segunda-feira, 14 de maio de 2018

ENTREVISTA COM ANDREW VASCONCELOS, AUTOR DE O INVERNO VERMELHO - TEMPOS DE GUERRA E PAZ

SINOPSE: Os séculos de glória de Lagracia pareciam poder se estender à eternidade. A comum manhã de mais uma Estroba animada para os lagracianos seguia tipicamente, com sisveres se atacando em busca de enriquecerem com aias e terem poder e status. No entanto, no meio do animado festival, uma estranha flecha do Norte surgiu repentinamente, intimando o gazado para uma guerra, a que marcaria o início do fim para os Telmeder, a soberana família de gazens. A partir daí, invisíveis ataques ao Sul começam a irromper de todas as direções, com lembranças de uma tal de Amazona Dourada trazidas pelos seus sórdidos mancomunados; pela Xarifa... O poderoso gazado, então, começa a declinar violentamente, seus líderes são cruelmente feridos e mortos, e os traidores parecem surgir de onde menos se espera. Com isso, Fisor, Flagui, Irion e Jeon, a pequena guarda, decidem partir numa viagem em busca de solução, visitando lugares fabulosos, lutando com bruxas e dando de cara com seres encantadores, numa jornada de aprendizados, descobrimentos e bom humor em meio às dificuldades. O Inverno Vermelho é uma narrativa incitante, com uma cultura riquíssima, onde amizade, perseverança e fé em Palet serão a chave para o gazado voltar a ser soberano. Nele, Lagracia aprende a lutar com inimigos que nunca mostram as caras.


Como surgiu a ideia de escrever “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz”? Bem, muito antes de eu começar a escrever “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz”, eu costumava usar a escrita como estratégia de reorganização emocional. No entanto, os textos não obedeciam a um enredo e tratavam de questões esporádicas, bem referentes ao que eu estava sentindo no momento, além de serem somente para mim. Porém, quando fui percebendo a qualidade da minha escrita (mesmo que naquela época ela ainda fosse totalmente amadora), a encarei como algo que poderia fazer parte da minha vida mais consistentemente. Então, os textos começaram a ganhar um personagem mais sólido, e a ambientação medieval começou a surgir, ainda que muito discretamente. As primeiras imagens eram de campos verdes e, depois, de paisagens nevadas, habitadas por seres mágicos. Também, os grandes livros de medievalismo me inspiraram muito, bem como suas capas chamativas e os filmes, despertando em mim o desejo por criar um mundo particular, fantasioso, onde as pessoas pudessem querer morar, assumindo titulação de habitantes, todos muito bem-vindos. Porque, se eles puderam criar os seus próprios mundos; então, por que eu não poderia? Me perguntei. Assim, comecei e não parei mais.

Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? Então, depois que comecei a escrever o livro, cinco anos se passaram até que ficasse pronto. Foram anos de criação de tudo: ambientes, personagens, animais, cultura, enredo e, claro, de desenvolvimento de meu próprio estilo de escrita, passando de muito prolixo e amador para limpo e mais profissional. Além de a história ter mudado muito desde a primeira ideia.

O que o leitor pode esperar de “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz”? Definitivamente os leitores de “O Inverno Vermelho-Tempos de Guerra e Paz” podem esperar, acima de tudo, uma história que traz discussões relevantes acerca de família, fé, rede de apoio e perseverança em tempos difíceis. Em meio a um mundo fantasioso, com personagens engraçados, ligados entre si, dados a uma aventura, mas que também têm medos, receios e fragilidades, os leitores verão tais conceitos, trazidos de maneira lúdica e respeitadora. O livro foi pensado para construir e fortalecer princípios que aliançam as pessoas e tornam a sociedade mais igualitária, dando vazão aos que as pessoas são e não ao que têm. Ah, o livro será lançado em meados de setembro de 2018, e estará disponível no site da Editora Selo Jovem, e em alguns outros pontos de compra, que divulgarei aqui com a permissão do blog. 

Qual autor ou autora é seu preferido (a)? Eles de alguma forma te inspiraram a escrever? Bem, não creio ter um autor preferido; pois, cada autor consegue me ganhar com suas especificidades. Mas diria que foram influências para mim, e creio que para muitos escritores de fantasia medieval, o célebre Tolkien, Lewis, Rowling, Martin, Cornwell, que conseguiram superar os limites da realidade, criando e compartilhando conosco seus mundos fantásticos, os quais amamos até hoje. Sem dúvidas sim! Saber que houve artistas como eles, que tornaram seus sonhos realidade é totalmente inspirador para mim. Além das histórias fascinantes, que nos levam de volta à infância, ou para um lugar totalmente aquém à nossa realidade, o fato de terem se tornado o que se tornaram me inspira muito. Assim, tê-los como referência, e a outros tantos talentos, é essencial; observar a forma como escrevem, detalham ou não, apresentam ideias, discorrem sobre o enredo e desfecham é fundamental para, sobretudo, novos autores. São a receita de textos excelentemente escritos.

Se “O Inverno Vermelho – Tempos de Guerra e Paz” pudesse ter uma trilha sonora, qual música você escolheria? Bem, não diria que essa música seria a música do meu livro. Mas, com certeza, é uma das minhas preferias, pois mexe muito com meus sentidos e me dá uma incrível sensação de tranquilidade; chama-se Arrival of the Birds da Cinematic Orchestra. 
Você trabalha somente como escritor ou possui outra profissão? Sim. Sou psicólogo há, mais ou menos, três anos, e trabalho no Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), no interior do Rio Grande do Norte.

Deixe uma mensagem para nossos leitores: Agradecer, creio, é a palavra de ordem. Então, gostaria de dizer MUITO OBRIGADO a todos que me apoiam e ajudam, e aos leitores que vestirão a camisa, comprarão o material e que, espero, possam sonhar tanto quanto eu desde que me entendo por gente. Aliás, o livro foi pensado, além de tudo, para instigar nos demais o desejo pela concretização dos sonhos e a busca ativa por ela. Há muita capacidade dentro de nós. Mas, na maioria das vezes, prendemo-nos muito mais ao talento dos outros, quando poderíamos investir em nossos próprios, o que nos faz perder um tempo que não pode ser recobrado. Muitos sonhos podem até esperar longos anos; outros, não. Portanto, corram atrás do que queima dentro de vocês, sem olhar para as dificuldades ou insucessos dos outros. Foquem em quem está dando certo. Façam e refaçam, por mais cansativo que seja; pois, quanto mais se lapida, mais a pedra brilha. Ah, e muito obrigado também ao blog pela oportunidade e convite.

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