quarta-feira, 16 de maio de 2018

RESENHA DO LEITOR: A ESFINGE DOS GELOS

SINOPSE: Trata-se de uma homenagem de Verne ao escritor americano Edgar Allan Poe, na forma de uma continuação da história e geografia retratada nos eventos e descobrimentos do "livro inacabado" de Poe, chamado "A Narrativa de Arthur Gordon Pym". Relata as expedições em busca de um continente austral. A aventura inicia-se nas Ilhas Kerguelen e perpassa os grandes arquipélagos do Atlântico Sul, a bordo da escuna Halbrane. É narrado a partir das observações de Jeorling, um americano que tenta voltar para sua terra.


“O espírito aventureiro dos homens desvenda o segredo da insólita natureza dos gelos árticos”

Apesar de toda a beleza e mistério que envolvem as obras de Júlio Verne, e apesar desta, em particular, também envolver mistério, suspense e aventura, confesso que a leitura foi um tanto maçante. Com uma linguagem rebuscada e detalhista, o autor descreve  características geográficas e históricas das paisagens onde acontece toda a trama. As personagens são descritas física e psicologicamente, dando ao leitor uma visão pormenorizada das intenções dos diálogos e atitudes de cada uma. "A Esfinge dos Gelos" homenageia o escritor americano Edgar Alan Poe, dando segmento à sua obra inacabada "A Narrativa de Arthur Gordon Pym".


Repleta de viagens desbravadoras e contos fantásticos, temos uma narrativa em primeira pessoa. O pesquisador Jeorling é nosso protagonista. Este, parte numa aventura que o leva em busca de provas da existência das personagens da obra de Poe. Por ser um romance repleto de contos fantásticos, o livro escrito por Poe é considerado ficção. Ao conhecer o Capitão Len Guy, Jeorling não acredita serem críveis suas narrativas. Este, afirma não apenas conhecer todas as personagens do livro de Poe, mas também ser irmão de um deles. Tendo que viajar na embarcação do Capitão, já que esta é a única forma de deixar a ilha em que se encontra, Jeorling continua a duvidar das histórias deste, até que durante a viagem, estranhos acontecimentos e uma prova cabal da existência e veracidade dos fatos narrados por Poe e pelo Capitão, vem à tona.


A partir daí os tripulantes da "Halbrane" (embarcação em que se encontram), vão em busca da "Jane" (embarcação que transportava Arthur Pym e seus marinheiros, onze anos atrás). A leitura foi cansativa, mas valeu a pena. O livro está dividido em duas partes, sendo que a segunda nos trás muito mais ação e aventura. Enfim, recomendo este livro aos fãs de Poe e Verne. Aos demais "talvez" seja uma leitura cansativa, mas esta é apenas minha opinião. Espero que, ainda que por curiosidade, vocês leiam e tirem suas próprias conclusões.


VITAMINAS


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

OPORTUNIDADE: VEM AÍ A ANTOLOGIA QUANDO A NOITE CAI


SINOPSE: Quando o sol está em seu auge, brilhando e iluminando tudo, temos maior sensação de segurança, afinal tudo está às claras. As pessoas andam tranquilamente, resolvem seus problemas, vão para o trabalho... Mas já pararam para pensar por que a noite é diferente? Por que será que é tão vazia? Por que não encontramos pessoas de um lado para outro? A resposta é simples, eles temem a noite. Não só pelo fato da escuridão, mas pelo que se esconde nela. Diversas vezes ouvimos relatos de acontecimentos noturnos e histórias que causam arrepio. Pessoas desaparecem, ou muitas vezes, escapam por pouco de criaturas que causam o caos. A missão desta antologia é contar o que a noite nos reserva. É tirar o seu véu e revelar o que de terrível nas sombras. Explore todas as mitologias. Viaje pela penumbra e encontre seus maiores medos para nos contar o que acontece Quando a Noite Cai.



Não podemos negar que a noite tem um que de mistério, não é mesmo? A proposta dessa antologia é justamente explorar isso. Conversamos com Ariel Gomes, idealizador desse projeto trevoso que nos contou um pouco mais sobre como tudo começou e o que nos aguarda esse livro. Confiram!

Como surgiu a ideia de organizar a antologia com esse tema? Que histórias, filmes ou situações te inspiraram? Bom, a ideia surgiu do nada. Eu estava procurando alguma antologia com um tema parecido, mas não estava encontrando, então, por que não organizar uma? Sempre fui encantado pela noite, mas também, sempre tive medo. Filmes de terror me inspiraram já que sou viciado neles. As histórias de criaturas noturnas são fascinantes e precisava reuni-las em um só lugar.

Sobre os outros organizadores, como surgiu essa parceria? O Rodrigo é um parceiro que a mundo literário me enviou e sou muito grato por isso. O conheci através de outras antologias que estamos juntos e por causa do seu livro Projeto 94 que eu devorei e super recomendo.  Conheci a Débora através do trabalho, ela é uma capista incrível e a contratei algumas vezes, logo já estávamos próximos e depois que li Riso da Morte tive mais certeza de que tudo daria certo. Não demorei muito para perceber que esses dois seriam perfeitos para me ajudar na organização. A trindade das trevas, então nasceu.

O que os leitores podem esperar do prefácio e dos contos dos autores e convidados? O prefácio estará incrível. Marcus Barcelos topou fazê-lo e ficamos em êxtase quando recebemos seu aceite. Esse cara arrasa em tudo! Chamamos um baita time para compor nossa antologia, e só tem gente forte no gênero, então esperem contos de arrepiar. Dos selecionados, sei que serão incríveis. Tem muito autor bom escondido por ai e espero de coração que eles estejam em nosso projeto.


Quais são alguns benefícios de mandar um conto para essa antologia? O que ela oferecerá para os autores selecionados? Os contos serão todos ilustrados individualmente para trazer ainda mais originalidade para a história. Além de oferecermos, na cota dos autores selecionados, o livro da antologia em capa dura.

Confira o time de autores convidados:





A antologia receberá contos no estilo Fantasia, Dark Fantasy, Suspense, Terror e Aventura e poderão participar da antologia autores a partir de 16 (dezesseis) anos.

Todos os contos terão uma ilustração exclusiva.

Serão aceitos contos com no máximo 10 mil caracteres com espaço.

Serão pagos como direitos autorais pelos livros impressos e digitais: OPÇÃO A: 1 (um) livro CAPA DURA + 3 (três) livros COMUNS para cada autor e 10 (dez) marcadores de página com a arte da capa. OPÇÃO B: 5 (cinco) livros COMUNS para cada autor e 20 (vinte) marcadores de página com a arte da capa.

Para auxiliar os custos de impressão, divulgação e brindes, o autor que tiver seu conto selecionado compromete-se a pagar uma taxa no valor de R$250,00 (duzentos e cinquenta reais), podendo ser parcelado em até 3 vezes.

PARA LER O EDITAL COMPLETO CLIQUE AQUI!

terça-feira, 15 de maio de 2018

RESENHA DO LEITOR: A MALDIÇÃO DE BASTET

SINOPSE: Ísis é a filha mais velha de um casal de egiptólogos. Numa das viagens, ela encontra um estranho artefato, que traz consigo diversos acontecimentos estranhos. Ísis acredita que uma espécie de maldição está contida no objeto encontrada nas ruínas de Tell-Bast. Decidida a saber mais sobre o artefato, ela embarca numa aventura tendo a ajuda dos antigos deuses egípcios.


Ei gente! Como estão? Hoje vamos conversar sobre o conto A Maldição de Bastet da autora Manu Saraiva. O conto não é muito longo, a leitura é muito agradável e bem diagramada. Parabéns a todos envolvidos no projeto do livro. Agora vamos à história. Logo no prólogo conhecemos a família Lohman. Augusto e Sarah são egiptólogos, e estão no Egito (óbvio né?) para acompanhar um grupo de arqueólogos na cidade perdida de Thonis. O casal ama tanto, mas tanto a profissão, que seus três filhos carregavam esse amor em seus nomes: Ísis era mais velha (16 anos) e nossa protagonista, gêmeos caçulas, Amon e Anúbis.


Quando estão saindo de Tell Basta, Isis encontra uma espécie de barra que ela não sabe ao certo o que é, sendo assim, ela acredita ser um souvenir inédito. Seu irmão Anubis fala que a irmã deveria mostrar o “achado” para Parker – um amigo da família. Passado algum tempinho, Isis começa a ter sonhos com a deusa Bastet. Sem pensar duas vezes, a garota vai até Parker e contar sobre os sonhos e descobre que é uma guardiã. E que seu “souvenir inédito”, na verdade é uma importante chave. Assim ela se torna uma importante guardiã.


“Segundo as lendas, Apófis jurou se vingar de Bastet, e das trevas, ordenou que seus demônios esperassem a morte da deusa para impedi-la de ir ao Paraíso. Assim, ele poderia derrotá-la no inferno, sem que ela contasse com a ajuda de Rá. Quando ela foi mumificada e teve seu corpo depositado no sarcófago, os vassalos de Apófis roubaram a chave que o abria, e a partiram ao meio, jogando as metades no deserto.”

A partir desse ponto que a aventura começa de verdade. Só que eu vou parando por aqui.  Não me matem, por favor! Mas a história é tão legal, que qualquer coisa que eu falei daqui pra frente pode ser spoiler. Gostei muito de tudo que li e adorei conhecer um pouco sobre a mitologia egípcia. Vou me despedindo por aqui! Beijos, até a próxima!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

ENTREVISTA COM ANDREW VASCONCELOS, AUTOR DE O INVERNO VERMELHO - TEMPOS DE GUERRA E PAZ

SINOPSE: Os séculos de glória de Lagracia pareciam poder se estender à eternidade. A comum manhã de mais uma Estroba animada para os lagracianos seguia tipicamente, com sisveres se atacando em busca de enriquecerem com aias e terem poder e status. No entanto, no meio do animado festival, uma estranha flecha do Norte surgiu repentinamente, intimando o gazado para uma guerra, a que marcaria o início do fim para os Telmeder, a soberana família de gazens. A partir daí, invisíveis ataques ao Sul começam a irromper de todas as direções, com lembranças de uma tal de Amazona Dourada trazidas pelos seus sórdidos mancomunados; pela Xarifa... O poderoso gazado, então, começa a declinar violentamente, seus líderes são cruelmente feridos e mortos, e os traidores parecem surgir de onde menos se espera. Com isso, Fisor, Flagui, Irion e Jeon, a pequena guarda, decidem partir numa viagem em busca de solução, visitando lugares fabulosos, lutando com bruxas e dando de cara com seres encantadores, numa jornada de aprendizados, descobrimentos e bom humor em meio às dificuldades. O Inverno Vermelho é uma narrativa incitante, com uma cultura riquíssima, onde amizade, perseverança e fé em Palet serão a chave para o gazado voltar a ser soberano. Nele, Lagracia aprende a lutar com inimigos que nunca mostram as caras.


Como surgiu a ideia de escrever “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz”? Bem, muito antes de eu começar a escrever “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz”, eu costumava usar a escrita como estratégia de reorganização emocional. No entanto, os textos não obedeciam a um enredo e tratavam de questões esporádicas, bem referentes ao que eu estava sentindo no momento, além de serem somente para mim. Porém, quando fui percebendo a qualidade da minha escrita (mesmo que naquela época ela ainda fosse totalmente amadora), a encarei como algo que poderia fazer parte da minha vida mais consistentemente. Então, os textos começaram a ganhar um personagem mais sólido, e a ambientação medieval começou a surgir, ainda que muito discretamente. As primeiras imagens eram de campos verdes e, depois, de paisagens nevadas, habitadas por seres mágicos. Também, os grandes livros de medievalismo me inspiraram muito, bem como suas capas chamativas e os filmes, despertando em mim o desejo por criar um mundo particular, fantasioso, onde as pessoas pudessem querer morar, assumindo titulação de habitantes, todos muito bem-vindos. Porque, se eles puderam criar os seus próprios mundos; então, por que eu não poderia? Me perguntei. Assim, comecei e não parei mais.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Então, depois que comecei a escrever o livro, cinco anos se passaram até que ficasse pronto. Foram anos de criação de tudo: ambientes, personagens, animais, cultura, enredo e, claro, de desenvolvimento de meu próprio estilo de escrita, passando de muito prolixo e amador para limpo e mais profissional. Além de a história ter mudado muito desde a primeira ideia.

O que o leitor pode esperar de “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz”? Definitivamente os leitores de “O Inverno Vermelho-Tempos de Guerra e Paz” podem esperar, acima de tudo, uma história que traz discussões relevantes acerca de família, fé, rede de apoio e perseverança em tempos difíceis. Em meio a um mundo fantasioso, com personagens engraçados, ligados entre si, dados a uma aventura, mas que também têm medos, receios e fragilidades, os leitores verão tais conceitos, trazidos de maneira lúdica e respeitadora. O livro foi pensado para construir e fortalecer princípios que aliançam as pessoas e tornam a sociedade mais igualitária, dando vazão aos que as pessoas são e não ao que têm. Ah, o livro será lançado em meados de setembro de 2018, e estará disponível no site da Editora Selo Jovem, e em alguns outros pontos de compra, que divulgarei aqui com a permissão do blog. 

Qual autor ou autora é seu preferido (a)? Eles de alguma forma te inspiraram a escrever? Bem, não creio ter um autor preferido; pois, cada autor consegue me ganhar com suas especificidades. Mas diria que foram influências para mim, e creio que para muitos escritores de fantasia medieval, o célebre Tolkien, Lewis, Rowling, Martin, Cornwell, que conseguiram superar os limites da realidade, criando e compartilhando conosco seus mundos fantásticos, os quais amamos até hoje. Sem dúvidas sim! Saber que houve artistas como eles, que tornaram seus sonhos realidade é totalmente inspirador para mim. Além das histórias fascinantes, que nos levam de volta à infância, ou para um lugar totalmente aquém à nossa realidade, o fato de terem se tornado o que se tornaram me inspira muito. Assim, tê-los como referência, e a outros tantos talentos, é essencial; observar a forma como escrevem, detalham ou não, apresentam ideias, discorrem sobre o enredo e desfecham é fundamental para, sobretudo, novos autores. São a receita de textos excelentemente escritos.

Se “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz” pudesse ter uma trilha sonora, qual música você escolheria? Bem, não diria que essa música seria a música do meu livro. Mas, com certeza, é uma das minhas preferias, pois mexe muito com meus sentidos e me dá uma incrível sensação de tranquilidade; chama-se Arrival of the Birds da Cinematic Orchestra. 
Você trabalha somente como escritor ou possui outra profissão? Sim. Sou psicólogo há, mais ou menos, três anos, e trabalho no Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), no interior do Rio Grande do Norte.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Agradecer, creio, é a palavra de ordem. Então, gostaria de dizer MUITO OBRIGADO a todos que me apoiam e ajudam, e aos leitores que vestirão a camisa, comprarão o material e que, espero, possam sonhar tanto quanto eu desde que me entendo por gente. Aliás, o livro foi pensado, além de tudo, para instigar nos demais o desejo pela concretização dos sonhos e a busca ativa por ela. Há muita capacidade dentro de nós. Mas, na maioria das vezes, prendemo-nos muito mais ao talento dos outros, quando poderíamos investir em nossos próprios, o que nos faz perder um tempo que não pode ser recobrado. Muitos sonhos podem até esperar longos anos; outros, não. Portanto, corram atrás do que queima dentro de vocês, sem olhar para as dificuldades ou insucessos dos outros. Foquem em quem está dando certo. Façam e refaçam, por mais cansativo que seja; pois, quanto mais se lapida, mais a pedra brilha. Ah, e muito obrigado também ao blog pela oportunidade e convite.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

ENTREVISTA COM ANNA CMS, AUTORA DE EU MEREÇO SER A ÚNICA

SINOPSE: Devan Flynt e Viviene Charpentier estavam, absolutamente, apaixonados. Trocavam juras sinceras de um amor, que sem dúvida, seria para sempre. Porém, ele terminou tudo com ela por telefone, sem dar qualquer explicação, desmanchando o noivado e cortando-a repentinamente de sua vida, para casar-se um mês depois com Savannah Melbrooke. Devan era um dos herdeiros de um grupo de empresas, sua paixão, no entanto, era a arquitetura, e aos trinta anos, construiu um casamento sólido, com sua amiga de infância, enquanto aguardava a chegada do bebê. Viv, uma jovem jornalista, que encontrou amparo e consolo na depressão, entre suas fiéis amigas, mas jamais conseguiu reerguer-se totalmente. Sete meses depois é chegado o momento de reunir forças e enfrentar Devan, a fim de cobrar uma explicação e deixá-lo saber do estrago feito em sua vida; antes de enterrar de vez essa história em seu passado, e dar uma chance ao jovem Collin Andrews.


Como surgiu a ideia de escrever "Eu Mereço Ser A Única"? De uma música da Alanis Morissette chamada You Oughta Know. Na época eu escrevia fanfics e estava trabalhando em uma outra fic e escutando música em uma daquelas playlists aleatórias do YouTube, quando começou a toca essa velha conhecida da Alanis, que eu sempre gostei. Daí fiquei curiosa com a tradução da letra e fui checar com mais atenção. Na hora pensei: "Meu Deus! Isso é uma história!" Imediatamente, eu comecei a escrever! Era uma fanfic que levava o nome da música e foi postada no Fanfiction.net e no Nyah na época com dois finais. Em 2015, comecei a adaptá-la para original e postá-la no Wattpad com os dois finais fundidos em um só. Em 2016 o livro foi publicado e os outros livros da série A cidade que nunca dorme foram escritos.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Mais ou menos de novembro de 2009 até maio de 2010.

O que o leitor pode esperar de "Eu Mereço Ser A Única”? O livro trata-se de uma história de amor, amizade e perdão. O fio condutor da série é a amizade de 4 mulheres: Viv, Jenny, Ginger e Patti. Por isso suas histórias se interrelacionam. Este primeiro livro é mais comovente, tentei trazer para a metrópole contemporânea aquele amor de perdição dos tempos byronianos.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Não tenho um (a) autor(a) preferido(a). Gosto de vários e todos me inspiram a escrever. Música também me inspira muito a escrever.

Se "Eu Mereço Ser A Única" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Ele tem uma trilha sonora! Aqui está!
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Sou nutricionista e exerço minha profissão na área da docência.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Espero que curtam não somente EU MEREÇO SER A ÚNICA, como também todos os outros livros da série A cidade que nunca dorme. O livro dois, EU NÃO POSSO ESCOLHER também já foi lançado. Valorizem livros e autores nacionais! Interajam, comprem, leiam, resenhem, critiquem, discutam. Este feedback é imprescindível neste processo de valorização da nossa literatura, não importa que gênero seja o seu preferido.

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quinta-feira, 10 de maio de 2018

RESENHA DO LEITOR: ELOGIO DA LOUCURA


SINOPSE: Neste libelo do teólogo Erasmo de Rotterdam (1469-1536), quem fala é a Loucura. Sempre vista apenas como uma doença ou como uma característica negativa e indesejada, aqui ela é personificada na forma mais encantadora. E, já que ninguém mais lhe dá crédito por tudo o que faz pela humanidade, ela tece elogios a si mesma. O que seria da raça dos homens se a insanidade não os impulsionasse na direção do casamento? Seria suportável a vida, com suas desilusões e desventuras, se a Loucura não suprisse as pessoas de um ímpeto vital irracional e incoerente? Não é mérito da Loucura haver no mundo laços de amizade que nos liguem a seres perfeitamente imperfeitos e defeituosos? Nas entrelinhas de 'Elogio da Loucura', o humanista Erasmo critica todos os racionalistas e escolásticos ortodoxos que punham o homem ao serviço da razão (e não o contrário) e estende um véu de compaixão por sobre a natureza humana.


Terminei e amei cada página deste livro, que pode ser uma comédia, uma sátira, um drama... Enfim, dei risadas, fiz análises, concordei, discordei de alguns pontos, um livro que me fez repensar a sociedade, os valores, a ética, a moral. Uma viagem pela filosofia, história, religião, política, um clássico que mesmo antigo é atual e realista. Erasmo de Rotterdam retratou a sociedade dos séculos XV e XVI, mas tanto tempo depois podemos observar que as coisas não mudaram muito. A intenção do livro é fazer uma brincadeira, uma ironia e uma crítica sobre os comportamentos “loucos e absurdos” de uma sociedade pautada na hipocrisia e na superficialidade. Além de toda a beleza do texto em si, outro ponto positivo do livro são as notas de rodapé desta edição de 2012, (tradução de Ciro Mioranza), que são uma verdadeira aula de história e mitologia.


A “Loucura”, como narradora do discurso, detalha seu papel e importância nas mais diversas áreas, considerando os sábios como os mais infelizes dos mortais. Considera ainda as mulheres como seres frívolos e loucos, cuja função é apenas entreter os homens e mantê-los imersos em sua loucura. De acordo com a protagonista (a Loucura), se Deus representa a sabedoria, o homem é o reflexo da loucura. Um livro que traz à tona uma realidade que o homem tanto tenta ignorar, por se considerar civilizado demais, mas que é a mais pura realidade. No final, somos todos “loucos” em nossa ilusória sanidade. "Não há mal algum quando nada se sente. Todo o mundo te vaia; não é nada, se tu te aplaudes". (Erasmo de Rotterdam, Elogio da Loucura)


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES

40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

RESENHA DO LEITOR: A QUEDA DE SIEGHARD

SINOPSE: Uma desconhecida força invasora irrompe pelo Grande Mar e ataca a costa protegida pelos soldados da ordem utilizando – se de navios nunca antes vistos. Imensos. Terríveis. Destruidores. Ao mesmo tempo, uma estranha peste se espalha pelas comarcas do reino, cegando e invalidando sua população. Nobres e plebeus se nivelam padecendo do mesmo e misterioso mal. Em uma iniciativa desesperada, Sir Nikoláos de Askalor, o oficial responsável por defender a Ordem, abdica de todos os planos e estratagemas para investir de uma só vez contra os inimigos, sem saber que assim cairia a armadilha preparada por eles. Com suas fileiras dizimadas, o exército da Ordem recua e toma a direção do Domo do Rei para defender seu soberano, Marcus II, O Ousado, cuja vida representa a perpetuação dos valores ordeiros. Para o pequeno grupo, porém composta por Roderick, Petrus, Chikara, Heimerich, Braun, Formiga e Victor Didacus – cada qual personificando um dos sete pecados capitais -, as sucessivas derrotas do reino são apenas o início da maior de todas as aventuras e desventuras.


Uau! Adorei conhecer Bogdana que fica no reino de Sieghard. Vamos lá... Vou explicar tudo com calma! Maretenebrae é um livro maravilhoso de fantasia e aventura... E Sieghard, é um continente meio (muito) medieval. Imagine um lugar cheio locais pare serem exploradores, e ainda com suas próprias particularidades. Um lugar único, ímpar! Tudo muito lindo né? Porém, certo dia chega pelo Grande Mar, invasores desconhecidos e suas embarcações também não são conhecidas pelos moradores locais. Eles já chegam invadindo o belo litoral que até então é protegido pelos combates da Ordem.


"O desembarque fez-se em seguida. Não demorou muito até que arqueiro e homens da infantaria corressem e gritassem de forma ainda mais selvagem. Enquanto flechas eram disparadas repetidas vezes, os infantes subiam com largas passadas, portando armas de todos os tipos e tamanhos, desde as eficientes espadas curtas até os temíveis machados de batalha." p. 20.

Como se não bastasse, além de ser invadido, o povo local está sofrendo com uma epidemia. A tal epidemia causa cegueira e deixa o povo do reino “inválido”. No meio de tantos problemas conhecemos Sir Nikoláos de Askalor. Ele é o cara que manda na Ordem. Nikoláos de Askalor busca usar táticas não comuns, entretanto o povo invasor está preparado também para ataques não convencionais. Vendo que usa ideia para proteger o reino não foi sucedida, Nikoláos recua e segue rumo ao Domo do Rei. Lá ele tem como objetivo proteger o líder de seu reino, o grande Marcus II "O Ousado".


Bem nesse momento da história, alguns guerreiros que estão na missão se destacam. Na verdade, 7 guerreiros: Roderick, Petrus, Chikara, Braun, Victor Didacus, Formiga e Heimerich. Um grupo de heróis que sai em busca da libertação do reino invadido. Os guerreiros além de libertar o seu povo, precisam aprender a superar as diferenças entre eles, pois essa é a única maneira de superar o caminho difícil que eles precisam superar, e assim atingir o objetivo principal da missão: a libertação do reino.


Com um enredo surpreendente, o autor apresenta um universo grandioso e incrível. Enredo bem feito, com personagens bem construídos e com personalidades bem definidas e diferentes entre eles. Foi muito bom acompanhar tudo que aconteceu na história. O livro é muito bom, com um final que me deixou maluca para ler o segundo livro O Flagelo de Dernessus. Bem, vou me despedindo por aqui... Beijos!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

terça-feira, 8 de maio de 2018

RESENHA DO LEITOR: O QUINZE


SINOPSE: Este é o primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz, publicado em 1930. O título se refere a grande seca de 1915. A trama se dá em dois planos, um enfocando o vaqueiro Chico Bento e sua família, o outro a relação afetiva de Vicente, rude proprietário e criador de gado, e Conceição, sua prima culta e professora.


Impressões Pessoais: Olá, leitores! É um prazer poder compartilhar com vocês mais uma leitura fascinante da literatura brasileira. Hoje, escolhi conversar com vocês sobre o romance O Quinze, de Rachel de Queiroz. Antes de tudo, vale lembrar que na década de 1930, ocorreu no Brasil a consolidação do Modernismo. Na literatura, os romancistas da segunda geração modernista aderiram a certos aspectos cultivados pelo Modernismo, como os temas nacionais e do cotidiano e o cultivo de uma linguagem brasileira, mais popular e coloquial. O regionalismo, em especial o nordestino, foi destaque no romance da década de 30. Ele se distinguiu pela consciência social, ao abordar criticamente a miséria e a exploração do trabalhador rural, as dificuldades por causa da seca e o abuso dos poderosos. Explorando a relação entre o homem e o meio natural e social.

Pessoas, leiam O Quinze! Esse é o romance de estreia de Rachel de Queiroz, onde há traços marcantes da obra literária dela, como prosa enxuta, visão crítica das relações sociais e análise psicológica das personagens. Essa obra tem como tema central a seca de 1915 que castigou o Nordeste e aborda os sentimentalismos e as mazelas da estiagem junto com a religiosidade do sertanejo. Com uma escrita simples, poética e fluida, em curtos capítulos Rachel de Queiroz descreve "a seca nas suas proporções exatas nem mais nem menos". Descreve uma parte do país tão bem quanto Dostoiévski descrevia a Rússia. Justamente, por ela ter apreciado tanto as obras de Fiódor Dostoiévski.


Com isso, o leitor tem a oportunidade de acompanhar o romance da professora Conceição e do vaqueiro Vicente. Um romance que não é um "romance". E vocês saberão o motivo à medida que lerem esse livro. Em seguida, vocês conhecerão a triste história da pobre família de Chico Bento. Pessoas que devido a seca tiveram que lidar com o desemprego, fome, miséria, solidão e até com a morte. Uma família de retirantes  que mesmo sofrendo as piores mazelas não perderam a força, a perseverança e a esperança de dias melhores. Humanos que mesmo diante da escassez não perderam suas virtudes, como o amor ao próximo e a compaixão para com desconhecidos, chegando a dividir com outros o pouco de alimento que ainda lhe restavam na sua longa caminhada entre Quixadá e Fortaleza. Essa triste história, nos mostra os horrores causados pela seca de 1915, e até onde nós humanos podemos "chegar" tentando sobreviver. Um relato que destaca a força do povo nordestino, e a sua condição humana, ao que lidar com os piores sofrimentos causados pela seca. Rachel de Queiroz merece ser lida e relida por ter feito uma denúncia da vida miserável do nordestino pobre, expondo as agruras da seca, da migração e da garra do povo nordestino.


Sobre a autora: Descendente de José de Alencar pelo lado materno, Rachel de Queiroz (1910-2003) nasceu em Fortaleza, Ceará. Em decorrência da seca que se abateu sobre esse Estado em 1915, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1917 e, pouco tempo depois foi para Belém. Tornou-se uma escritora reconhecida no meio literário com apenas 20 anos, quando publicou O Quinze (1930). Além de romancista dedicou-se ao teatro e, especialmente à crônica jornalística. Recebeu vários prêmios literários e foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão

22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.