quarta-feira, 25 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: OS MESTRES UNIVERSAIS


SINOPSE: Um poderoso artefato foi construído com um único propósito: destruir o universo. Os Mestres Universais precisam dos “Escolhidos” para localizá-lo e depois destruí-lo antes que seja tarde demais. Isso transforma o que seria uma simples viagem de férias na maior aventura da vida de Bart que aos poucos descobre que a vida é abundante no universo e seus habitantes, às vezes, são muito parecidos com os humanos, mas em outras vezes... É uma corrida contra o tempo. Muita ação e aventura onde situações hilárias misturam-se a perigos extremos levando o leitor a participar de viagens intergalácticas, conhecer outros mundos, interagir com outras civilizações, participar de batalhas espaciais e envolver-se em uma perigosa contenda, a “Contenda do Fim do Universo”.


“Quando tudo parecer injusto, quando tudo aparecer arruinado, quando tudo der errado, siga seus instintos!”

Eu amei muiiitooo esse livro e vou explicar o porquê! De inicio, a história parece ser bem mais para um público infantil e vou ser sincera que o larguei duas vezes por isso, mas não desisti e não me arrependo, aliás, me arrependo de não tê-lo lido antes. A trama é sobre um garoto (Bart) e uma garota (Lita) que são convocados para uma cidade submersa do nosso planeta, chamada de Zortaz, mas de uma forma diferente, para passarem por um teste e serem treinados para tal. Tudo parece meio bobo, em relação à infantilidade dos personagens e o jeito como o Mago os trata, mas é ai que o ponto X começa... ELES SÃO CRIANÇAS! Lendo esse livro você vai saber dar valor a isso e entender. Nós estamos tão acostumados a superestimar os personagens, a verem as crianças fazerem proezas que às vezes nem um adulto faria, ou faria com receio e que na maioria dos outros livros, crianças e adolescentes são retratados como super pessoas, sem baixa auto-estima, sempre confiantes em realizar suas missões e fazerem com êxito, sempre! Mas este livro é diferente. As crianças são retratadas devidamente como crianças.


Bart e Lita serão treinados e terão contato com os próprios Mestres do Universo, grandes mestres interplanetários que se reúnem de tempos em tempos para resolverem conflitos universais. Nesse treinamento, elas vão aprender não só a usar equipamento de exploração espacial, aprender telepatia ou como lutar, mas também sobre como resolver conflitos e como se comunicar e entender os outros seres, quais eles vão acabar encarando durante sua expedição. Algo que fiquei maravilhada foi como o autor fala sobre a vida alienígena e sobre estar invadindo o planeta deles:Entendam que serão vocês, os invasores de mundos. Entendam que vocês serão os estranhos [...] Entendam também que todos os habitantes do universo têm livre arbítrio para evoluir ou regredir, prosperar ou decair, atingir seu ápice de evolução ou simplesmente desaparecer do universo e não cabe a vocês decidir ou influenciar nessas escolhas”. 


O treinamento é mínimo, mas de grande valia. Bart e Lita são teletransportados para dentro da mais nova nave do lugar, LB-u-Brismo (nave ultra projetada especificamente para essa missão) e guiados para o primeiro planeta, Mercúrio. De primeira, foram-lhes avisados que era somente testes, e que o Mago precisava de amostras de alguns planetas, mas aos poucos vão descobrindo que não era só isso. Teriam que resolver um grande conflito universal que nem os Mestres poderiam resolver. Resgatar um poderoso artefato do quais, seres com más intenções, especificamente, o Sombra, pretendiam se apoderar para começar uma destruição total do nosso universo. Por mais que pareça algo que você já viu em algum lugar, não é o que parece, o livro mistura uma filosofia sobre a existência de Deus, sobre o porque da maldade existir e de porque muitas vezes ser elevada pela ganância. Também há partes de horror e compaixão, quando nos deparamos com destruição em massa e a morte de seres inocentes. E a melhor parte, o autor não se esqueceu de esclarecer que para cada ação tem sua reação, e podemos ver claramente que ações mal pensadas têm suas grandes conseqüências.


Outra coisa que pude reparar é uma mescla de Percy Jackson, Harry Potter e entre outros, são bem sutis as partes, mas para quem leu outros livros infanto-juvenis, não só esses como outros vão notar pequenas assimilações com esses outros universos. O que achei muito bacana, além de que é de se esperar, pois o próprio autor, já no prólogo, nos diz que teve ajuda de seu filho sobre todo o contexto e ideia da obra, só posso dizer que não teve parceria melhor! Não quero me prolongar na história, pois a essência para mim sempre foi ler sem saber muito e digo só não ter lido em dois a três dias, pois estava muito atarefada com minhas coisas, mas sem dúvida vou recomendar a todos que eu puder para lerem este livro, é excelente e te trás várias emoções, desde a angustia por saber mais até o riso com umas piadinhas internas ;) Só leiam!


*Ultima coisa, me incomodou um pouquinho, mas chega a ser irrelevante é o fato da história ter tido um fim rápido, e sobre não falar o que foi dito aos pais do menino sobre ele ter saído de perto deles hehe.

** Em meu blog Verdades e Poesias você vai encontrar os quotes desse livro, são tantos que na daria para por aqui! Enjoy it!

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

terça-feira, 24 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: O REI CIGANO


SINOPSE: Glacialem. País relativamente rico, vizinho de Meridial, e última ponta do Triângulo Comercial do Oceano Gélido. Tudo ali era perfeito, e, mesmo que alguns discordassem mesmo o clima, com um inverno eterno, com neve durante o inverno e o outono, chuvas frias durante a primavera, e quando, no verão, o gelo começava finalmente a derreter, o outono nevado chegava de novo. Era quase como lugar perfeito. Porém perfeição não existe. Não para alguns. Vez ou outra, Albus, o General, irmão do Rei, caía de amores por alguma jovem camponesa. Porém seu temperamento não era do tipo compreensivo, e ele não aceitava não. Se a moça fosse esperta, saía com uma vida confortável e feliz. Caso não aceitasse, saía sem a vida. Tal regra também se aplicava a qualquer um que cruzasse seu caminho. Porém ele jamais conhecera a fúria de Eros e Sapphire. E logo Albus descobriria que ele não derrubaria os Reis de Glacialem com tanta facilidade.


Olá pessoal, aqui quem fala é Pedro de Roche direto para o Blog Vitamina Livros. Ultimamente eu tenho estado bastante ocupado com trabalho e escola, isso me deixou longe por algum tempo, mas o trabalho com os livros não parou e a maior prova disso é que eu terminei a pouco de ler mais uma boa obra brasileira. O título do livro é “O Rei Cigano”, escrito por Miya Hortenciano. O título em si nos deixa com diversos questionamentos a princípio, pois a narração em terceira pessoa alternada começa com um dos príncipes do reino de Glacialem e uma simples cigana que como qualquer outra, precisa de liberdade acima de tudo. A história em si começa após o prólogo que nos conta o porquê da protagonista estar fugindo da armada real e do terrível general do rei (no spoilers).


Eu posso começar dizendo que a ortografia da autora é uma das mais impecáveis que já vi, durante a história não reparei qualquer buraco ou erro ortográfico, o que já garantiria certa pontuação se a nossa resenha fosse avaliar isso, mas enfim (risos), como não é, um dos pontos chaves estão aí: a ortografia, o posicionamento e o modo como a história foi escrita não deixam dúvidas de que ela é realmente limpa. Sobre o enredo, eu particularmente amei a protagonista, a senhorita Ginger, pois ela é uma mulher forte e independente e não suporta o peso de injustiças, por isso prefere fugir do que colocar seus entes queridos em perigo. O seu consorte por outro lado, é um homem um pouco distante, vago, indeciso quanto ao que quer e o que precisa, mas isso muda um pouco quando os dois se encontram e a narração começa a ficar mais consistente visto que juntar os dois fica melhor e mais interessante do que mantê-los separados. A trama se desenrola de uma forma bastante rápida, infelizmente o livro só tem 200 páginas e para uma narração de 3º pessoa ficou a questionar se eles não poderiam ir mais devagar desde o primeiro encontro até o primeiro eu te amo, os desafios em si não os puseram em perigo verdadeiro, mas o plot, o desenvolvimento dos personagens foi genial.


Outra coisa que eu gostei foram os cenários, eu não sou um expert em fantasia, mas a maneira como a escritora se deu o trabalho de construir um mapa para a história serviu para me localizar dentro daquele mundo de gelo que literalmente se chama “Glacialem”, algo como glacial ou gelado pra caramba. Por fim, mas não menos importante, o desfecho e os vilões. No decorrer da história, o jovem casal é perseguido de todas as formas pelo impiedoso general que tem um único objetivo em mente que é fazer mal a protagonista e ele parece não medir esforços, mas é um vilão questionável, pois com toda a sua sede ele poderia ter sido mais agressivo. O resumo de tudo isso o que falei é que esse é um livro de leitura rápida, de fácil compreensão e divertida pelo humor sarcástico que ambos os personagens tem e demonstram no decorrer da história. Eu como leitor, gostei muito da leitura e não julgo necessária nenhuma correção – falando como leitor, viu! Eu recomendo se você for um fã de fantasia realista – feita num mundo real sem goblins, dragões, fadas, etc. E também se curtir um romance leve e com uma pegada delicada. É isso, se você já leu o livro ou quiser estar lendo, é só comentar nesse post e também deixar suas impressões. Eu sou Pedro de Roche.


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: PEDRO ALVES PEREIRA (PEDRO DE ROCHE)

19 anos, Futuro Escritor Profissional, Técnico em TI e amante de Livros.
“Sonho em espalhar a minha palavra para quem quiser ouvi-la”.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: TODOS OS NOMES

SINOPSE: O romance Todos os Nomes, de José Saramago, conta a história do Sr. José, homem de meia-idade, metódico, que vive sozinho em uma casa ao lado da Conservatória Geral do Registo Civil, onde trabalha. Como auxiliar de escrita, seu trabalho é registrar o nome de todas as pessoas que nascem e morrem. Com isso o protagonista adquire um hobby: colecionar recortes com informações sobre pessoas famosas que morrem. Certo dia, um fato muda sua rotina: chega às suas mãos a ficha de uma mulher não famosa, e o protagonista se interessa em saber de que ela havia morrido. O leitor irá acompanhar o Sr. José em sua obcecada investigação.


Impressões Pessoais: Olá, leitores! Trouxe para vocês mais um clássico e desta vez foi da literatura portuguesa contemporânea. Vale ressaltar que José Saramago é o mais importante escritor da literatura portuguesa. Ele tem obras maravilhosas, como: Ensaio sobre a cegueira, Intermitências da morte, O ano da morte de Ricardo Reis, e inúmeras outras obras nos mais diversos gêneros literários. José Saramago tem uma escrita peculiar e muito interessante. Em seus textos, você notará que há uma grande subversão no uso de sinais de pontuação. Ele utiliza apenas a vírgula e o ponto; sem travessões ou aspas e com um pouco de verbos dicendi (como perguntou, respondeu, etc.), as vozes das personagens se misturam à voz do narrador. Os parágrafos costumam ser longos ou curtos, seguindo uma lógica interna. Assim temos uma escrita diferente, que se aproxima mais da oralidade e que exige um leitor atento. No geral, Saramago parte de premissas absurdas para construir suas obras fictícias. Mas, são obras de conteúdos reflexivos, filosóficos e carregados de críticas em relação aos comportamentos sociais e que, muitas vezes, criam atmosferas surrealistas. Caro leitor, não se engane o estilo de escrita, a profundeza psicológica dos personagens de José Saramago e a construção das suas narrativas fluem, no momento, da leitura de uma impressionante.


E no romance Todos os Nomes, como mencionado na sinopse, o leitor acompanhará o Sr. José - única personagem que tem nome em toda a obra -, que é solitário e muito metódico, mas um funcionário exemplar que tem uma função subalterna e burocrática que é auxiliar de escrita. Ou seja, seu trabalho é registrar o nome de todas as pessoas que nascem e morrem, bem como as datas de nascimento e morte delas. Com o hábito de colecionar recortes com informações sobre pessoas famosas, chega às suas mãos a ficha de uma mulher não famosa. Ele parte em uma verdadeira investigação sobre ela, chegando a usar documentos falsos em nome da Conservatória para entrevistar parentes dela. O Sr. José não imagina que à medida que ele recolher informações sobre a mulher ele terá uma grande surpresa. Que eu não revelarei para que vocês descubram. Saibam que essa é uma obra vale muito a pena ser conhecida por tratar de questões, como: vida, morte, suicídio, honestidade, felicidade, pela busca do desconhecido e pela realização de sonhos pessoais.


Sobre o autor: José Saramago (1922-2010) nasceu em Golegã, uma pequena cidade de Portugal. Quando jovem, não pôde cursar a universidade por falta de recursos. Além de tornar-se escritor, exerceu diversas profissões, como mecânico, desenhista técnico, funcionário público e jornalista. Em 1995, ganhou o Prêmio Camões e em 1998, o Nobel de Literatura. Tornou-se o mais conhecido escritor de língua portuguesa em todo o mundo. Entre os gêneros que cultivou estão o romance, o teatro, o conto e a poesia. Ele faleceu no ano de 2010, nos deixando um rico acervo de produções literárias.

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: Felipe Maranhão

22 anos. Graduando do 6° período de Letras, da Universidade Federal do Tocantins. Pesquisador em Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com ênfase em bilinguismo Krahô. E amante da literatura universal.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: O DEMONOLOGISTA


SINOPSE: David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma. Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.




"Eis outra característica de um ser errante: emoções tão grandes que requerem superstição para explicá-las. Esse é o cerne do meu campo de estudos, no fim das contas. O medo - da morte, da perda, de ser abandonado - é a gênese da crença no sobrenatural." (O Demonologista)

Que livro! Resolvi ler esta obra, apesar das recomendações em contrário (ou talvez justamente por conta delas), porque gosto de manter meu ecletismo sempre em dia. E tem funcionado muito bem. Em "O Demonologista", como o próprio nome sugere, temos uma obra que trata de demônios, mas é muito mais que isso. É mais que a típica luta do "bem contra o mal". Narrado em primeira pessoa, o livro traz uma série de desdobramentos, descobertas, reflexões e muito mistério. Aliás, eu diria que temos mais mistério e suspense que terror. David Ullman é um cético professor universitário, ateu por convicção, que se vê confrontado por aquilo que mais luta para desmistificar: A existência do sobrenatural, de seres conscientes e sedentos de poder, dominação e vingança. Especialista em mitologia e narrativa judaico-cristã e também estudioso da obra de John Milton, "Paraíso Perdido", David considera a figura do Diabo e demais seres sobrenaturais apenas mitologia.




Convidado a viajar à Veneza a fim de observar um fenômeno "supostamente" sobrenatural, David aceita o convite unicamente para aproveitar os dias de folga com a filha Tess. Acontece que "existem mais coisas entre o céu e a terra, do que julga nossa vã filosofia". Nosso herói se confronta com uma realidade nunca imaginada. Acontecimentos trágicos e dramáticos, o obrigam a ingressar numa jornada assustadora e perigosa. David precisa decifrar pistas escondidas na obra que mais estudou em sua brilhante carreira, o "Paraíso Perdido". Lá ele encontrará as respostas para salvar sua filha do "Inominável" e do inferno.




"Tem sido uma maneira engraçada (os devotos podem até chamar de hipócrita) de ganhar a vida: passei minha carreira dando aulas sobre coisas nas quais não acredito. Um ateu estudioso da Bíblia." (O Demonologista)

Além do suspense e das passagens eletrizantes em que nosso herói precisa desvendar os enigmas escondidos na obra de Milton, o que mais me prendeu a atenção foi o drama pessoal vivido por David, desde sua infância até a vida adulta. São inúmeros os acontecimentos que o transformam num homem melancólico e fechado, imerso no trabalho e completamente cético em relação a tudo que não seja palpável. Temos ainda uma personagem marcante no livro, sua melhor amiga, O'Brien, que o acompanha em sua jornada. Sem seu apoio emocional e sua inteligência prática, David não teria ido tão longe. Próximo de seu desfecho final, David defronta-se com seu passado e descobre o verdadeiro nome do demônio que o acompanha e atormenta. Um livro repleto de citações, trechos de obras e exemplos históricos, o que torna o texto ainda mais interessante e traz uma atmosfera realista.




"A mente é onde eles habitam, e nela podemos fazer do inferno um paraíso, do paraíso um inferno." (O Demonologista)

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES

40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.

terça-feira, 17 de abril de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: ETERNIDADE - A ADAGA DE EDWAN

SINOPSE: Taylor Harper só queria ser normal, mas ela era uma Vampira Branca, com o poder sobre o elemento fogo, herdeira de uma Profecia e a única capaz de matar o Vampiro das Sombras, o mais poderoso vampiro que já andou sobre a terra. Desde que abrira os olhos pela primeira vez, Taylor soube que sua vida não seria nada fácil. Nascida em meio a uma guerra na qual os vampiros de sua espécie eram forçados a fugir e se esconder, esquecendo até mesmo como usar a sua magia interior como arma, Taylor acaba se vendo dividida entre salvar aqueles que ama e salvar o mundo inteiro.


Olá pessoas, tudo bem? Espero que gostem dessa resenha. Eu tive a oportunidade de fazer as Primeiras Impressões do livro Eternidade – A Adaga de Edwan e tenho que dizer que preciso ler esse livro completo! Eu fiquei impressionada com esse livro e as páginas passaram tão rápido que eu necessito saber o que vai acontecer com os personagens e como será o final. O livro conta a história de uma vampira branca chamada Taylor e uma profecia que a persegue: ela está destinada a ir para o inferno porque fez um pacto com o Vampiro das Sombras para salvar sua mãe que está presa lá há 10 anos. Ela é uma garota especial digamos assim, é a única que pode matar o Vampiro das Sombras com a Adaga de Edwan.


Os personagens desse livro são tão adoráveis! O Jack é o humano que gosta da Taylor e ele se mostra tão corajoso por estar ao lado dela no meio de vários vampiros e mesmo com medo ele está ali para apoiá-la. A Claire é a irmã adotiva que cuida do grupo a Resistência que é formado por vampiros brancos órfãos e existem os vampiros negros que são humanos que foram transformados por vampiros. Já os brancos nasceram assim, os brancos nascem às vezes com habilidades de controlar um dos quatro elementos. Também tem o Scott que eu diria que é aquele amigo irônico, que diz sempre a verdade com um pouco de sarcasmo digamos assim, mais é muito gente boa.


Bom, as 42 páginas que eu li devo dizer que o livro simplesmente consegue te prender pra saber o que vai acontecer, se eles vão conseguir achar a adaga, se vão salvar a mãe da Taylor, se o Jack sairá vivo dessa e se conseguirão destruir o vampiro das sombras. Muitas perguntas que me deixaram curiosa para ler o restante do livro e saber todo o desfecho dessa história! É um livro bom de ler porque tem uma escrita fácil de interpretar e porque a história é direta, mas tem aquele suspense legal que a mantém a agradável e que faz o leitor querer continuar. Eu super recomendo e espero que assim como eu vocês fiquem impressionados. Até a próxima.

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RESENHA ESCRITA POR: THALIA CAROLINI
20 anos, geminiana, ama astrologia, o meu tempo é dividido em viajar nas estrelas, nas musicas e nos livros. Amo um bom clichê e histórias de perder o fôlego, minha maior alegria é um livro novo na estante. Dentro desse universo aprendi que sonhar é bom, mais ler é essencial.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: SANGUE DE SEREIA

SINOPSE: Santa Serena é uma cidade muito misteriosa e que guarda muitos segredos. Luan volta à cidade após 20 anos junto com seus dois filhos gêmeos, Pedro e Júlia, para visitar seu avô que está muito doente. O que ele não esperava era descobrir que as criaturas mitológicas realmente existem e agora precisa correr para salvar sua vida e das pessoas que ama.


Se prepare para mergulhar em um mundo onde sereias são muito diferentes do que estamos acostumados. Se geralmente essas figuras mitológicas são retratadas como belas criaturas que vivem no fundo do mar, em Sangue de Sereia elas são os monstros da história. Coloque A Pequena Sereia de lado e se prepare para se surpreender com essa história que mistura aventura, suspense e terror.


Luan é um pai viúvo que cria sozinho seus dois filhos gêmeos, Pedro e Júlia. Ele cresceu em Santa Serena e foi ensinado a acreditar nas antigas histórias de sereia que cercam os pescadores da cidade. Na família dele, quase todos os homens tem histórias com sereias. Elas são quase um legado que corre pelas gerações de sua família. Quando cresceu, Luan deixou de acreditar nas velhas historias de sereias e se tornou um biólogo. Em Santa Serena, interior de São Paulo, poucas coisas são levadas tão a sério quanto os mitos de sereias. As famosas histórias de pescadores estão repletas dela, fazendo que a cidade tenha um folclore rico e único. Se essas historias são reais ou não? Bem, depende de para quem você pergunta. 


Muitos anos após sua partida, Luan volta a Santa de Serena com seus filhos, que mal podem esperar por uma aventura. O que nem Luan, nem seus filhos sabem é que o avô possui um livro antigo, o Livro dos Condenados. Esse livro possui um tipo de magia, que Jaime, o avô de Luan, esta ansioso por usar. Enquanto Julia e Pedro começam a ver estranhas mulheres no jardim da propriedade e Luan lida com uma antiga paixão, ficamos cada vez mais próximos de desvendar esse mistério. Em Sangue de Sereia, nós temos um ponto de vista novo em uma história muito antiga, cercado por uma das mitologias mais fascinantes de todos os tempos. Uma história rica e bem escrita que tem tudo para surpreender e encantar leitores de todos os gêneros.

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RESENHA ESCRITA POR: CAROLINA SIQUEIRA
Carol Siqueira, 21 anos, é estudante de Odontologia pela Universidade Positivo e quando não está deixado o sorriso das pessoas mais bonito, ela passa seu tempo lendo histórias sobre criaturas mágicas, que eventualmente se apaixonam, ou escrevendo algum resumo bobo na varanda de sua casa e não perde a oportunidade de adicionar mais um livro a sua coleção de preferidos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: O CEMITÉRIO

SINOPSE: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um 'simitério' no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.



Nunca havia lido nada do autor, peguei para ler Joyland, mas achei-o clichê, com o final previsível demais, apesar de muitos comentários dizendo ser um dos melhores livros do autor. Comprei O Cemitério, pois vi várias resenhas falando muito bem do livro e sobre sua forma de abordar a morte e o luto. Realmente, não houve desapontamentos. O livro, para mim ao menos, teve uma pegada muito mais psicológica do que com o terror em si. Logo de inicio você se depara com uma família feliz, indo morar num lugar mais calmo e tranquilo, que para mim é a primeira característica de que coisas muito erradas podem acontecer, principalmente sabendo do currículo de tal autor.


Os personagens, membros da família feliz, conhecem o novo vizinho, Jud, que os auxilia na mudança, fala-lhes sobre a cidade e sobre o “Simitério dos Bichos”, aonde as pessoas vão/iam enterrar seus animaizinhos queridos e que era preservado pelas crianças da cidade, que iam ao menos uma vez ao mês para aparar os matos que porventura cobriam o caminho e colocar mais flores nos pequenos túmulos (não se sabe muito, pois assim como nunca mostra a passagem das crianças fazendo o trabalho de preservação da trilha, também não mostrou nenhuma pessoa indo até enterrar algum animal, lembrando que na maioria dos túmulos eram de anos atrás, como se este estivesse abandonado). Além de contar-lhes o fato, a família vai até o mesmo para conhecê-lo. A partir deste ponto veremos alguns traumas e questões serem feitas sobre a morte, principalmente em relação a filha e a esposa de Louis, que será destrinchado dentre os vários capítulos.


“... não sou eu quem dita as regras.
— Quem é então? — ela perguntou, e com infinito desprezo acrescentou: — Deus, não é?
Louis reprimiu o ímpeto de rir. Aquilo era bastante sério.
— Deus ou alguém — disse ele. — Os relógios também param... Isso é tudo que eu sei. Não temos garantia de nada, querida.”

Bem, logo em seguida há uma cena um tanto perturbadora que ocorre no hospital, justo no primeiro dia de trabalho de Louis, protagonista/antagonista (ainda não consegui defini-lo), no hospital da Universidade. – Não vou descrever aqui a cena, acho que ter a experiência completa de todos os fatos do livro em primeira mão vai te fazer entrar totalmente nessa atmosfera, ao mesmo tempo maligna e ingênua, demoníaca e triste – Esse fato não só perturba o personagem como nos deixa com um que de querer saber mais, mas que é desmitificado nas próximas páginas. Uma mensagem que seria ignorada, mas que viria a trazer grandes consequências. Louis, um médico cético, assim podemos dizer descobre mais sobre o tal “Simitério dos Bichos” num momento de descontração ao lado de Jud, o que o aterroriza por momentos, mas deixa passar... Até que o gato da família é atropelado por um caminhão na estrada que divide sua casa da de seu vizinho de porta. Este fato é estritamente relevante para outros acontecimentos.


“— O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis — murmurou o moribundo. — Um homem planta o que pode... E cuida do que plantou.”

Jud pede a Louis levar o gato para uma trilha além do “Simitério”, para enterrar o gato em terras indígenas cheia de poderes ocultos, uma trilha que atrapalha os sentidos e te deixa a desejar saber o que realmente está acontecendo e o que pode acontecer... Alguém estaria mentindo? Depois desse embaraço, lembrando que a família de Louis não presencia esse fato, o gato retorna a casa, como se nada tivesse acontecido na noite anterior ao seu enterro. O que faz de Louis um homem assombrado e ao mesmo tempo fascinado pelo acontecido. Mais que isso seria spoiler! Os demais acontecimentos são uma mistura de dor, medo, medo da morte e do desconhecido, alucinações, premunições e até se entranha nos limites da loucura, mas aí está à questão! Seria todo um poder do lugar? Das terras obscuras e desconhecidas? Seria a dor da perda ultrapassando a razão? Ou seria apenas um surto momentâneo? Quando que ter poder de brincar de Deus é valido? Quando que é possível interferir nas questões da vida, como a morte? É possível se livrar de um trauma de infância? É possível passar sem sofrimento e dor pelo luto? É possível continuar em paz depois que um ente querido falece? E quando ele volta? Leiam esse livro maravilhosamente perturbador. Super recomendo!


“Oz, O Gande e Teível!”

VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: KAROLINA V. S. MELO (Karol Melo)
21 anos, mora atualmente no interior do Paraná. Depois que descobriu o mundo da ficção se tornou uma leitora compulsiva. Ama músicas que a inspirem, e séries de suspense policial, mas não nega um romance clichê. É escritora no blog Verdades e Poesias e sonha em publicar um livro para chamar de seu.

terça-feira, 10 de abril de 2018

RESENHA DO LEITOR: A BATALHA DO APOCALIPSE


SINOPSE: Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana - é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heróicas, magia, romance e suspense.




Que livro incrível! Quando comecei a ler "A Batalha do Apocalipse" não sabia exatamente o que iria encontrar e que grata surpresa! Anjos, demônios, feiticeiras e seres sobrenaturais em meio a uma guerra iminente. Profecias bíblicas que se cumprem numa batalha de forças titânicas, onde o bem e o mal se abraçam em luta eterna. Uma viagem no tempo e no espaço. Do Brasil moderno à antiga Constantinopla; da lendária Atlântida à China medieval; do Egito aos mundos etéreos. Uma odisseia que encanta e emociona. Dividido em três partes, o livro conta a saga de Ablon, um Querubim expulso do céu por Miguel, Príncipe dos Anjos, que aproveitando o "descanso" de Deus no Sétimo Dia, usa Seu nome para cometer atrocidades contra os humanos e comandar com mão de ferro as legiões angelicais. Num jogo de alianças secretas, céu, terra e inferno entrelaçam-se numa luta invisível aos humanos, mas sentida por aqueles mais sensíveis, como Shamira, a feiticeira de En-Dor, amiga e aliada de Ablon.


Lúcifer, a Estrela da Manhã, também tem seu papel no desenrolar do conflito que culminará com a batalha final, o Apocalipse. O céu, dividido em três poderosos exércitos, compostos pelos seguidores de Miguel, Lúcifer e Ablon, é testemunha de conspirações e traições, mas também de amizades sinceras e amores inabaláveis. Com um final de tirar o fôlego, a mistura de suspense e ação oferece ao leitor uma carga extra de adrenalina. A escrita do autor é leve, clara e se desenvolve de forma instigante, levando o leitor a uma viagem no tempo e no espaço, mesclando passado e futuro, ao mesmo tempo em que descreve seres e lugares de forma tão detalhada que é possível visualizá-los. No final do livro encontramos uma linha do tempo que descreve os Sete Dias da criação, revelando seu significado e o que foi criado em cada um deles. Confesso que esta é uma das minhas partes preferidas. O glossário também merece atenção, já que descreve cada uma as personagens da obra (e são muitas), portanto, é um interessante suporte ao longo da leitura. A Batalha do Apocalipse continua na obra Filhos do Edén - Herdeiros de Atlântida. Recomendo muito!


VITAMINAS:


RESENHA ESCRITA POR: SIMONE TORRES

40. Pedagoga e Teóloga. Leitora compulsiva, cinéfila e amante dos animais. Fazer arte é o que mais amo depois de ler.