o leitor a uma viagem cheia de detalhes históricos, geográficos e culturais. A represa, a Torre de Água, as ruas e a geografia de Derry, os jardins vivos, as casas vitorianas, todos os detalhes são tão bem trabalhados que o leitor consegue sentir-se parte do lugar.


O "Clube dos Otários" formado por Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly, teria para sempre um lugar na vida de cada um de seus membros, mas até 1985 ele permaneceria no esquecimento, uma "amnésia" causa pela "coisa" que os acompanharia através dos anos sem que eles desconfiassem. Em Derry, o horror acontecia a cada 27/28 anos em ciclos repetitivos e inexplicáveis ao longo do tempo. Desde 1957 o grupo não pensava, ou melhor, não lembrava da existência de Derry e dos terríveis acontecimentos daquele ano. Cada um seguiu sua vida longe da pequena cidade, todos tiveram sucesso profissional e financeiro, nenhum deles teve filhos e se não fosse por Mike, que permaneceu na cidade, todos teriam seguido suas vidas, alheios ao horror que estava prestes a manifestar-se novamente.


Ao perceber os estranhos acontecimentos na cidade (assassinatos, desaparecimentos, rumores de um estranho palhaço rondando a ponte), Mike decide ligar para os amigos e convocá-los a cumprir a antiga promessa que fizeram quando crianças: Voltar a Derry e destruir a coisa, caso ela retornasse. A partir daí fatos inusitados acontecem e transformam a vida de cada um, numa sequência de lembranças, aventura e horrores. O mesmo horror que sempre rondou Derry estava de volta, desafiando-os. A cidade é um caso à parte, uma personagem essencial ao desfecho da história. Sua população mantém uma espécie de cortina de silêncio sobre o que acontece a cada ciclo da "coisa". Em Derry os acontecimentos podem chocar os leitores mais sensíveis: Homofobia, racismo, violência doméstica, bullying.


"A história de uma cidade é como uma mansão velha e irregular, cheia de aposentos e buracos e passagens de roupa suja e sótãos e todo tipo de pequenos esconderijos excêntricos... sem mencionar uma ocasional passagem secreta ou duas. Se você for explorar a Mansão Derry, vai encontrar todo tipo de coisas. [...] Alguns dos aposentos estão trancados, mas há chaves... Há chaves." (pág. 155)

As crianças, cada uma com suas peculiaridades, descobriram a única forma de destruir o monstro, mas isso só será revelado ao leitor nos capítulos finais. Ao longo do texto fica evidente que a entidade que assombra Derry é antiga, sobrenatural e assume a forma dos medos mais terríveis de suas vítimas. Importante observar que cada membro do grupo enfrenta a "coisa" sob diferentes formas. Os membros do Clube dos Otários, agora adultos, retornam a cidade e recebem, junto com a paisagem familiar, lembranças e emoções adormecidas, o que torna o reencontro um evento carregado de memórias e sentimentos, que os remetem a quem são e quem foram no passado.


Outro fato interessante é que It não é apenas mais um livro de terror, não mesmo. A obra aborda questões polêmicas, delicadas e talvez as questões emocionais, bem como os relacionamentos mereçam maior atenção. Quanto à "coisa", fica o mistério: O que é, como e por que ela permanece em Derry através dos tempos? O livro responde! Os últimos capítulos são intensos e reveladores. King merece aplausos pelo final inusitado que escreveu para cada uma das personagens, inclusive Derry, que para mim é a grande protagonista. #Recomendo


VITAMINAS:



RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

sábado, 25 de novembro de 2017

ENTREVISTA COM GABY BRANDALISE, AUTORA DE PULE, KIM JOO SO

SINOPSE: O que você faria se precisasse escapar da sua própria vida? So e Marina vivem exatamente essa situação. Ela em Curitiba, atormentada pelas agressões do ex-namorado. Ele em Seul, preso a uma culpa da qual não consegue se livrar. Em mundos tão distantes, mas carregando dores parecidas, a história dos dois vai se cruzar e fazer com que eles finalmente tomem o controle da própria vida, encontrando o ponto de virada que sempre buscaram. Pule, Kim Joo So é uma história ágil e original, que vai surpreender e divertir da primeira à última linha.





Como surgiu a ideia de escrever “Pule, Kim Joo So”? Eu estava muito apaixonada e inspirada pelos dramas coreanos e pelo jeito dos coreanos de contar histórias. E por isso senti vontade de fazer algum tipo de homenagem ao estilo. De criar uma história que brincasse com os clichês dos dramas, com a estrutura narrativa, com o perfil dos personagens. Eu estava tão imersa e apaixonada pelo universo, que terminei a história em menos de três meses. Eu tinha uma cena na minha cabeça. Uma brasileira, jovem, encontra um coreano em um aeroporto. Ele está machucado, sujo, e eles não falam a mesma língua. A partir daí, fui criando os desdobramentos.


O que o leitor pode esperar de “Pule, Kim Joo So”? Os leitores podem esperar uma história de tirar o fôlego, com protagonistas que não param de se mover, um texto “roteirizado”, em que o leitor tem a sensação de estar “assistindo” ao livro, e viradas emocionantes. Como os dramas coreanos fazem com a gente.


Qual autor ou autora preferido? Ele de alguma forma te inspirou a escrever? Atualmente, estou apaixonada pelo trabalho do roteirista Aaron Sorkin. A maneira como ele constrói diálogos é muito inspiradora para mim. São diálogos ágeis, interessantes, que prendem a atenção. Tento aprender ao máximo com ele.

Se “Pule, Kim Joo So” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? A música "The Beginning", da banda de rock japonesa One Ok Rock.
Você segue carreira apenas como escritora ou possui outra profissão? Trabalho como jornalista na área de Assessoria de Imprensa e tenho um canal no Youtube.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Que o meu livro "Pule, Kim Joo So" cause em vocês, leitores, todas as emoções que eu quis passar em cada página. Um beijão!

Gaby Brandalise tem 34 anos e mora em Curitiba - PR.

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

RESENHA DO LEITOR: O ENLACE DO DUQUE DE RESCOT

SINOPSE: Richard Thompsom, o atraente e recluso Duque de Rescot carrega no olhar severo o peso da dor. Impetuoso, selou em seu coração de pedra a promessa solene de nunca amar. Ao conhecer a jovem Lady Lilian Wymond, encontra em seus olhos gentis a suavidade que tanto faltara em sua vida. Contudo, descobre em Lilian uma personalidade forte e impulsiva que o leva a rever seus conceitos. Conseguirá Lilian desfazer as amarras de seu coração ardiloso?


Ooooolá pessoas! Hoje trazemos para vocês a resenha de um romance de época de uma autora nacional. Na verdade, O Enlace do Duque de Rescot foi o primeiro romance de época que a Amy Campbell escreveu. Este livro faz parte de uma série intitulada Amores Arrebatadores. O segundo livro, A Redenção de Sir Williams já está sendo postado no Wattpad. Então, agilize suas leituras aí pra poder se atualizar no Wattpad também!


O Enlace do Duque de Rescot conta a história de Richard e Lilian. Richard, o Duque de Rescot, sofreu desde pequeno por suas perdas. E quantas não foram as pessoas que perdeu! O duque é um cavalheiro centrado, determinado a não se apaixonar e a não ter ninguém em sua vida que possa fazê-lo sofrer novamente. Qual não é a surpresa de Richard ao conhecer a nossa querida espevitada mocinha?!


“[…] a última lágrima de Richard rolou por seu rosto. Secou-a com as costas das mãos e ali selou uma promessa em seu coração. Jamais amaria novamente quem quer que fosse.”

Do outro lado temos Lily que é filha de conde, criada para ser uma lady e se casar com um bom lorde. Lily é uma jovem feliz, bem humorada e companheira de suas irmãs (ela tem duas irmãs que se fazem bem presentes em sua vida). O problema é que Lily é meio complicadinha e não está muito preocupada em se casar, muito menos em agradar alguém.


“Não queria admitir, mas quando sentiu o toque daquele cavalheiro em sua pele, este a conduziu para além daquela dança. Ele a levou rumo aos mais sórdidos pensamentos, e agora, enquanto estava ali sozinha, sentia falta do calor daqueles braços.”

Entre desafios e confrontos, Lily e Richard começam a ter mais contato entre si e isso nos leva a situações bem engraçadas e bem amorzinho também. Lily é impagável! O livro é escrito em terceira pessoa e nos traz palavras não tão usuais (confesso que tive de olhar o dicionário uma vez ou outra), ponto positivo por isso! Por ser o primeiro romance de época da autora, o livro também traz algumas inconsistências em relação aos costumes da época, no entanto, isso não prejudica a qualidade do livro. Se eu o recomendo? É claro!

VITAMINAS:


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RESENHA ESCRITA POR: TATI DE ROSSI MAZO
Tati tem 33 anos, mora em Campinas - SP, é bióloga, trabalha na pesquisa do câncer e é louca por livros (não só científicos! Rs)