quinta-feira, 29 de março de 2018

RESENHA DO LEITOR: MONARQUIA


SINOPSE: Tratado de filosofia política em que conclui pela dualidade do destino do homem. Dante acreditava na necessidade da monarquia para o bem estar das nações e especulou sobre a origem divina da autoridade monárquica.


"Ó geração feliz dos homens,
se vossos ânimos o amor,
que rege os céus, vos reger."

Um livro de difícil leitura, mas de conteúdo vasto e indispensável à nossa compreensão da obra e do legado deixado por Dante Alighieri, que se revela um escritor de ideias abertas e defensor da total separação entre o poder civil e o poder religioso.  Com tradução de Ciro Mioranza, Monarquia nos leva à uma viagem pelo mundo filosófico e político de Dante, que ficou conhecido principalmente por sua obra "A Divina Comédia", mas que teve seu exílio causado por "Monarquia". Nascido em Florença, na Itália, Dante escreveu esta obra, supostamente entre 1310 e 1314, período em que se questionava a autoridade papal em detrimento da autoridade do imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Aqui, Dante deixa transparecer seu vasto conhecimento filosófico, político e religioso, fazendo um paralelo entre o poder religioso e o político, citando ao longo da obra seus maiores influenciadores, bem como passagens bíblicas que servem, dentro do contexto, como justificativa para suas teorias.


Basicamente, Dante defende a independência do imperador de qualquer influência do Vaticano, o que obviamente gerou reações conflituosas na Igreja e culminou com seu exílio. No decorrer da obra observamos diversas citações de filósofos e personagens da literatura, que podem ser considerados grandes influências no pensamento e obra de Dante, entre eles Tomás de Aquino, Aristóteles, Virgílio, e diversos outros. Para Dante, a monarquia possui três questões fundamentais: primeiro questiona-se sua necessidade ao bem-estar do mundo; segundo, se os romanos se atribuem de direito o cargo de monarca; terceiro, se a autoridade do monarca vem diretamente de Deus ou de um representante seu. Baseado neste pensamento, a obra foi divida em três capítulos, sendo eles: Livro Primeiro: “Necessidade da Monarquia”; Livro Segundo: "Legitimamente, o Povo Romano Assumiu a Monarquia, ou seja, o Império”; e Livro Terceiro: “A Autoridade do Monarca, ou seja, do Império, Emana Diretamente de Deus”. No primeiro capítulo, o autor argumenta que vivendo em sociedade, o homem só poderá alcançar seus objetivos no meio social, nunca sozinho. Faz também uma diferenciação entre os planos espiritual e terreno.


No segundo capítulo, relaciona diversos fatos históricos que comprovariam sua teoria do governo universal. Mostra que o Império Romano dominou todo o mundo, o que provaria o consentimento divino. O terceiro e último capítulo, discorre e conclui as ideias expostas nos capítulos anteriores. Sendo um tratado de filosofia política argumenta sobre a dualidade das esferas espiritual e terrena/política, sendo que estas não estão subordinadas entre si, mas podem e devem buscar suas finalidades peculiares que se resumem na prática da justiça e da paz (monarquia) e preparação para a vida espiritual (Igreja). Assim é Monarquia, um livro complexo, mas fundamental para o desenvolvimento do pensamento moderno sobre política, religião e o papel exercido por cada um no cenário mundial.


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quarta-feira, 28 de março de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: O MONSTRO ATRÁS DA PORTA

SINOPSE: Rodrigo Montibeller é um renomado detetive nacional. Em um dia qualquer, seu telefone toca durante a madrugada e ele e seu parceiro Alexandre são chamados para uma cena onde ocorreu um crime muito semelhante à outro, no mesmo local, e ainda sem solução.  A corrida contra o tempo se inicia. Ameaças colocam em risco a vida das pessoas ao redor deles. Sem pistas de onde começar e para onde ir, os detetives se veem no caso mais desafiador de suas carreiras. Telefonemas suspeitos, bilhetes ameaçadores, segredos revelados e uma investigação atrás de um assassino que nunca perde a linha e nem deixa vestígios. Repleto de suspense e mistérios, “O Monstro Atrás da Porta”, é um prato cheio para quem é fã de grandes reviravoltas e promete deixar qualquer um sem fôlego.


Dessa vez as minhas Primeiras Impressões vão para O Monstro Atrás da Porta. Onde conhecemos a história de Rodrigo Montibeller, um experiente detetive boa pinta (sim, esse adjetivo denuncia a minha idade rsrs) que ama sua profissão e parece estar nela há bastante tempo. Rodrigo neste momento, conta com um novo assistente que está muito animado em solucionar seus primeiros casos. Rodrigo, mais experiente, já sabe que essa empolgação não surte muitos efeitos e sempre pensa que o novo colega deveria ter mais calma para cumprir suas atividades.


O novo companheiro se chama Alexandre e já está totalmente mergulhado nos arquivos da delegacia, querendo conhecer tudo e, claro, resolver todos os casos. A dupla foi chamada para atender uma nova investigação, um caso de homicídio. Na mesma data, no ano anterior, Rodrigo se deparou com a mesma cena de crime, um homem havia sido abusado e morto em seguida, e um bilhete com recortes de jornal (igual naqueles filmes e seriados que assistimos e duvidamos que possa acontecer) foi endereçado a ele junto à vítima.


Agora na mesma data, dia das bruxas, ele se vê diante da mesma situação e o assassino deixou outro bilhete endereçado ao detetive. Rodrigo se preocupa em imaginar que o assassino já tenha muitos dados sobre ele, por exemplo, sabe onde é o seu trabalho, seu nome completo. O que mais ele pode saber sobre sua vida? 


A história se passa em uma cidade em Recife e já fiquei imaginando o sotaque maravilhoso dos personagens. A leitura é dinâmica e de fácil entendimento. A história parece ser boa na forma de trazer mistério ao misturar detetives em busca e assassinos com perfil parecido, praticando crimes na mesma época de halloween. Seria um serial killer? Mistériooosss!!! Beijos, até a próxima!


PARA COMPRAR "O MONSTRO ATRÁS DA PORTA" CLIQUE AQUI!


PARA ASSISTIR O BOOK TRAILER DO LIVRO CLIQUE AQUI!

RESENHA ESCRITA POR: GREISI SILVA

28 anos, administradora e artesã nas horas vagas, apaixonada por leitura e artes, não vivo sem música, poesia e cinema. Descobri que viajar é preciso e comer pipoca é fundamental para se ter boas ideias.

terça-feira, 27 de março de 2018

RESENHA DO LEITOR: A ESTRANGEIRA


SINOPSE: Na primeira metade do século XIX, na Prússia cheia de guerrilhas, uma jovem sem meios aceita se casar sem amor. Mas no dia do casamento algo terrível acontece. Forçada a viver em cativeiro, ela foge para a Inglaterra à procura de seus parentes. Porém, nada é como ela esperava. Não havia tia, nem tio e nem primos à sua espera. O encontro entre Eliza e o cavalheiro que herdara de seu antepassado, além do apelido, o ímpeto e a beleza, vai desenterrar antigos segredos, pois fala-se no condado que os membros do clã inglês, além de terem a estranha tradição de se casarem com primos, no passado casavam-se com seus próprios irmãos. Inspirado na Batalha real de Otterbourne, A Estrangeira narra duas histórias de amor que, embora separadas por 442 anos, se entrelaçam num verdadeiro turbilhão de emoção e mistério.




Peso: 600g
Largura: 16 cm
Altura: 23 cm
Profundidade: 2 cm
ISBN: 978-8566549-39-3
Número de páginas: 340

Idioma: português
Acabamento: Brochura



Olá amigos do Vitamina! Hoje vamos conversar sobre o livro A Estrangeira, livro lido durante a Maratona Capixaba. A Estrangeira é o primeiro livro da série O Quarteto do Norte, e é um lindo romance de época. Esse foi o meu primeiro contato com a escrita da Chirlei. Tive o imenso prazer de conhecê-la durante um evento do Amigo Livro ES que aconteceu no ano de 2017. Gente, a Chirlei é um doce!!! Mas vamos volta ao livro né? O livro apresenta ao leitor duas histórias. As mesmas são narradas alternadamente e em um determinado momento se “encontram”. Uma se passa no século XIX e a outra, 442 anos antes. Na história de se passa no século XIX, conhecemos Eliza. Ela tem uma história cheia de mistérios, é já no primeiro capítulo vemos uma Eliza que está fugindo para Leipzig. E lá ela chega às terras do conde de Northumberland, na Inglaterra. Tanto o passado de Eliza como seus mistérios são revelados aos poucos em forma de cartas que ela troca com sua tia. Já a segunda história apresentada, é sobre os antepassados do conde.


Queridos amigos, não posso falar muito mais do que isso para vocês. Já que, juntando o que falei mais a sinopse do livro vocês estão tendo bastantes informações, e posso sem querer soltar um spoiler. Com um enredo magnífico e bem desenvolvido, as histórias vão se alterando. Confesso que no começo me confundi um pouco, mas depois que me acostumei com a estrutura do texto/história, a leitura fluiu melhor. Com uma narrativa com um toque de mistério, grandes revelações e com revelações mais que bombásticas. Isso tudo somando a personagens cativantes, a história me ganhou e não larguei o livro até terminar (valeu feriado de carnaval!). Os outros livros da série estão todos disponíveis no formato digital, na Amazon, e você pode achá-los nos links: A Ama InglesaUm Cocheiro em ParisFronteira da Paz e Os condes de Alnwick Castle. Ou diretamente com a editora. Bem isso é tudo por hoje! Beijos, Renara. 


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: RENARA CABRAL PEREIRA PAVEZ
25 anos, capixaba e casada. Formada em pedagogia. Amo ler e dar aula. A leitura me faz viajar!

quinta-feira, 22 de março de 2018

RESENHA DO LEITOR: AMOR AMARGO


SINOPSE: Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado. Até Cole aparecer. Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…



Escrito por Jennifer Brown, autora de "A Lista Negra" este é mais um sucesso, de tantos em sua carreira. Como ela mesma define, o livro tem o intuito de chamar a atenção aos relacionamentos abusivos, onde a violência física e psicológica são os sujeitos da relação. O livro é narrado em primeira pessoa. Alex, Bethany e Zach, são três amigos inseparáveis. Três jovens do último ano do colegial, sonhando com a formatura e cheios de planos para comemorá-la. O que eles não sabiam, é que aquele ano seria um dos mais difíceis para Alex. Seria também um verdadeiro teste de amizade para os todos eles. Alex, como toda jovem prestes a terminar o Ensino Médio, estava radiante, cheia de planos, ideias e um sonho que a acompanhava desde sempre: Viajar ao Colorado e conhecer o lugar para o qual sua mãe estava indo, quando morreu. Seus amigos inseparáveis, é claro, iriam junto.


Ao conhecer um garoto novo na escola, que acabara de ser transferido, Alex não imaginava que com ele viveria sua primeira grande paixão, com ele faria planos de vida e até de casamento, mas principalmente, aprenderia o significado das palavras dor, sofrimento e solidão. Cole era popular, atleta, bonito e envolvente. Ao ser encarregada de dar aulas de reforço a ele na escola, Alex rapidamente se sentiu atraída e os dois começaram a namorar. Logo, Cole se mostrou ciumento, possessivo e violento, mas extremamente apaixonado e cativante e Alex se viu envolta numa teia de amor e ódio e o mais difícil era lidar com o sentimento de solidão e vergonha que a envolvia, já que não tinha coragem de falar sobre a violência que sofria, nem para sua família, menos ainda aos seus melhores amigos. Um ponto interessante do livro é quando Cole leva Alex para conhecer sua família. O ambiente, a descrição dos pais e o tratamento entre eles nos leva a refletir se são os pais, os causadores do comportamento violento do filho, ou se é o filho, o causador do comportamento "atípico" dos pais. É necessário analisar e até investigar quais fatores (se é que eles existem) levam um homem (ou mulher) a desenvolver um comportamento abusivo.


Em meio a um turbilhão de sentimentos, temos ao longo da obra conflitos familiares, laços de amizade, violência doméstica e uma série de reflexões que nos levam a analisar o que distingue um relacionamento saudável, de um doentio; quando e como terminar um relacionamento com alguém que se ama e odeia ao mesmo tempo; de quem é a culpa (se é que há) quando um relacionamento entra num nível doentio de violência física e psicológica. Um livro forte, marcante e que serve de alerta para identificar e evitar certos relacionamentos que podem se tornar nocivos e destrutivos. #Recomendo


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES
40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

quarta-feira, 21 de março de 2018

RESENHA DO LEITOR: O CAPOTE


SINOPSE: Escrito em 1842, é considerada a obra prima da literatura russa. É a história de um pobre funcionário público que, a grandes custos, consegue comprar um novo capote e é roubado no mesmo dia em que o inaugura. Segue-se então, uma via-crúcis pela burocracia russa.


Olá, leitores! Hoje, decidi resenhar para vocês a obra, considerada por muitos teóricos como uma novela da literatura russa, que é O Capote, de Nikolai Gógol. Vocês já sabem do meu amor pela literatura russa e minha muita admiração pelo estilo de escrita dos russos clássicos, como Dostoiévski e Tolstói. Vale destacar que decidi conhecer as obras de Gógol através da leitura da obra Gente Pobre, de Fiódor Dostoiévski. Falando um pouquinho sobre o autor, Nikolai Gógol (Ucrânia, 1809 – Moscou, 1852) foi um vanguardista da literatura russa. De uma família pobre com terras na Ucrânia, ele passou boa parte da infância no campo. Desde jovem, ele desejava ser autor teatral. Em São Petersburgo, Gogól conheceu Puchkin, que o influencia notavelmente. Desde então, ele passou a escrever grandes obras como Almas Mortas, O Retrato, Diário de um louco e tantos outros trabalhos. Suas obras têm sido consideradas por uma parcela da crítica como uma expressão satírica da realidade russa na primeira metade do século 19. Seus contos, novelas e peças de teatros metaforizam o caráter sinistro, estranho e absurdo do império russo e da sua capital, São Petersburgo. Muito se tem discutido sobre em que enquadramento se encaixam as obras de Gógol, mas ele não formou nenhuma escola ou movimento literário. Como disse Dostoiévski: ‘’Todos nós saímos de O Capote, de Gógol’’, entretanto as obras gogolianas transcendem qualquer moldura e classificações literárias.




É interessante como nas obras de Gógol há o movimento dialético onde os opostos se tocam e onde o trágico e o cômico se mesclam a elementos de humor e terror. Na obra, O Capote temos o funcionário público, Akáki Akákievitch, (de natureza passiva e insípida) que trabalhava em uma repartição pública, onde possuía um trabalho mecânico e medíocre de copiar documentos. Conformado com a sua vida patética e monótona, ele rejeita um novo cargo no seu trabalhado, preferido sempre ficar copiando documentos. Fazer essas cópias dava-lhe prazer e satisfação por serem sempre as mesmas atividades. Sempre apegado à repetição e a monotonia. No seu local de trabalho, ele era alvo de chacotas, brincadeiras e zombarias por parte dos seus colegas, sendo assim ignorado pelas pessoas e pela sociedade russa por ser pobre, tímido, solitário e quase gago - ou pelo menos com uma distúrbio de fluência na fala. Durante o rigoroso inverso russo, Akáki percebeu que seu capote já estava velho e desgastado orientado pelo seu alfaiate ele decidi encomendar um novo capote. Após muitos sacrifícios e esforços, como ficar sem comer, ele adquire o seu tão caro capote – que nomeia a história.


Diante dessa nova aquisição, sua vida passa a ter um novo sentido, ele passa a ser elogiado pelos seus colegas que antes zombavam dele e o seu interior passa a se deliciar com a sua pequena conquista. É interessante que com essa parte da narrativa o autor faz uma crítica à hipocrisia e interesses egoístas das pessoas, porque é somente depois de Akáki conseguir o seu capote caríssimo que os seus colegas passam a tratá-lo com dignidade e conferem a ele respeito e considerações. Tanto que decidem convidar Akáki para uma festa a fim de comemorarem sua nova conquista. Dentro deste espaço Akáki tem o seu capote roubado. Eis que lhe roubam o seu precioso bem! A partir daí o desespero toma conta dele e, desarticulado Akáki terá que enfrentar o mundo da burocracia e interesses baseados em posições e status não conseguido com que se façam as devidas diligências para recuperar o seu capote.


Mais do que isso, Akáki será tratado de forma cruel e desumana por não ter grandezas de títulos e posição social por parte daqueles que poderiam ajudá-lo. Deixo vocês descobrirem o final desta narrativa que como prosa de desenvolve com muita fluidez e um toque de humor tão característico nas obras de Gógol. Lembre-se que apesar de ser uma narrativa aparentemente simples, por contar a história de um funcionário público comum e ambientada em um cenário altamente burocrata, superficial e hipócrita do ponto de vista do autor, nos leva às inúmeras reflexões sobre a condição humana e nossa identidade pessoal.


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão

22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.

terça-feira, 20 de março de 2018

RESENHA DO LEITOR: O CEIFADOR DE ANJOS


SINOPSE: Por trás da máscara de homem perfeito, se esconde um COLECIONADOR DE FETOS, um serial killer que deixa um rastro de sangue, dor e morte por onde passa, sem deixar pistas para os detetives Christopher e Ramona, que há muito estão em seu encalço. Vincent é o CEIFADOR DE ANJOS.


Quando os detetives, Christopher Lang e Ramona Hale foram chamados no necrotério não imaginavam o que estava por vir. Por que uma mulher vítima de um acidente de carro teve seu feto extraído do útero, seria um caso isolado? Não, este era só o começo de uma série de crimes idênticos, O Ceifador de Fetos estava só começando. Donna Dixon, uma jovem inocente, professora de História, sabia que tinha encontrado o amor da sua vida, afinal Vincent Hughes, chefe do laboratório de testes de medicamentos, era lindo, carinhoso, rico e o principal, a amava muito. Mas seria de verdade uma pessoa assim tão perfeita?


Em comum eles tem a amiga Adelle Mercer, uma advogada sexy, solteira e independente. Quase dois anos depois do primeiro caso, os detetives são chamados novamente para atender outro caso de assassinato em que o bebê foi retirado do útero da mãe. Quem estaria cometendo esses crimes? Porque os fetos estavam sendo extraídos, qual o significado de tudo isso? Com tantas mulheres grávidas assassinadas, quem seria o assassino? Ceifador de Anjos é um livro impactante, com um enredo policial fascinante ele prende até o fim. A leitura se desenvolve de maneira fluida, com personagens bem construídos e a ligação entre eles é feita ao longo dos anos. Super recomendo esse thriller, aguardando ansiosa pela continuação.


VITAMINAS:


PARA COMPRAR "O CEIFADOR DE ANJOS" CLIQUE AQUI!

RESENHA ESCRITA POR: FÁTIMA GISLENE GENOVÉSIO
Tenho 50 anos, mas até me esqueço disso. Meu apelido é Gi, mas também sou a tia Gigi. Leio desde os 14 anos, era rata de biblioteca, e li tudo o que tinha de bom, quando acabou meu pai virou meu fornecedor de livros! Já trabalhei em duas livrarias e fiz feira do livro. Amo indicar livros e fico realizada quando vejo uma criança descobrindo o gosto pela leitura. E tenho muito ciúmes dos meus livros.

segunda-feira, 19 de março de 2018

ENTREVISTA COM LANDERSON RODRIGUES, AUTOR DE O MONSTRO ATRÁS DA PORTA


SINOPSE: Rodrigo Montibeller é um renomado detetive nacional. Em um dia qualquer, seu telefone toca durante a madrugada e ele e seu parceiro Alexandre são chamados para uma cena onde ocorreu um crime muito semelhante à outro, no mesmo local, e ainda sem solução.  A corrida contra o tempo se inicia. Ameaças colocam em risco a vida das pessoas ao redor deles. Sem pistas de onde começar e para onde ir, os detetives se veem no caso mais desafiador de suas carreiras. Telefonemas suspeitos, bilhetes ameaçadores, segredos revelados e uma investigação atrás de um assassino que nunca perde a linha e nem deixa vestígios. Repleto de suspense e mistérios, “O Monstro Atrás da Porta”, é um prato cheio para quem é fã de grandes reviravoltas e promete deixar qualquer um sem fôlego.


Como surgiu a ideia de escrever "O Monstro Atrás Da Porta”? Então, eu tinha acabado de ganhar de presente o livro "Garota Exemplar" da Gillian Flynn, da minha irmã no natal de 2014. Comecei a lê-lo, mas não aguentei esperar para ver o filme que tinha acabado de sair naquele período. Quando eu terminei o filme e o livro em meados de março de 2015, surgiu toda a trama de "O Monstro Atrás Da Porta" na minha cabeça, numa viagem de carnaval para o litoral sul. Daquele dia em diante começou o meu processo de escrita.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Ao todo, foram dois anos e oito meses. De Março de 2015 até Novembro de 2017.



O que o leitor pode esperar de "O Monstro Atrás Da Porta"? É um livro para quem gosta de suspense e investigação, e claro, grandes reviravoltas. O leitor vai se deparar com elementos de suspense, terror, thriller e gore.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Hoje em dia eu não tenho um preferido, mas para esse trabalho em especial destacam-se o aclamado Stephen King E Gillian Flynn, que foi a maior inspiração. No geral eu admiro muito a J. K. Rowling.

Se "O Monstro Atrás Da Porta" pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? Durante a narração do livro, você vai se deparar com algumas canções que eu escutei para compor as respectivas cenas. Dentre as que se destacam estão:
Sail – Awalnation: É a trilha sonora principal, no qual estão baseado os acontecimentos.
Elastic Heart – Sia: O tom pop psicodélico remete a algumas coisas que acontecem na trama. 
Animals - Maroon 5: A música retrata alguém obcecado por outro alguém, imagina um assassino atrás de você ao som dessa música? Bem insano, isso você também encontrará no livro. 
Breathe On Me - Britney Spears: A Princesinha Do Pop transpira sensualidade e numa investigação como essa, às vezes as coisas podem sair do controle sexualmente falando, isso você também encontrará no livro. 
Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Não. Eu sou formado em Gestão Portuária e já trabalhei com Comércio Exterior e Telemarketing, atualmente estudo Farmácia e divido meu tempo em escrever meus próximos livros e estudar. Também sou músico e toco violino.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Então pessoal, espero que tenham gostado e que adquiram um exemplar no link abaixo. Garanto que vocês vão amar a história e os rumos que ela toma, desde as críticas a sociedade brasileira, ao machismo exacerbado, a política, até chegarmos na justiça. A trama mostra dois lados de um acontecimento e deixa você julgar o que é certo ou não. Muito obrigado pela atenção e para não ficar só nas minhas palavras eu também vou deixar o link do book trailer do livro. Um abraço em cada um de vocês.

Landerson Rodrigues tem 25 anos e mora em Recife - PE.

PARA COMPRAR "O MONSTRO ATRÁS DA PORTA" CLIQUE AQUI!

PARA ASSISTIR O BOOK TRAILER DO LIVRO CLIQUE AQUI!

sexta-feira, 16 de março de 2018

ENTREVISTA COM RAPHAEL MIGUEL, AUTOR DE PLANETA BRUTAL


SINOPSE: Os eventos que culminaram no Primeiro Dia assolaram a face do Planeta Terra. Com a população reduzida drasticamente e com os efeitos das extinções de espécies e do aquecimento global, os sobreviventes tiveram que se adaptar a uma nova realidade... uma realidade feia, cruel, visceral, BRUTAL. Em meio ao caos, após ter vivenciado o lado mais horrendo dos remanescentes, uma mulher leva seu pequeno filho pelo deserto sem fim na intenção de encontrar um lugar melhor para sobreviver, mas o perigo espreita pelos cantos e cada passo pode ser mortal. Com um ritmo alucinante, “Planeta Brutal” irá te levar a um mundo caótico, com uma trama repleta de reviravoltas através de personagens fortes e marcantes que não têm limites para alcançar seus objetivos.


Como surgiu a ideia de escrever "Planeta Brutal"? As teorias sobre o fim do mundo me fascinam muito. A humanidade sempre tentou adivinhar como tudo irá acabar e esse tipo de dúvida está entranhada em nossas mentes, um assunto que nunca “sai de moda”. E foi através deste fascínio que surgiu a espinha dorsal do Planeta Brutal. A preocupação com o apocalipse move as pessoas e isso é notório na atmosfera do livro.

“Nos últimos dias havia uma crescente boataria de que o mundo iria acabar. Aqueles, que nisto acreditavam, eram tidos como tolos, fanáticos, ou mesmo loucos.” – Página 17; Prelúdio. 

E não há apenas a preocupação com o fim do mundo, este fato acontece. A Terra que conhecemos já não existe mais e somos apresentados a um verdadeiro caos. Dentro deste caos, os sistemas e classes sociais são extintos e é a partir daí que o enredo passa a se desenvolver. Aliás, o gênero distópico é assustadoramente horrível. A mera possibilidade de vermos acontecer um futuro tenebroso assusta até o mais insensível dos seres. Esta atmosfera gira o universo do livro de uma forma quase que bruta, exatamente a questão que faz com que o enredo seja desenvolvido. Imaginar como seria o fim dos tempos e ainda como seria sobreviver ao apocalipse foi o grande exercício que fez surgir Planeta Brutal.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Do início do processo criativo ao final da história propriamente dita (e não da edição definitiva), algo em torno de seis meses. Foi o livro mais trabalhoso em que tive a honra de trabalhar até o momento e isso se deu exatamente porque trouxe um enredo mais complexo, com personagens palpáveis e cenário completamente distorcido em relação ao que seria convencional. Apesar de trabalhoso, o desenvolvimento da trama se deu de forma natural e prazerosa. Gostei muito do resultado final.

O que o leitor pode esperar de "Planeta Brutal"? O que aconteceria com uma pessoa que precisa sobreviver em meio a um cenário desfavorável, repleto de figuras perigosas e ainda proteger alguém? O leitor é apresentado à protagonista, uma mulher que deve cuidar de si e do filho pequeno. 

“Calada por um tempo considerável, apreensiva, atenta e pronta, escuto o silêncio. A katana continua em riste e as mãos em volta de seu cabo, dedos já esbranquiçados pela força com que seguro a arma. O pequeno continua em minhas costas, mãozinhas juntadas abraçando-me. Ele também está aflito.” – Página 41; Capítulo 3 – A Proteção. 

E, por outro lado, temos diversos personagens instigantes que fazem a história girar. Pode até parecer que há um tom cruel na forma como lidam com as situações, mas alguns deles não têm qualquer escolha. Todos estão dentro de uma luta constante por sobrevivência.

“De certa forma, é como se todos estivéssemos mortos mesmo. Vagamos pela vida sem ter certeza quanto ao futuro, mas a única constante da existência é a morte.” – Página 123; Capítulo 19 – Os Mortos. 

Neste aspecto, o livro faz jus ao título “Planeta Brutal” e, embora tenhamos alguns elementos fantásticos durante a narrativa, ele é essencialmente humano. Honestamente humano, eu diria. O leitor irá encontrar uma trama carregada de elementos dramáticos, suspense, ação, disputas e conflitos. Ou seja, uma projeção da própria humanidade em tempos caóticos.

Qual autor ou autora é seu preferido? Eles de alguma maneira te inspiraram a escrever? Claro que poderia haver mil respostas a esta perguntas e todas elas seriam injustas. Estou inserido na cena alternativa da literatura brasileira e tenho lido escritores (as) incríveis que dispõem de criatividade e enredos originais de deixar Hollywood babando. Dou prioridade máxima aos nacionais, sobretudo aos colegas que buscam um destaque maior no circuito e, por isso, faço questão de sempre estar por perto. Em contrapartida, seria irresponsável trazer um nome da cena contemporânea como preferido. Por isso que devemos procurar a resposta nos clássicos. A literatura brasileira tem tantos nomes maravilhosos do passado que podem nos ajudar a entender melhor o futuro.  Talvez, nossa cena alternativa precise entender de vez isso para poder se projetar com mais propriedade frente às adversidades. E dentre os grandes clássicos brasileiros, ninguém se sobressai tanto como Machado de Assis.  A importância deste escritor é ímpar dentro do Brasil e até mesmo em terras estrangeiras. Inspira respeito. De certa forma, sim. Apesar de saber que é impossível me igualar ao ídolo em qualquer aspecto, vê-o na posição que alcançou é inspirador e nos faz ter fôlego para continuar a luta.

Se "Planeta Brutal” pudesse ter uma trilha sonora qual música você escolheria? O Planeta tem sua própria playlist, que faz parte do conteúdo extra do livro. A partir da página 287, dá para conferir a lista (que inclui Alice Cooper, Guns’ N Roses e até Adele), e também no Spotfy. E já que mencionei a playlist, devo ser justo e dizer que o batismo do livro foi uma forma que encontrei de homenagear um grande ídolo, o roqueiro lendário Alice Cooper. O título é uma alusão ao álbum homônimo de 2000 (Brutal Planet). Algo que faço questão de deixar explícito na página de agradecimentos no livro. Por isso, essa é A música que deve estar nos ouvidos de quem acompanhar a obra.

Você segue carreira apenas como escritor ou tem outra profissão? Infelizmente, em um país como o nosso, ser “apenas” escritor não é tarefa fácil. Afinal, sonhos não sustentam a vida real. Gostaria muito de ser escritor em tempo integral, mas isso ainda não é possível. Quem sabe, um dia? Sempre digo que o meu lado Superman é escritor e o lado Clark Kent tem outra profissão. No caso, sou advogado e defensor público (mas queria ser rockstar).

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Agradeço demais pelo convite por esta entrevista e obrigado pela oportunidade em falar com seus leitores. A cena da literatura brasileira alternativa está fervendo e penso que este seja o momento oportuno de buscarmos expandir nossos horizontes. Quem quiser me procurar nas redes sociais para um papo, será bem recebido. Prometo!

Raphael Miguel mora em Botucatu - SP.

PARA COMPRAR "PLANETA BRUTAL" NO SITE DA EDITORA CLIQUE AQUI!

PARA COMPRAR "PLANETA BRUTAL" NA SARAIVA CLIQUE AQUI!

PARA COMPRAR "PLANETA BRUTAL" NA AMAZON CLIQUE AQUI! 

quinta-feira, 15 de março de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: SOBREVIVA, SE PUDER


SINOPSE: Laura Morgans não se lembra de absolutamente nada sobre si mesma! Ela tenta recomeçar novamente sua vida em Dalcity, mas tudo conspira contra. Bilhetes anônimos e ameaçadores, mentiras, segredos rondam a vida de Laura desde que ela saiu do hospital e o pior de tudo é que ela não sabe de absolutamente nada sobre si e muito menos o motivo de todo o ódio diante as ameaças.  Todos a sua volta a mantêm em uma bolha protetora que repele qualquer tipo de verdade.


Demorei um pouco para sair do primeiro capitulo, mas depois do segundo não há dúvidas que a autora soube muito bem nos deixar com a pulga atrás da orelha. Sobreviva, Se Puder é um livro de mistério/suspense que parece prometer muito mistério por trás da amnesia retrograda de Laura Morgans, nossa protagonista, devido a um acidente de carro que todos se recusam a contar e sobre seu passado. Laura desde que recebe alta do hospital tenta veementemente se lembrar de qualquer detalhe plausível de seu passado, ora por vezes normal, ora por vezes sombrio demais, principalmente quando ela começa a receber bilhetes, cópias de seus diários antigos, que deram por desaparecidos a meses atrás e SMS anônimos de alguém que no começo só queria pedir desculpas por causar o acidente e depois se mostra completamente vingativo. 


Tudo parece como em O Show de Truman, onde o protagonista se vê numa vida e mais tarde descobre que nada daquilo era verdadeiro. Acho que essa parece ser a base da história, todos sabem demais, mas ninguém quer dar o braço à torcer, além de que parece que a querida Laura nem sempre foi a santa e nem sempre teve uma vida perfeita como todos insistem em dizer que é. Mistério é certeza que não vai faltar, a autora soube muito bem prender o leitor, e por mais que aconteça do final ser previsível (não li o livro inteiro, então, pode acontecer...), a leitura terá valido a pena só por conseguir fazer o leitor se dar uma de Sherlock Holmes e ir unindo cada peça desse quebra cabeça e sair analisando cada personagem para saber quem realmente está falando a verdade. Pretendo terminar de lê-lo e com certeza recomendo! Até mais.


PARA COMPRAR "SOBREVIVA, SE PUDER" CLIQUE AQUI!

RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)

21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.