quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

RESENHA DO LEITOR: O PRÍNCIPE

SINOPSE: O Príncipe é o primeiro clássico do pensamento político moderno, referência durante gerações para estadistas e diplomatas. A obra foi concebida como um conjunto de reflexões do autor sobre a arte de conquistar e conservar o poder em um principado.


Olá, leitores! Vamos para mais uma resenha de um clássico universal. Dessa vez, eu escolhi para ler e resenhar um clássico da Itália Renascentista, "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel. Livro esse lido por tantos estadistas e amantes da política partidária e por grandes personalidades, como: Napoleão Bonaparte, que o leu e fez inúmeras anotações transformadas em notas em algumas edições desse livro. Nicolau Maquiavel nasceu em Florença no século XV, ele foi historiador, poeta, diplomata, dramaturgo e músico. Aos 29 anos, ele entrou para a política como Secretário da Segunda Chancelaria, durante o governo de Lorenzo de Médici a quem ele dedicou esse livro. Por estar envolvido com o mundo da política Maquiavel pode observar e estudar o comportamento de outros grandes políticos da sua época e de governos passados, e assim com esse arcabouço de experiência ele retirou alguns postulados para a sua obra.


Assim o que o leitor encontra nessa obra é um manual de como chegar ao poder e manter-se nele visto que esse livro foi dedicado ao magnífico Lorenzo, filho de Piero de Médici. Logo no início da obra, o leitor encontrará a dedicatória de Nicolau Maquiavel a esse príncipe por ele escrever: "As mais das vezes, costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe trazer-lhe os objetos que lhe são os mais caros, ou com os quais vem deleitar-se; assim, muitas vezes eles são presenteados com cavalos, armas, tecidos de ouro, pedras preciosas e outros ornamentos dignos de sua grandeza." Daí ele diz que enviava ao príncipe um livro com "o conhecimento das ações dos grandes homens apreendido por uma longa experiência." Maquiavel desejava que esse príncipe fosse bem-sucedido em seu principado assim ele dar-lhe dicas a fim de ser bem-aventurado em seu governo.  


E para isso, o leitor notará que Maquiavel estudou muito, pois ele coloca em sua obra grandes nomes como o de Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), que foi rei da Macedônia; Davi, rei de Israel dos tempos bíblicos; Filipe, pai de Alexandre, o Grande e muitos outros magistrados. E ele dar-lhe conselhos, como:

"Um príncipe sábio deve observar tais exemplos e nunca manter-se ocioso nos tempos de paz, mas aproveitar-se deles com engenho para poder agir melhor na adversidade”.

"Mais uma vez concluo que um príncipe deve estimar os poderosos, mas sem se fazer odiar pelo povo"

"E as principais bases que os Estados têm, sejam novos, velhos ou mistos, são boas leis e boas normas. E como não podem existir boas leis onde não há boas armas boas, e onde há boas armas convém que existam boas leis, irei me referir apenas às armas"


Maquiavel vai fazendo também relações metafóricas para o príncipe como, por exemplo, "o príncipe deve ter a força de um leão e a astúcia de uma raposa". Ele precisa dessa força leonina para lidar com as ameaças inimigas e a esperteza de uma raposa para lidar com elas. Achei interessante também ele mostrar ao príncipe que para ele ser bem-sucedido em seu principado ele precisa de virtudes e fortunas. Ou seja, o príncipe precisar ter boas qualidades e saber aproveitar as fortunas ou oportunidades ao seu alcance. E no quesito "temido ou amado"? Maquiavel mostra que é melhor o príncipe ser temido, mas não odiado pelo povo. E isso eu vou deixar que vocês descubram o porquê Nicolau prefere que o príncipe seja temido pelo povo. Uma outra questão abordada nessa obra, além da relação de poder absoluto ou centralização de poder, é a respeito do príncipe estar acima da lei, da moral e da ética. Será mesmo que o príncipe estaria em grau superior e acima dos seus governados? Esse ponto parece até um prelúdio das atuais condições políticas de muitos países. Enfim, caros leitores, se você desejar entender um pouco mais sobre relações de poder, Absolutismo e sobre as condições políticas da Europa dos séculos XV e XVI, "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel é a melhor indicação.


VITAMINAS


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão
22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.

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